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sábado, 19 de julho de 2014

SEGUNDA PARTE DO ESTUDO DA OBRA NOSSO LAR

Boa tarde amigos! Seguimos com as análises da obra Nosso Lar, esta segunda parte se inicia após os 30 minutos do vídeo, até 44:00.

Observamos então a comunicação da Ministra Veneranda dada aos recém chegados ao Nosso Lar.
“...Não foram informados que a criação mental é quase tudo em nossa vida? Esquecem que as energias vibram em dimensões e estados diferentes? Sim, a vida continua e as relações entre seres, queiram ou não...e o bem que fazemos é nosso divulgado pela eternidade...”

Temos uma comunicação de forma projetiva, não se tratando de uma materialização, mas de  uma projeção, onde uma mensagem é enviada a distância para vários pontos e ao mesmo tempo. Aqui lembremos que há comunicações desta espécie também envolvendo encarnados, que recebem comunicados projetivos da espiritualidade, sem haver materialização, podendo perceber entre o estado do sono e vigília as visões. As visões não são necessariamente apenas projeções, mas há esta espécie inclusa e no filme podemos melhor compreender como é. Não é incomum vários médiuns, aqui no plano físico, receberem uma mesma mensagem por este meio, vinda da espiritualidade.

Logo após a comunicação projetiva, André Luis conhece então a colônia espiritual Nosso Lar, solicita trocar de vestimenta antes - novamente temos a ligação mental das necessidades que continuam a atuar mesmo quando desencarnado – como explicado na matéria postada anteriormente (vide aqui refutação), as necessidades variam de acordo com o plano, lembrando que o Nosso Lar está em uma região próxima do orbe terrestre, onde carecem os espíritos que lá habitam, dos desapegos pela sua própria condição evolutiva, e esse desapego se dá aos poucos.

Cabe uma análise não apresentada na obra, mas que a explica igualmente : esclarecem os mentores que nada se dá a sobressaltos, independente do plano em que nos encontrarmos, mas sim de acordo com  o entendimento de cada um. São respeitados deste modo, todos os credos , as necessidades e a ligação mental, que como lei, continuam a operar após o desencarne – não é o desencarne que transformará instantaneamente ao homem, mas seu amadurecimento pessoal, onde quer que esteja.


André Luis aprende sobre a Lei da Sintonia, onde compreende a atuação dos pensamentos. É orientado a ter bons pensamentos e não pensar sobre o que passou no Umbral. Segue no seguinte diálogo:

“Quer dizer então que se eu explodir de raiva, posso voltar ao Umbral?” questiona André a seu amparador que lhe responde:


“ Nunca se sabe André. Nossos pensamentos e sentimentos comandam onde estaremos”.


Essa resposta dada pelo amparador nos leva a concluir que o Espírito encontra-se no lugar compatível ao seu estado mental, o que por si só anula a analogia feita pela autora do artigo refutado no post anterior, quando na ocasião comparou as zonas inferiores com o Inferno.


Sabemos que nenhuma energia(guiada pelo pensamento) se desprende sem encontrar um alvo com que se afinize, tudo que nos cerca é energia e estas alimentadas por nossos sentimentos e pensamentos se intensificam, razão pela qual categorizamos os sentimentos e pensamentos baixos como nocivos à nós mesmos, não apenas desprendemos estas energias como ainda pela sintonia, criamos todo um cenário de desajuste.

Enquanto conhece melhor Nosso Lar com o amparador, nos é apresentado o aerobus, outro ponto de discussões presente da referida obra. André questiona: “de onde vem estas energias?” Amparador: “André, engenheiros ainda vão reencarnar para levar estas tecnologias à terra” André: “ Que tipo de tecnologias?” “Como usar o magnetismo por exemplo, a vida na terra é uma cópia daqui”- amparador.

Sabemos que esta afirmação se encontra em outras obras e nada a nós perturba, pois já dissemos que havendo necessidades, como a locomoção, e detendo maior conhecimento o plano espiritual (como manipulação de fluidos por exemplo) porque não haveria de ter um aerobus ou outro meio de transporte que se utilize de energias, independente do nome que se dê? Mas observamos a mesma incredulidade aqui entre nós, como podemos ver na própria história evolutiva – foi ou não foi o caso da invenção do telefone? Ainda que pudessem ver o aparelho e fazer uso, eis que muitos se detiveram com análises, mas hoje, não apenas fazemos uso dos telefones, como já evoluímos para os celulares, com aplicativos, alarmes, informes de temperaturas e tantos outros recursos! Estes ainda evoluíram de formato havendo a comunicação em rede e portanto em massa.

Seguindo com as análises, André encontra no aerobus Dona Amélia, a quem atendia na terra, como médico, sem cobrar pela consulta .Ela, feliz com o reencontro, lhe diz que carrega a certeza de que André não estagiou no Umbral, por bom que é, mas que havia entrado sem estágios no Nosso Lar. Desconhecendo Amélia o íntimo de André supôs esta irrealidade, comentada depois na obra pelo próprio André Luis, além de sua condição de desencarne, ainda carregava o egoísmo e orgulho dentro de si.

