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quarta-feira, 23 de julho de 2014

TERCEIRA PARTE DO ESTUDO DA OBRA NOSSO LAR


Como vão amigos leitores? Esperamos que todos bem!

Continuaremos a partir do tempo 44:00 do filme Nosso Lar.Quando recém chegados são levados à câmara de retificação, temos a presença entre estes, de Luiza, sobrinha do amparador Lisías, que acompanha André Luis.

Há o diálogo entre tio e sobrinha, observamos que como André, ao chegar ao Nosso Lar, também Luiza apresenta dores (já explicadas anteriormente).

Observamos que Luiza carrega o desejo de retornar à vida, deixou seu noivo ao desencarnar e ainda retém na mente a idéia fixa de retornar – impossível no entanto, nas mesmas condições de antes, o regresso após o desencarne se dá com novo corpo físico, novo nascimento.

André Luis passa a observar o que acontece na câmara e também conversa com Luiza, se apresenta a ela como médico e então a examina como tal, então esta piora. Chega a assistente do local que solicita à André que retire suas mãos de Luiza. 

André questiona o que houve, o que fizera a ela e porque reagia negativamente. Entende então que há diferenças entre os atendimentos espirituais e os terrenos, no plano espiritual são utilizados e manipulados fluidos para o  reestabelecimento (aliás, vale a pena ressaltarmos a mesma condição da utilização dos fluidos aqui na terra, na medicina não tradicional – o passe, objeto de estudos científicos realizados por inúmeros países, com comprovação da eficácia é um claro exemplo. Também podemos considerar amigos os fluidos que estão presentes nos reinos, o que vemos presentes e utilizados como coadjuvantes ao reestabelecimento após cirurgias espirituais por exemplo, caso o centro que realiza cirurgias conte com médiuns chamados de receitistas).

Considera André que é clínico, estudou anos na terra, que deseja ajudar. A assistente ouvindo que ele deseja auxiliar, mostra como, o leva a outro convalescente que deve receber auxílio.


“Nosso irmão precisa de limpeza, você pode começar por aqui” diz à André, que retruca –“Mas isso é trabalho para enfermeiros, eu posso ser aproveitado em tantas outras coisas, estudei tanto...” Neste momento que se exalta, André se vê envolto de uma energia, se questiona o que lhe acontece, quando então desmaia – ao recobrar a consciência recebe assistência, pois perdeu energia a ser reparada -  assim compreende que há diferenças na forma da medicina espiritual, a qual deve primeiro aprender,  mostra a obra a força mental operando neste episódio do desmaio – André ainda está igualmente em tratamento e se recuperando, embora tenha deixado o hospital, mas não se encontra em posição ainda, se não com o tempo, de poder auxiliar com fluidos aos que nas câmaras chegam. Os fluidos que transmite ainda estão sendo equilibrados, como nos mostra a explicação dada por uma das amparadoras – um doente não pode cuidar de outro doente.

Enquanto se recupera ao lado de Luiza, uma tela projetiva surge entre eles da mãe de Luiza que ora em intenção de sua filha, na terra, esta, acompanha a imagem projetada (se dá pelo vínculo que como sabemos , que continuam entre nós). As preces amigos estabelecem sintonias, havendo um emissor com a intenção voltada à um receptor, a prece encontra um meio pelo qual tramita, lembrando que tudo é composto por energias.
Agora observem, por que temos esta projeção?
Porque não estão os recém chegados desamparados nem pelo amparo dos benfeitores espirituais nem pelo amor dos que ficaram na terra, é benção, ampara, consola e alivia.
Qual força maior que o amor? Amor é energia, e, como dissemos antes, as energias não se desprendem sem encontrar, na sintonia, que é lei, seu objeto de afinidade.

Seguimos com a cena entre Clarêncio e a mãe de André (Luiza) que nos é mostrada, esta está carregada do que apontamos acima, sobre os vínculos, que não se desfazem, como também é fato aqui entre nós encarnados.
Já no diálogo entre Emmanuel e André, seguindo, comentam que muitos não acreditam nas comunicações ou continuidade da existência, que ainda necessitam de alguma espiritualidade, seja ela qual for, sendo após este diálogo, instruido a falar com o governador de Nosso Lar sobre seu desejo de ter com sua família. 

