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terça-feira, 15 de julho de 2014

PRIMEIRA PARTE DO ESTUDO DA OBRA NOSSO LAR


Amigos leitores, antes de iniciarmos o estudo da obra, lembramos que a mesma é palco de inúmeras interpretações equivocadas em certa parte(a qual estamos preparando uma refutação que será apresentada em breve) havendo assim a necessidade de refletirmos possíveis deslizes por falta de critério e bom senso.
O apego demasiado aos conceitos será sempre fonte de ignorância; tenhamos em mente que conceitos servem até certo ponto, pois permitem entendimento, este entendimento segue NECESSARIAMENTE seu curso sendo impossível pontuar um todo destacando partes e analisando estas ao contento de cada um.

Desculpe-nos a franqueza das palavras, mas imperioso que assim iniciemos os estudos. Havendo a Lei do Progresso, não há porque pensar que a obra desqualifica a Kardec e sua obra da doutrina, pelo contrário, somam e como sabem os que já se debruçaram nos estudos sérios, passagens nas obras de Chico Xavier foram confirmadas pela própria ciência! Postamos algumas inclusive no blog, podendo o leitor analisar.

Mencionamos mais sobre este ponto de divergência ao final da matéria e na refutação que está em desenvolvimento, para que entendam melhor a questão e os pontos de vistas mencionados, assim é que este post é sem dúvida o maior de todos já publicados, para que possamos apresentar inclusive na íntegra a questão, para que cada qual reflita de acordo com seu entendimento, sendo-nos impossível, no entanto, fugir de nosso próprio pensar, postado igualmente. Bom estudo a todos :)

PARTE 1 DO ESTUDO DA OBRA NOSSO LAR
TEMPO ANALISADO: 30 MINUTOS


Do Umbral ao Nosso Lar

O filme apresenta, no início, as reflexões de André Luiz durante seu estágio no umbral, assim revê seu tempo enquanto encarnado e seu momento atual. Narra que compreende que a vida é feita de várias etapas, assim que retoma a consciência de si, passado o período de perturbação, comum após o desencarne.
No Umbral* se depara com espíritos sofredores, relata sentir ainda dores no corpo e na alma, que são reflexos de seu estado mental, pois o espírito não sente de fato dores como quando encarnado – mas dores que são reflexos do desencarne sofrido quando ainda permanece no mental, como um fato (observamos assim que plasmamos no perispírito as condições corpóreas algumas vezes, levando o sofrimento corpóreo para o perispírito, já que há ligação ainda entre as duas partes, através da mente consciente que ainda opera).



A única dor, se assim podemos afirmar é a do constrangimento moral das faltas, da perda de tempo enquanto encarnado, do mal uso do livre arbítrio, apegos, sentimentos inferiores,etc., cristalizados na mente que apenas troca de lugar – do plano terreno para plano espiritual, mas carrega consigo suas bagagens, que não se desfaz com a simples mudança de localidade.
Assim, André analisa as aparências terrenas, seus atos e sua existência e acompanha o sofrimento de outros espíritos que ainda estagiam no umbral.Sentem estes ainda a impressão de fome, frio, medo. 

A fome e frio comumente narrados por espíritos sofredores são ainda as ligações das necessidades que acreditam ter, mesmo após o desencarne. Se vêem “vivos” ou melhor, conscientes, o que conflita com a ideia recebida como verdadeira de que a morte é o nada ou um eterno descansar, logo, suas necessidades ainda são as mesmas, pois se ainda podem se perceber conscientes, há pela ligação à parte material que ainda sofrem, as mesmas necessidades de quando encarnados.

Ainda no Umbral observa um casal, onde ambos se perdoam e neste instante recebem amparo e são resgatados daquele plano – temos aqui o desligamentos dos laços que aprisionavam ambos àquela instância, no momento do arrependimento este elo se desfaz, sendo portanto removida a amarra mental através do arrependimento, do sentimento mais elevado e da nova percepção.

