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domingo, 12 de outubro de 2014

Parte 2: Uma Análise do livro “Muitas Vidas, Muitos Mestres” de Brian Weiss


Boa Noite, amigos do blog :)
Continuamos com a parte 2 da Análise do Livro de Brian Weiss, "Muitas Vidas, Muitos Mestres" 



Da Integração do fenômeno de regressão de memórias de vidas passadas com outros que demonstram a imortalidade da alma


Durante o acompanhamento de Catherine e ao longo das suas sessões de terapia, a medida em que ia externando suas lembranças de outras vidas, alguns fenômenos bem conhecidos pelos estudiosos da Alma Humana e da sua sobrevivência após a morte, foram sendo observados  em Catherine:


Experiências fora do corpo integradas em suas lembranças de mortes passadas
        Comunicações Mediúnicas
        Precognição(Premonição)
       Transmissão Telepática
       Concordância entre informações  transmissões pelos Espíritos


Experiências fora do corpo integradas em suas lembranças de mortes passadas


Durante os transes em que externava suas lembranças de outras vidas, Catherine, ao lembrar da morte em suas vidas passadas, se percebia abandonando o corpo, flutuando. Isto é um fator de extrema importância na análise da veracidade dos relatos que ela externava, uma vez que nos remete de uma forma obrigatória às experiências fora do corpo, largamente estudadas hoje em dia e confirmadas mais uma vez, agora por cientistas britânicos, recentemente. O que ela externava em suas lembranças de mortes anteriores concordava admiravelmente com relatos de pessoas que passaram pela experiência de estar fora do corpo, seja em momentos de relaxamento, seja em momentos de morte iminente. Uma coisa muito importante a ser realçada aqui é que Catherine não possuía cultura sobre esses assuntos, como dito anteriormente era católica e após recordar todas esses fatos sentiu dificuldade em conciliá-los com a sua crença, não obstante não duvidasse das suas lembranças. Sobre essas lembranças nos diz o Dr. Weiss, após mais uma das rememorações em que Catherine se via flutuando após a morte:

“Desta vez a sua morte foi tranquila. Estava flutuando. Flutuando ? Isto fez-me recordar os estudos do Dr. Raymond Moody sobre vítimas de experiências de quase morte. Os seus pacientes também se recordavam de flutuar e em seguida serem puxados de novo para os seus corpos. Lera o seu livro alguns anos antes e fazia agora uma anotação mental para voltar a lê-lo. Perguntei a mim mesmo se Catherine seria capaz de se lembrar de mais alguma coisa depois da sua morte, mas só conseguia dizer «Estou flutuando.» Despertei-a e terminei aquela sessão.”

Em outra lembrança temos:

“«Não consigo respirar. O meu peito dói-me muito.» Catherine arfava, evidenciando uma dor óbvia. «Meu coração dói; está batendo muito depressa. Tenho tanto frio... sinto arrepios pelo corpo todo.» Catherine começou a tremer. «Há gente no quarto que me dá folhas para beber [um chá]. Sinto um cheiro esquisito. Estão esfregando em mim um linimento no peito. Febre... mas sinto muito frio.» Morreu tranquilamente. Flutuando até o teto, conseguia ver o seu corpo na cama, uma pequena mulher engelhada nos seus sessenta anos. Reparou numa luz, sentindo-se atraída para ela. A luz tornava-se cada vez mais brilhante e luminosa.”

Sobre a concordância no que diz respeito ao evento de abandonar o corpo na hora da morte e as diferentes religiões de Catherine durante cada uma das vidas que viveu no diz Weiss:

“Sentia-me fascinado com o modo como os seus conceitos de morte e de vida depois da morte se modificavam de vida para vida. E, no entanto, em todas as vezes a sua experiência de morte era absolutamente uniforme, perfeitamente  similar. Uma parte consciente dela abandonava o corpo no momento da morte, flutuando acima dele, para em seguida ser atraída por uma luz maravilhosa, fonte de energia. Nessa altura esperava sempre por  alguém que deveria chegar para a ajudar.”



Nas pesquisas do Dr. Raymond Moody(Vida Depois da Vida), da Dra. Elisabeth Küber-Ross, do 
Prof. Ernesto Bozzano(Fenômenos de Bilocação) e de vários outros, inclusive de membros da Sociedade de Pesquisas Psíquicas de Londres(SPR), as pessoas estudadas possuíam diferentes credos e comumente nada sabiam dessas pesquisas, assim como Catherine; variavam do credo Ateísta, passando pelo Agnóstico e seguindo até as diferentes religiões conhecidas. Muitas dessas pessoas mudaram radicalmente suas concepções existenciais. Fenômenos como esse são relatados inclusive entre povos selvagens, como nos mostrou o professor Bozzano em “Povos Primitivos e as Manifestações Supranormais”, onde se valeu de estudos de grandes Antropólogos como E.B Taylor, Herbert Spencer, Andrew Lang, Huxley e outros.