Nosso Lar, construído no século 16 é apresentado amplamente à André, o plano conta com 72 ministros, dividido por organizações semelhantes as que aqui temos, porém com propósitos diferentes.

Um pouco mais sobre as comunicações é apresentada ao leitor ou telespectador, quando André comparece ao Ministério da Comunicação. Esta é a segunda vez que temos como abordagem os tipos de comunicação – sendo a primeira a projetiva, já comentada.

André gostaria de poder se comunicar com sua família, solicita ao Ministro da organização em que estas acontecem, e este, Genésio, lhe apresenta os meios :equipamentos variados de comunicação – leitores amigos, analisemos o seguinte: as comunicações podem ocorrer entre os planos, à distância ou não, não é necessária a presença de um comunicante no ambiente em que um médium está, desde que, claro, tenham os recursos apropriados e a sintonia presentes. Podemos observar as diferenças que há no que chamamos de todo , que é a mediunidade, separada pelas partes que a constituem, chamadas de dons ou antenas de captação. Pode então se dar uma comunicação como já sabemos pela psicografia (e aqui temos suas variações), psicofonia (também com algumas variações ou tipos), telepatia, clarividência, clariaudiência, ...

André intenta em se comunicar, mas não sabendo como iniciar, Emmanuel lhe aconselha que busque o que procura, para concluir sua intenção no Ministério do Auxílio. É lá que André é informado do bônus hora (já discutida no artigo anteriormente postado “refutação”), que nada mais faz que implementar a meritocracia. Ora, podemos ainda, visto que palco é de desentendimentos, observar além do que já comentado foi, a Lei do Trabalho. Que temos na Lei do Trabalho, no Livro dos Espíritos, de Allan Kardec? Trata-se de uma das leis morais, discutida também em outras obras como “Caminho, Verdade e Vida” ou ainda “Estudos Espíritas” por Joanna de Ângelis.

Vejamos primeiro o significado do termo meritocracia. Meritocracia (do latim meritum, "mérito" e do sufixo grego antigo κρατία (-cracía), "poder") é um sistema de gestão que considera o mérito, como aptidão, a razão principal para se atingir posição de topo. As posições hierárquicas são conquistadas, em tese, com base no merecimento e entre os valores associados estão educação, moral, aptidão específica para determinada atividade. Constitui-se uma forma ou método de seleção e, num sentido mais amplo, pode ser considerada uma ideologia governativa.

Somemos o que há na Lei do Trabalho (clique na imagem para ampliar): 


A necessidade do trabalho é lei da Natureza? (Questão 674)     

    
 “O trabalho é lei da Natureza, por isso mesmo que constitui uma necessidade, e a civilização obriga o homem a trabalhar mais, porque lhe aumenta as necessidades e os gozos.

Por trabalho só se devem entender as ocupações materiais? (Questão 675)    

    
“Não; o Espírito trabalha, assim como o corpo. Toda ocupação útil é trabalho.” -O Livro dos Espíritos.

Destacamos apenas este outro trecho, sobre a lei do Trabalho, abaixo:

Genericamente, o trabalho pode ser definido como: “ocupação em alguma obra ou ministério; exercício material ou intelectual para fazer ou conseguir alguma coisa”. É pelo trabalho que o homem forja o próprio progresso, desenvolve as possibilidades do meio ambiente em que se situa e amplia os recursos de preservação da vida.

O trabalho não se restringe aos esforços de ordem física e material, visto que abrange também a atividade intelectual que objetiva as manifestações da cultura, do conhecimento, da arte e da ciência. Existem em nosso globo o trabalho remunerado e o trabalho-abnegação. Com o primeiro, o homem modifica o meio, transforma o habitat, cria as condições de conforto. Com o outro, do qual não decorre pagamento nem permuta alguma, ele se modifica a si mesmo e cresce no sentido moral e espiritual.

O trabalho é, ao lado da oração, o mais eficiente antídoto contra o mal, porque faculta àquele que trabalha a conquista de valores incalculáveis com que a pessoa corrige suas imperfeições e disciplina a vontade. O momento perigoso para o homem é, pois, o momento do ócio, não o do sofrimento nem o da luta áspera. Se na ociosidade pode surgir e crescer o mal, na dor e na tarefa fulguram a luz da oração e a chama da fé.



Portanto, fica clara a importância do trabalho para o Espírito, esteja ele encarnado ou desencarnado.

Ainda no tocante ao que nos apresenta a obra no trecho em que André está no Ministério do Auxílio, Genésio fala sobre os laços que há entre as famílias, ativo mesmo quando um ente está em diferente plano. Os pedidos em intenção ou comunicação entre os entes também acontecem de acordo com o mérito e permissão divina. Aí temos o bônus hora mencionado, recordemos que a permissão e mérito envolvem não apenas o esforço do espírito desencarnado, mas igualmente ao que receberá a comunicação. É bom lembrarmos que o bônus hora é um sistema adotado em Nosso Lar, não podendo ser afirmada a presença de tal sistema meritocrático em outras colônias.