André é chamado de suicida pelos espíritos que estão como ele no Umbral, embora não tenha praticado o suicídio direto, mas sim o suicídio inconsciente, que temos na doutrina como sendo decorrentes à má escolha do livre arbítrio, que corrompe os órgãos como as drogas por exemplo. São meios que limitam a vida e que portanto a corrompe como temos no suicídio, seja o álcool, o fumo, as drogas e outros.

Quando então já sem forças André se coloca em prece e resignação, solicita auxílio à Deus que lhe retire do Umbral, recebe amparo pela súplica e elevação do padrão mental – os amparos ocorrem em todas as partes, seja no plano terreno como no plano espiritual, assim é levado ao Nosso Lar.

No instante do amparo temos a cena de espíritos revoltados com a assistência ofertada à André Luis, que igualmente é cedida à estes, quando o amparador lhes estende a mão para que os acompanhem também.
Mas estes, aprisionados como estão em seus pensamentos recorrentes, medos, angústias, obsessões, sentimentos densos, não os acompanha, havendo portanto o livre arbítrio, que fazem uso, optando assim permanecerem no Umbral, naquilo que os aprisionam.

Mostra-nos que as oportunidades são dadas a todos, sem distinções, mas há ainda as barreiras densificadas que aprisionam infelizmente a muitos, até o momento em que estes venham a se desvencilhar destes elos impostos e operantes por eles mesmos.

Seguindo os amparadores com André para o Nosso Lar vemos que trafegam entre os planos (Umbral e Nosso lar) através da volitação, ou seja capacidade de voar por parte de espíritos já em condições para isso.

Observamos um detalhe interessante quando André é levado ao Ministério da Regeneração.
A presença de hospitais no plano espiritual, onde são efetuados tratamentos e curas destes processos cristalizados mentalmente. Eis porque temos estes hospitais, onde recebem fluidos e passes. A mente que continua operante no plano espiritual, exercendo mesma força que na terra, ainda ressente as causas da morte, como no caso, da doença que levou à óbito André Luis.

Uma mente liberta não encontra tal situação, pois compreende que a doença extinguiu-se com o corpo e não havendo laços que interliguem mentalmente e fluidicamente o perispírito ao corpo eis que não há o mesmo quadro, o mesmo elo.

As feridas de André então são estes reflexos que mencionamos e estes que serão tratados através da água fluidificada, passes e manipulação de fluidos outros, conforme cada caso. Observamos que há a plasmagem pela mente das feridas, que reacendem a mesma dor de quando encarnado, a mesma lesão, na mesma intensidade. O próprio Umbral é um local plasmado mentalmente, assim como são outros locais que vemos nas obras psicografadas.

Podemos entender que o processo mental resiste e continua no plano espiritual.

André faz perguntas sobre seu estado de saúde e condição no hospital, no plano espiritual – vemos então o episódio da água que lhe é ofertada e que não anula – pois lamentações e lamúrias, perguntas durante o tratamento retira a paz e condição necessária, sendo ruins para a melhora. Deve então permanecer em estado receptivo, sendo o significado da água a paciência que André deve ter no momento.

Quando se encontra em melhor condição, André é informado do porque é tido como suicida com a seguinte explicação, oportuna, assim a transcrevemos:

“O corpo espiritual guarda todas as informações praticadas no mundo material, assim sua doença é o resultado de uma lei maior, da ação e reação.

O estado mental é determinante para o ser humano.Quando você poderia imaginar que a raiva, ódio, inveja,egoísmo,intolerância fariam parte de um diagnóstico? 

Os órgãos do corpo somático possuem incalculáveis reservas , mas não podem suportar anos e anos de maus tratos. Seu aparelho gastro intestinal estava completamente destruído por excessos de todos os tipos.Um ato realizado durante longos anos, o resultado é um só: suicídio inconsciente.

A aflição não resolve problemas, o bom da vida é sempre recomeçar”.