Dessa forma, a concordância entre suas lembranças e tais fenômenos é muito importante e mais um elemento que demonstra a veracidade dos seus relatos sobre suas vidas passadas, é ainda mais importante considerando-se sua total ignorância sobre o assunto.

Interessante é observar que nesses dois fenômenos, lembranças de vidas passadas e experiências fora do corpo, temos sempre o mesmo ponto recorrente: A separação entre corpo e a mente e a sua sobrevivência após a morte. O mesmo ponto que de forma recorrente e integrada reduz a tese materialista do fim da mente com o cérebro a nada.

Comunicações Mediúnicas


Nas comunicações mediúnicas, uma pessoa que já faleceu envia mensagens através de pessoas que conseguem perceber a sua presença, tais pessoas são denominadas médiuns. Em tal fenômeno, muitas vezes, vemos a projeção, no médium, das características psicológicas inerentes à pessoa que morreu; sua entonação de voz e seus conhecimentos, sua forma particular de gesticular e de se expressar, várias características que tornam explícito o fato do falecido se encontrar no ambiente, enviando informações desconhecidas do médium, comunicando-se através deste. Muitas vezes há uma comunicação indireta, onde uma pessoa que percebe a presença do Espírito envia o que ele está dizendo no momento, mas sem ceder seu organismo para o desencarnado. Este fenômeno ocorreu com Catherine, mentores espirituais se comunicaram por ela, revelando inclusive fatos da vida íntima do Dr. Weiss, completamente desconhecidos de Catherine. 

Assim se exprime Weiss a respeito:

“Começou a rolar a cabeça lentamente como se estivesse a observar uma cena qualquer. Mais uma vez falava em voz alta e num tom rouco. «Dizem-me que há muitos deuses, porque Deus está em cada um de nós.» Reconheci a voz do estado entre vidas, tanto pela sua rouquidão como pelo tom decididamente espiritual da mensagem. Aquilo que ela disse a seguir deixou-me sem fôlego, esvaziando-me os pulmões de ar. «O teu pai está aqui, e o teu filho que é uma criança pequena. O teu pai diz que o reconhecerás porque o seu nome é Avrom, e a tua filha tem o seu nome. A sua morte também foi por causa do coração. O problema do coração do teu filho também era importante, porque estava ao contrário, como o de uma galinha. Por amor, fez um grande sacrifício por ti. A sua alma está muito avançada... A sua morte expiou as dívidas dos seus pais. Também quis mostrar-te até onde podia ir a medicina, que o seu alcance é muito limitado.»

Catherine parou de falar e eu fiquei sentado num silêncio mesclado de um temor respeitoso, enquanto a minha mente entorpecida tentava esclarecer o que se estava a passar. O consultório parecia-me gelado.

Catherine sabia muito pouco a respeito da minha vida pessoal. Na minha secretária tinha uma fotografia da minha filha em bebê, sorrindo alegremente com os dois dentinhos de baixo numa boca completamente vazia. A seguir tinha a fotografia do meu filho. Para além disto, Catherine não sabia nada a respeito da minha família ou da minha história pessoal. Fora bem instruído em termos de técnicas tradicionais psicoterapêuticas. O terapeuta era suposto ser tabula rasa, um quadro em branco onde o paciente podia projetar os seus próprios sentimentos, pensamentos e atitudes. Estes podiam então ser analisados pelo terapeuta, alargando a arena da mente do paciente. Sempre mantivera esta distância terapêutica em relação a Catherine. Na realidade ela só me conhecia como psiquiatra, não sabendo nada do meu passado ou da minha vida privada. Nem sequer expusera os meus diplomas no consultório.

A maior tragédia fora o inesperado falecimento do nosso primeiro filho, Adam, que tinha apenas vinte e três dias quando morreu, nos princípios de 1971. Cerca de dez dias depois de o termos trazido do hospital para casa manifestara problemas respiratórios e crises de vômitos. O diagnóstico era extremamente difícil de fazer. «Drenagem venosa pulmonar totalmente anômala com um defeito do septro auricular» foi aquilo que nos disseram. «Verifica-se cerca de um caso em cada dez milhões de nascimentos.» As veias pulmonares, que supostamente deveriam transportar sangue oxigenado para o coração, estavam incorretamente posicionadas, entrando no coração pelo lado errado. Era como se o seu coração tivesse sido rodado, voltado para trás. Extremamente, extremamente raro.