André segue para falar com o governador, a cena aborda as questões : família e arrependimento, como observamos na doutrina, e na sequência dá-se o reencontro entre André e sua mãe Luiza. É neste reencontro informado sobre a condição de seu pai, também desencarnado, que ainda estagiava nas dimensões inferiores – este igualmente recebe auxílio, visto que a ninguém é negado auxílio, embora como menciona a obra toda , direta ou indiretamente. 

A semeadura traz sua colheita, pois é lei; que a nenhum de nós foge, estando um espírito ainda imerso em seu estado mental, com débitos, amarras fluídicas a serem ainda vencidas pelo desapego e entendimento, estagiam até que perdoem ou até que vínculos nocivos se desfaçam. Na terra temos um bom exemplo comparativo, e lógico, não são amarras a raiva , a ira? Não promovem fixações mentais nocivas, casos depressivos que paralisam indivíduos de seguirem suas existências? Eis alguns exemplos do que comentamos quando afirmamos sobre o papel dos pensamentos e sentimentos também na condição espiritual – longe estando das equivocadas penas eternas ou penitências injustas  – vide livro Livro dos Espíritos, disponível para leitura e download no blog – menu,biblioteca.

Enquanto juntos, falam sobre livre arbítrio mãe e filho, outra lei que coaduna com os méritos, pois livre arbítrio não são apenas escolhas, André não pode simplesmente fazer uso de seu livre arbítrio e visitar seus familiares, conta o mérito e permissões a serem concedidas conforme análise de cada caso, individualmente.

No tempo 57:25 André retorna à câmara de retificação, que conta com mais espíritos recém chegados, sofrendo ainda influências mentais, plasmadas ou não (feridas). André também, já compreendendo melhor sobre os amparos e fluidos, auxilia nos atendimentos e passa a ser membro efetivo das câmaras de retificação.

Fala-se de descanso, que é o tempo de reestabelecimento das energias desprendidas nos labores, o descanso é tempo de reflexões, conversas elucidativas e repouso mental.

Este tempo de descanso André aproveita para novas lições e observações, vai com Lisías à colônia onde sua família tem uma residência, conquistada no plano espiritual. André é o convidado da família para o jantar – não discutiremos sobre os porquês nesta postagem, no tocante a presença de casas ou alimentos, já o fizemos nos estudos anteriores da obra, parte 1, 2 e refutação a algumas análises da obra que alegava serem estas impossíveis no plano espiritual.

No jantar estão entre os familiares de Lisías sua sobrinha Luiza, temos apenas a acrescentar sobre a utilidade dos alimentos que é o de prover energias, a qual, assim também se dá, para alguns, conforme a posição e entendimento que estagiam.

Observamos que Luiza mantem sua fixação mental , deseja retornar à terra para rever seu noivo. Lisías comenta na cena sobre a reencarnação que aguarda, ao lado de sua amada, sabemos que devemos aqui considerar as programações reencarnatórias, que são elaboradas em conjunto com os mentores e auxiliadores no ensejo de lições e/ou reparações (há casos, ainda que estas programações são feitas sem que se leve em conta o que deseja o espírito a reencarnar, sendo então as reencarnações compulsórias).

Para que seja um espírito participe de sua programação, tem necessariamente que estar mais consciente de seus atos, entender mais a quais necessidades deve melhor sustentar no momento do reencarne, para que melhor aproveite seu retorno. Já postamos no blog alguns assuntos que estão relacionados com as programações reencarnatórias, ou da reencarnação em si , incluindo lembranças de outras existências, estudadas por cientistas diversos, mais notadamente por Ian Stevenson e Weiss – casos de indivíduos que lembram em detalhes de suas existências anteriores.

Questões sobre a programação ou reencarnações, compulsórias ou não estão no Livro dos Espíritos, disponíveis para maiores consultas, caso deseje o amigo leitor.

Concluimos com estas análises da obra as questões observadas até o tempo passado de 1:04:00  do filme, algumas leis que regem , nos permitindo analisarmos mais sobre o poder de nosso mental, que não se desfaz com o desencarne; conscientes que ainda continuamos, pois a “morte” não é um cessar de nossas vontades, sentimentos, pensamentos, afinidades, vínculos , como a obra bem demonstra.

Agradecemos por seguirem os estudos conosco, cabendo sempre espaço para colocações a cerca das análises, para promoção de maior interação, todos seguem convidados.


Paz e luz e até o próximo post sobre a obra ;)