***
SOBRE O UMBRAL


A palavra umbral significa muro, e é a "divisória" entre o plano terrestre e o plano astral mais avançado. O umbral localiza-se em um universo paralelo que ocupa um espaço invisível aos nossos sentidos, que vai do solo terrestre até a algumas dezenas de metros de altura na nossa atmosfera.

O tempo, e as condições climáticas do Umbral seguem um ritmo equivalente ao local terrestre onde se encontra. Quando é noite sobre uma cidade, é noite em sua equivalência no Umbral. A névoa densa que cobre toda atmosfera dificulta a penetração da luz solar e da lua. A impressão que se tem é que o dia é formado por um longo e sombrio fim de tarde. À noite não é possível ver as estrelas e a lua aparece com a cor avermelhada entre grossas nuvens

. 
Deus nos permite tudo, ele nos deu o livre arbítrio. O homem tem total liberdade para fazer tudo de ruim ou tudo de bom. Quando faz ou constrói algo de ruim acaba se prejudicando com isso e aos poucos, com o passar de anos ou de séculos vai aprendendo que o único caminho para a libertação do sofrimento e da felicidade plena é a prática do bem. A vida na Terra e no Umbral funcionam como grandes escolas onde aprendemos no amor ou na dor.

As regiões umbralinas são as que mais se parecem com a Terra:

Os espíritos, por estarem ainda muito atrelados à vida material, por lhe faltarem informação e conhecimento, acabam vivendo suas vidas como se realmente estivessem vivos. As necessidades básicas do corpo acabam se manifestando nestes espíritos. Sofrem por sentirem dores, sono, fome, sede, desejos diversos.


Quando o espírito ajudado desperta para a necessidade de melhorar, crescer e evoluir é levado para uma colônia onde será tratado e passará seu tempo estudando e realizando tarefas úteis para seu próximo. Quando se sentem incomodados e mergulhados em sentimentos como o ódio, vingança, revolta acabam retornando espontaneamente para os lugares de onde saíram. Continuamos sempre com nosso livre arbítrio.
Muitos sequer compreendem que estão mortos e isto lhes gera grande agonia e sofrimento. Por acreditarem estar vivos continuam sentindo seus corpos e suas necessidades físicas. Sentem dor, sentem fome, sentem sede, sono etc. Muitos sofrem de doenças, ferimentos, mutilações ocorridas na morte ou em situações sinistras vividas no Umbral.

Sofrem movidos pelos sentimentos humanos que ainda cultivam:

O ódio, a vingança, egoísmo e outros sentimentos negativos. Vinculados à matéria, ainda sofrem como se possuíssem um corpo. E isto acaba se refletindo em sua aparência monstruosa(ideoplastia), que só pode ser modificada a partir da sua conscientização sobre sua realidade. As enfermarias dos postos estão sempre repletos de espíritos necessitados de orientação, alimento, limpeza e cuidados. É como ver mortos-vivos agonizando por ajuda em seus leitos.
Existem casos em que os espíritos se encontram em níveis tão baixos de vibração que não conseguem ver e se comunicar com os amparadores.

Desta forma não podem ser ajudados. Relatos mostram que em determinados casos os amparadores podem convencer o espírito a ter vontade de melhorar, de ser socorrido e ajudado. É possível mostrar a estes espíritos imagens das colônias e da felicidade e paz que poderá ter.

São muitos os espíritos que, mesmo em estado deplorável no Umbral, preferem continuar na vida em que estão.

Isto não é muito diferente do que existem aqui na Terra. Uma parcela dos moradores de rua, mendigos, idosos e crianças continuam nas ruas por opção. Não suportam os abrigos, a limpeza, a organização, a necessidade de obedecer a alguém. Preferem viver livres de qualquer lei, norma, organização, junto da miséria. Infelizmente só se pode ajudar alguém quando este alguém quer realmente ser ajudado.