***

Tais fenômenos ocorrem diariamente nos lares das pessoas que nós menos suspeitamos, nos centros espíritas, nos centros de umbanda, centros esotéricos, no meio de católicos praticantes que muitas vezes não comentam isso fora do círculo íntimo porque o “padre não gosta dessas coisas”, enfim, no seio de muitas famílias e instituições religiosas mundo a fora.

Incontáveis casos como esse encontram-se registrados nos anais das ciências psíquicas, em livros de grandes cientistas como Ernesto Bozzano, William Crookes, Frederic William Henry Myers, Paul Gibier, Gustave Geley , Allan Kardec, Gabriel Dellane, Ian Stevenson e muitos outros.
Mais uma vez um fenômeno completamente desconhecido e fora dos aspectos culturais de Catherine se manifesta através dela e novamente o ponto incomodo para o materialismo aparece: mentes sem cérebro se comunicando, pessoas falecidas se comunicando através de vivos.

Como peças de um quebra-cabeça, a vida após a morte vai se revelando.

Precognições e Transmissões telepáticas


Catherine também, aos poucos, passou a apresentar faculdades precognitivas(premonições, antecipações de eventos futuros) e telepáticas, características que tendem a se desenvolver na medida em que há um aumento na sensibilidade do ser humano diante da realidade espiritual. Sobre isso nos fala Dr. Weiss:

“De sessão em sessão Catherine estava a tornando-se cada vez mais psíquica(aumento das faculdades espirituais). Tinha intuições sobre pessoas e acontecimentos que mais tarde se vinha a provar serem verdadeiras. Durante a hipnose, começara a antecipar-se às minhas perguntas, antes de eu ter a oportunidade de as fazer. A maior parte dos seus sonhos apresentavam uma tendência precognitiva ou de presságio.

Numa determinada altura em que os pais a vieram visitar, o pai exprimiu dúvidas muito sérias sobre tudo aquilo que se estava se passando. Para lhe provar que era verdade, Catherine levou-o às corridas. E foi aí que, para sua grande admiração, ela indicou antecipadamente o vencedor de cada uma das corridas. O pai estava absolutamente espantado. Quando ela verificou que conseguira provar o seu ponto de vista, juntou todo o dinheiro que ganhara nas apostas e deu-o ao primeiro mendigo que encontrou à saída das corridas. Sabia intuitivamente que as novas faculdades espirituais que adquirira não deviam ser usados para obtenção de recompensas financeiras. Para ela tinham um significado muito mais elevado. Confessou-me que toda esta experiência lhe causava um certo receio, mas sentia-se tão contente com os progressos que fizera que estava ansiosa por continuar com as regressões. Pela minha parte sentia-me simultaneamente chocado e fascinado com as suas capacidades psíquicas, com uma menção especial para o caso das corridas.

Tratava-se de uma prova tangível. Tinha o bilhete vencedor para cada uma das corridas. Não se tratava de qualquer coincidência. Algo de muito estranho se estava passando nestas últimas semanas e esforcei-me por conservar a minha perspectiva. Não podia de modo nenhum negar as suas capacidades psíquicas.”

Concordância entre informações transmitidas pelos Espíritos


Este é, sem dúvida, um dos fatos mais notáveis que podemos extrair das pesquisas do Dr. Weiss, digo isso pelo fato de Catherine nada saber sobre a realidade espiritual e, mesmo assim, dar passividade à mentores espirituais que se comunicavam através dela, fosse de forma direta ou de maneira indireta, durante os seus transes. Muito do que ela disse está de acordo com as várias fontes de informações(sendo o Livro dos Espíritos uma delas) sobre o mundo espiritual, inclusive com as informações que nós próprios recebemos. O que os Espíritos dizem no final da introdução de o Livro do Espíritos soa como uma verdade que afaga a alma:

A vaidade de certos homens, que julgam saber tudo e tudo querem explicar a seu modo, dará nascimento a opiniões dissidentes. Mas, todos os que tiverem em vista o grande princípio de Jesus se confundirão num só sentimento: o do amor do bem e se unirão por um laço fraterno, que prenderá o mundo inteiro. Estes deixarão de lado as miseráveis questões de palavras, para só se ocuparem com o que é essencial. E a doutrina será sempre a mesma, quanto ao fundo, para todos os que receberem comunicações de Espíritos superiores.”