Há lição tanto no amor quanto na dor, ambos operam para o progresso, eis porque algumas situações onde parece faltar, ilusoriamente, o amparo,  a ausência aparente é remédio salutar. Em que momento refletimos, vasculhamos mais nosso íntimo ? pensamos nós, nos momentos de alegria ou quando um obstáculo ou dor nos chega?

"Todo merecimento se conquista através do trabalho" nos assegura Genésio, podemos refletir sobre esta afirmativa, envolvendo muito do que nos propõe a doutrina.

"Toda forma de servir é uma bênção", continua o Ministro Genésio. Relevante refletirmos também, não fazem os pais ou tutores na terra este papel para com os menores, por exemplo? De servirem, educarem, apoiarem? Ou ainda, não necessitamos todos nós do mesmo, independente de quanto temos, da idade que contamos, do muito ou pouco que aprendemos? Como nos negaria Deus o mesmo? O amparo se dá, indubitavelmente, na conformidade de nossas necessidades.

Quando o egoismo nos rouba a oportunidade de servir,educar,apoiar, mesmo recebendo sem doarmos, será que não encerra uma carência de perceber o próximo para que então, todos que compartilham a existência, possam ter méritos? Como temos na Bíblia e no Evangelho o trecho que questiona: onde está o mérito em amar somente os que nos amam? Nas facilidades, fácil é também adotarmos o comodismo. Percebem lições amigos, nestas observações simples? Servir e trabalhar, tal lei observada de perto encerra grandiosa oportunidade a adotarmos, pois o trabalho seja braçal, mental ou de auxílio é bênção - vide leis no Livro dos Espíritos (download na biblioteca do blog).

Feitas estas breves considerações, voltemos à obra. André ao entender como se conquista o mérito, deseja executar, no plano espiritual, a medicina, seu saber, e questiona a Genésio que lhe diz que a medicina da terra (como também as edificações e outras situações, como o aerobus e outras, observáveis que são na obra toda) não é como na espiritual - André deve trabalhar antes o egoismo que ainda retém, entrando no plano espiritual com a condição de suicida e detendo em si ainda detrimentos de ordem moral ainda não alcançados, deve antes, ser útil em outros labores. Atuar como médico também se dará através do merecimento.

André poderá exercer, se mérito alcançar. O filme narra sobre os vários planos espirituais, situa o Nosso Lar como um local que está num topo de uma série de outras organizações espirituais, temos que esta existência se dá de acordo com estágios - não evoluimos e temos todos o mesmo nível de progresso e entendimento, logo como poderíamos ter apenas um único local? Ou na terra uma única escola? Não temos várias escolas? Umas com fundos religiosos, outras especializadas? Umas de músicas, outras de intercâmbio? Em todas não há se não novos saberes a conquistarmos? Alguma deprecia a outra? Ou se complementam e somam? Não é o nosso livre arbítrio que nos permite escolhermos em qual ou quais estagiaremos? Pois também assim é no plano espiritual amigos, nosso livre arbítrio não deixa de atuar, somando a este os vínculos, entendimentos que carregamos. Desencarnar é apenas mudar de um ambiente para outro , quando errantes ainda somos os mesmos, podendo a cada passo progredirmos mais, porém sendo respeitadas nossas sintonias. Porque haveria de ter o plano espiritual uma igreja de ensinamentos católicos?
Ora, porque há espíritos afinizados com os ensinamentos católicos...e se é aí e assim que estes poderão compreender e progredir, porque Deus os supriria desta, que lhe é antes uma necessidade e oportunidade?

Clique para Ampliar Imagem
"Nunca poderia imaginar as potencialidades de nossa mente, aqui muitos ainda mantinham de sua aparência, de suas vidas na terra, mas as mudanças tinham que ser mais profundas" analisa André quando acompanha os recém chegados, que são conduzidos à câmara de retificação, que se assemelha a um hospital. E é exatamente o que a obra então passa a abordar, que trataremos num próximo post.

Ao lado colocamos a escala que há e opera entre nós enquanto espíritos, não observamos aí mesmo, retirado do Livro dos Espíritos a condição primeira da predominância da matéria sobre o espírito? Mais uma vez para que claro fique e para que não nos enganemos com os detrimentos já refutados sobre a obra, novamente, inserimos este outro dado, vide figura, para amplia-la basta clicar.



Agradecemos a todos os amigos leitores que estão a nos acompanhar neste estudo, pelos comentários, compartilhamentos e visitas - sabemos que todos podem somar, sintam-se por favor à vontade, toda opinião e análise é bem vinda, apreciadas são para todos nós.

Abraços!