Nossos pensamentos e emoções se plasmam energeticamente em nossa aura, em nosso corpo espiritual e no ambiente que nos rodeia(ideoplastia). Assim, nós somos a somatória do que pensamos, sentimos e fazemos durante a vida. A cada noite, quando nos desprendemos para fora do corpo físico, o corpo espiritual carrega a vibração de tudo que ocorreu naquele dia. Na hora da morte, a vibração do corpo espiritual é a soma de tudo que você pensou, sentiu e fez durante uma vida inteira. Pode-se dizer que cada pessoa que desencarna carrega um campo vital contendo tudo o que ela é como resultado de tudo o que desenvolveu e fez em vida. Quem tem uma vibração ‘x’ no corpo espiritual, após a morte é atraída para o plano extrafísico de uma dimensão ‘x’, compatível com a vibração que ela porta.

REFLEXÕES

- Após a morte do corpo físico, a alma se encontra tal qual vive intrinsecamente.” (Do livro “Nosso Lar” / Cap. 16 - André Luiz / Chico Xavier;

- Os sofrimentos que torturam mais dolorosamente os Espíritos, do que todos os outros sofrimentos físicos, são os das angústias morais(psicológicas).” (O livro dos Espíritos – Questão 255;


- Umbral, situado entre a Terra e o Céu, dolorosa região de sombras, erguida e cultivada pela mente humana, em geral rebelde e ociosa, desvairada e enfermiça.” (Do livro “Ação e Reação” - André Luiz / Chico Xavier;


- O estado de tribulação é pertinente ao espírito e não ao lugar. Esses lugares não são infelizes, de vez que infortunados são os irmãos que os povoam...” (Do livro “E a Vida Continua” - André Luiz / Chico Xavier;


- Se milhões de raios luminosos formam um astro brilhante, é natural que milhões de pequeninos desesperos integrem um inferno perfeito. Herdeiros do Poder Criador, geraremos forças afins conosco, onde estivermos.” (Do livro “Libertação” - André Luiz / Chico Xavier)
Fonte:forumespirita.net

CONSIDERAÇÕES E REFLEXÕES SOBRE OS PONTOS DE VISTAS DA OBRA

Amigos, seguindo o critério de refletirmos sempre, pois as reflexões são necessárias para que possamos aprender, não há desfavorecimento algum à obras de Kardec, em nossa opinião sincera após analisarmos o todo.
Para melhor pontuarmos a questão, utilizaremos o texto da  matéria publicada na Revista Internacional de Espiritismo de novembro de 2011, por Nelson Moraes:

“Muitos simpatizantes do espiritismo, na sua maioria católicos e leigos e até mesmos alguns adeptos do Espiritismo, ao assistirem as cenas de André Luiz no Umbral mostradas no filme Nosso Lar, talvez pela falta de maiores esclarecimentos no conteúdo do filme, acabaram por entender que o Umbral é um pântano cheio de lama e que é para lá que irão os “pecadores” condenados pelas leis divinas. Um número muito grande de pessoas me fez perguntas através do programa que apresento na televisão e na sua totalidade eram sobre o Umbral:
“Sr. Nelson, o Espiritismo afirma que não existe o inferno, então como explicar o lugar horrível para onde foi André Luiz?”.
“Segundo o Espiritismo, existem espíritos endurecidos influenciando os encarnados por toda parte, porque então as leis divinas não condenaram esses espíritos a sofrerem o que sofreu André Luiz?”.
Em função de várias centenas de e-mails que me foram enviados mais ou menos nesse teor, passei quase dois meses respondendo e esclarecendo aos telespectadores do programa que, diferente do que pareceu no filme, André Luiz não foi resgatado de um pântano chamado Umbral, mas sim de um lugar situado no Umbral onde vivia atormentado pela própria consciência que o fazia se sentir mergulhado como que num mar de lama plasmado pela mente dominada pelo remorso.
Diante desses questionamentos que se repetem até os dias de hoje, percebemos claramente que não adianta apenas divulgar o Espiritismo, é preciso esclarecer a sua essência ao falar, escrever ou apresentá-lo através de qualquer evento de arte, e que, não será apenas com imagens ou efeitos especiais que iremos contribuir para a sua propagação.
É preciso arrefecer a euforia dos espíritas diante dos eventos “grandiosos” que são promovidos sem uma análise criteriosa do conteúdo e dos efeitos que irão causar na opinião pública.
Seria de bom senso que os eventos espíritas ao serem criados tivessem como alvo o povo em geral e não apenas os espíritas.
A arte da comunicação quando bem elaborada e com conteúdo esclarecedor, construído de forma objetiva sem os arroubos de grandeza ou de uma cultura sofisticada, vai além da divulgação, atingindo todos os níveis de compreensão porque fala às emoções e aos sentimentos, marcando profundamente o coração e a consciência das pessoas, tornando a mensagem inesquecível”.