Catherine chama, no livro, os mentores de “Mestres Espirituais”, seguem algumas informações passadas por meio de Catherine:

«As pessoas que se encontram em coma... estão num estado de suspensão. Ainda não se encontram prontas para atravessarem para outro plano... até decidirem se querem ou não atravessar. Só elas podem tomar uma decisão a este respeito. Se concluem que não têm mais nada a aprender... no estado físico... então é-lhes permitido atravessar. Mas se ainda têm coisas a aprender, então, devem regressar mesmo que não o queiram fazer. Para essas pessoas trata-se de um período de descanso, um período em que os seu poderes mentais podem repousar.»

Aqui Catherine fala sobre o que aprendeu com os mentores antes de reencarnar e em suas outras vidas:

«Há muitas almas nesta dimensão. Não sou a única. Temos que ser pacientes. E qualquer coisa que eu também nunca aprendi... Há muitas dimensões...» 

 «Estive em diferentes planos em alturas diferentes. Cada um deles representa um nível de consciência superior. O plano para onde vamos depende do ponto até onde conseguimos progredir...» 

 «Devemos partilhar o nosso saber com as outras pessoas.  Temos capacidades muito  além das que julgamos possuir. Há quem descubra isto mais depressa do que outros. Devemos ter consciência dos nossos erros antes de chegarmos a este ponto. Se assim não for, serão transportados conosco para outra vida. Só nós temos possibilidade de nos libertarmos... dos maus hábitos que vamos acumulando quando nos encontramos no estado físico. Os Mestres não podem fazer isso por nós. Quando optamos por nos opormos e não nos libertarmos deles, iremos  transportá-los para uma outra vida. E só quando decidimos que somos suficientemente fortes para dominarmos os problemas externos é que faremos com que eles não existam na vida seguinte.

«Também devemos aprender a não nos limitarmos a aproximarmo-nos das pessoas que têm vibrações como as nossas. É normal sentirmo-nos atraídos por alguém que se encontra no mesmo nível onde nós estamos. Mas isto está errado. Também devemos aproximarmo-nos das pessoas cujas vibrações são diferentes... das nossas. É nisto que reside a importância... de ajudar... essas pessoas.

«São-nos dados poderes intuitivos que deveríamos seguir em vez de tentarmos resistir-lhes. Todos aqueles que lhes resistem irão cair em situações de perigo. Não somos enviados de cada um dos planos com poderes iguais. Algumas pessoas possuem poderes maiores do que as outras, porque estes foram acrescidos noutras alturas. Assim, as pessoas não são todas criadas de igual modo. Mas eventualmente alcançaremos um ponto em que todos seremos iguais.»

Mais a frente o mentores falam com o Dr.Weiss através de Catherine:

«Tens razão ao concluir que este é o tratamento correto para todos aqueles que se encontram no estado físico. Deves eliminar os medos das suas mentes. Há sempre uma perda de energia quando o medo se encontra presente. Impede-os de cumprirem as missões para as quais foram enviados. Inspira-te naquilo que te rodeia. Primeiro devem ser postos num nível muito, muito profundo... onde deixem de ser capazes de sentir o corpo. Nessa altura és capaz de chegar até eles. E só à superfície... que se encontram as perturbações. Lá muito no fundo das suas almas, onde as ideias são criadas, é aí que os deves encontrar.

«Energia... tudo é energia. E tanto que é desperdiçada. As montanhas... dentro das montanhas tudo é tranquilidade; a calma encontra-se no centro. Mas no exterior é onde se situam as perturbações. Os humanos só são capazes de ver o exterior, mas tu podes chegar muito mais fundo. Tens que ver o vulcão. Para isso tens que penetrar muito mais fundo.

«Encontrar-se num estado físico é anormal. Quando te encontras num estado espiritual, isso é para ti um estado natural. Quando somos mandados de volta é o mesmo que sermos mandados para qualquer coisa que não conhecemos. Leva-nos mais tempo. No mundo espiritual é preciso esperar para em seguida se verificar a renovação. É um estado de renovação. É uma dimensão como as outras dimensões...

***

Qualquer pessoa familiarizada com os estudos espirituais já se deparou com esses ensinamentos, seja através de livros ou em suas reuniões mediúnica privadas. Tais informações vindo por meio de duas pessoas(Dr. Weiss e Catherine) completamente ignorantes no assunto é algo absolutamente notável e nos mostra ação de inteligências invisíveis atuando durante as sessões a qual participavam.

Todos os fenômenos que ocorreram por meio de Catherine, se analisados em seu conjunto, de forma integrada e comparados com os fenômenos que ocorrem com outras pessoas, demonstram sem nenhuma sombra de dúvidas que a Alma sobrevive à morte do corpo.

                                                                           ***

Concluiremos a análise do livro no post número 3, até lá :)