Nosso Lar e o Mundo Espiritual

 
“Analisando as características da Colônia Espiritual Nosso Lar, revelada através da psicografia do inquestionável médium Chico Xavier, percebemos que à realidade externa da colônia revela características que nos levam a entender que ela se situa nas zonas umbralinas à semelhança de um condomínio fechado semelhante aos da terra, por isso está cercada por muralhas e dispõem de todo um sistema de segurança. Não é um plano superior, mas um abrigo dirigido por espíritos superiores, destinado a socorrer e orientar os espíritos que ainda transitam pelo Umbral.
Segundo o Novo Aurélio a palavra “umbral” foi tomada do espanhol e significa soleira, limiar, entrada, ou seja, a faixa mínima de piso que se acha entre as laterais de uma porta, portão ou passagem e serve de limite entre um cômodo e outro numa construção.
Como a própria palavra define, o Umbral é um plano vibratório intermediário que se estende por toda a crosta terrestre e se imiscui com o plano material, é a soleira entre o plano físico e o plano espiritual, nele estacionam os espíritos que não conseguiram se espiritualizar o bastante para alcançar os planos superiores.
É nesse mundo imediato a Terra que se estende além das muralhas da cidade Nosso Lar que vivem os espíritos ainda ligados às ilusões do mundo físico, sofrendo as mesmas sensações de quando encarnados, sentem fome, sede e estão sujeitos às mesmas intempéries as quais se sujeitam os encarnados.
Distraídos da própria consciência vagam como se ainda estivessem encarnados, permanecem nessa situação até o momento em que são acometidos pelo despertar da consciência, quando então se ajustam à realidade espiritual reconhecendo os erros praticados e prontificando-se a repará-los. Outros acabam sendo dominados pelo remorso excessivo e passam a viver um terrível drama de consciência de acordo com a gravidade de seus erros. A partir daí, com a força da mente açulada pelo remorso transformam o mundo íntimo num verdadeiro inferno povoado de imagens plasmadas pelos pensamentos atormentados pela culpa. Inferno ao qual estarão submetidos até que consigam perdoar a si mesmos, o que permitirá que retomem o caminho da evolução assumindo a reparação dos erros praticados, ou então, permanecerão nessa situação até quando algum amigo espiritual que esteja em condições de ajudá-los se disponha resgatá-lo, exatamente como ocorreu com André Luiz.
Embora a vastidão das regiões umbralinas, o mundo espiritual ligado ao planeta Terra transcende ao Umbral e à suas Colônias. Existem planos vibratórios superiores aglutinando as consciências afins, formando um todo imensurável. Verdadeiros mundos paralelos que se desenvolveram com as características aperfeiçoadas do mundo material e físico em que vivemos. A eles estão destinados os espíritos que durante suas encarnações souberam suportar suas provações sem revolta; mantiveram a serenidade diante das dificuldades; souberam perdoar seus desafetos; resgataram seus erros sem perder a nobreza de caráter e souberam cultivar a fraternidade e a caridade em suas atitudes.
Tais espíritos merecedores de habitarem esses planos vibratórios mais elevados, imediatamente após o desencarne são atraídos para lá e quando chegam não sofrem nenhum constrangimento, tomam quase que imediatamente a consciência de onde estão e recuperam rapidamente a juventude e a plenitude do vigor, diluindo as características físicas da idade avançada com que muitos desencarnaram. Ali não há o sofrimento e a paz é perene, seus habitantes são livres para transitarem pelos diversos planos terrestres e o fazem com indescritível prazer, pois estão presos ao compromisso consciencial de que devem ajudar os retardatários da evolução. Não são dotados de todas as ciências, pois ainda não são espíritos perfeitos, mas sublimaram suas emoções e seus sentimentos e são candidatos a migrarem no futuro para planetas mais evoluídos que a Terra”.

Nos desculpem ser a matéria imensa...importante para que possamos refletir, assim amigos, observem as questões abaixo, retiradas do blog umolharespirita1.blogspot.com.br na íntegra, de outro ponto de vista(cuja refutação está sendo desenvolvida):


A autora observa ao analisar os espíritos da obra que...têm uma verdadeira vida social, com todas as implicações geradas pelas relações humanas que envolvem família, amigos, inimigos, trabalho e política.

Pergunta-se: - Prá que reencarnar, se o Espírito já vive todas as possibilidades oriundas da vida em sociedade, considerada por Kardec, como a “pedra de toque” para a evolução humana?!

Mas prossigamos nosso estudo agora analisando a questão 234 de O Livro dos Espíritos, que trata dos Mundos Transitórios, e Kardec faz o seguinte questionamento aos Espíritos Superiores: - Existem, como foi dito, mundos que servem de estações ou de lugares de repouso aos Espíritos errantes? Resposta: - Sim, há mundos particularmente destinados aos seres errantesmundos que eles podem habitar temporariamente, espécie de acampamentos, de lugares em que possam repousar de erraticidades muito longas, que são sempre um pouco penosas. São posições intermediárias entre os outros mundos, graduados de acordo com a natureza dos Espíritos que podem atingi-los, e que gozam de maior ou menor bem-estar. (grifei)

E a pergunta 236 - Os mundos transitórios são, por sua natureza especial, perpetuamente destinados aos Espíritos errantes? Resposta: - Não, sua superfície é apenas temporária.

Oportuno ressaltar o desdobramento da pergunta 236, na 236-a: - São eles ao mesmo tempo habitados por seres corpóreos? Resposta: - Não, sua superfície é estérilOs que o habitam não precisam de nada(grifei, e coloquei negrito)

Diante de tão importantes informações, infere-se que:

1º) há possibilidade dos Espíritos errantes se acomodarem em “Mundos Transitórios”;


2º) tais mundos são de superfícies estéreis, ou seja, sem prédios, bosques, fontes etc.;


3º) o Espírito não precisa de nada disso na erraticidade.


Continua então a análise, pontua ainda que :

Para finalizar o presente estudo no que concerne à vida espiritual, ninguém melhor que Kardec, que com muita propriedade assim se expressa: “Existem, portanto, dois mundos: o corporal, composto dos Espíritos encarnados; e o espiritual, formado dos Espíritos desencarnados. Os seres do mundo corporal, devido mesmo à materialidade do seu envoltório, estão ligados à Terra ou a qualquer globo; o mundo espiritual ostenta-se por toda parte, em redor de nós como no Espaço, sem limite algum designado. Em razão mesmo da natureza fluídica do seu envoltório, os seres que o compõem, em lugar de se locomoverem penosamente sobre o solo, transpõem as distâncias com a rapidez do pensamento. A morte do corpo é a ruptura dos laços que o retinham cativos”. (Revista Espírita. Março de 1865, p. 99) (grifei)

Adiante acrescenta o Codificador: “A felicidade está na razão direta do progresso realizado, de sorte que, de dois Espíritos, um pode não ser tão feliz quanto o outro, unicamente por não possuir o mesmo adiantamento intelectual e moral,sem que por isso precisem estar, cada qual, em lugar distintoAinda que juntos, pode um estar em trevas, enquanto que tudo resplandece para o outro, tal como um cego e um vidente que se dão as mãos: este percebe a luz da qual aquele não recebe a mínima impressão. Sendo a felicidade dos Espíritos inerente às suas qualidades, haurem-na eles em toda parte em que se encontram, seja à superfície da Terra, no meio dos encarnados, seja no Espaço”.(Revista Espírita. Março de 1865, p. 100) (grifei)

Diante das palavras esclarecedoras de Allan Kardec, podemos asseverar da inexistência de lugares determinados no plano espiritual, destinados à purgação de penas, como o ‘umbral‘, ou lugares semelhantes às cidades materiais terrenas, com belezas naturais e construções, para abrigar Espíritos errantes aos moldes de Nosso Lar.

Como muito bem preceitua Kardec, a dor ou a felicidade é vivenciada pelos Espíritos, seja na superfície da Terra no meio dos encarnados, seja no Espaço. Como também dois Espíritos, um feliz e outro infeliz não precisam estar em regiões diferentes para vivenciarem suas realidades espirituais distintas, podendo estar lado a lado.

Vale ressaltar, que o assunto não se exaure nesta simples abordagem, mas que nos desperte a rever certos conceitos através de um estudo sério e efetivo das Obras Básicas, para que nos emancipemos da ignorância que nos aflige, e nos faz escravos das informações mais absurdas, que tomamos como verdade pelo simples fato de virem do plano espiritual através de um determinado Espírito, às vezes utilizando-se de nome respeitável, ou pela consideração devida ao médium através do qual se deu a comunicação.

Após a transcrição das análises, consideremos as palavras e os conceitos, não querendo nós com esta análise da autora qualquer outro intuito que não o de refletir, já que consciências somos e temos. Nenhum intuito em desqualificar , mas não concordamos, e desejosos que somos que os leitores tenham de fato informações e não apenas nossos pontos de vistas, deixamos cada um refletir por si só, objetivo maior do blog e dos estudos espíritas.

Aqui faremos uma análise superficial do que disse a autora, ficando a cargo da refutação, que neste momento conta com 21 páginas, a parte em que comentaremos cada trecho do artigo por ela escrito.


Reencarnar é necessário porque aqui, além da vida social, o Espírito passa por situações que não passaria no mundo espiritual. Aqui, de fato há a fome, não apenas uma impressão psíquica como ocorre no espírito desencarnado. Aqui tragédias pessoais como mutilação fazem pessoas melhorarem bastante, descendo do salto alto do ego. Aqui algumas pessoas resolvem mudar seu modo de agir porque pensam que vão morrer e desaparecer pra sempre, então isso as motiva. Aqui é possível ocorrer uma reconciliação que jamais poderia ocorrer se não houvesse o esquecimento do passado. Porém, o que é mais importante a notar é que desencarnado, o Espírito está sempre, por uma questão de afinidade, com pessoas mais ou menos no seu nível evolutivo, sejam bons ou maus espíritos, já aqui na Terra, não há essa divisão que ocorre naturalmente no plano espiritual. Aqui Espíritos de todos os níveis evolutivos interagem, proporcionando assim uma evolução mais rápida que no plano espiritual. Como podemos ver há vários motivos, excetuando os não mencionados, para reencarnar!

Com relação as superfícies "vazias"(que na codifcação dizem respeito a de planetas), imaginem então um espírito que mal compreende seu estado de desencarnado dar de cara com um espaço totalmente estranho a ele, não exercendo nenhuma afinidade, nenhum vínculo dentre aquilo que têm como conhecido, seria então no mínimo justo?

E as visões que constam nas literaturas religiosas que também apresentam edificações e convívios como no plano material? Todas equivocadas?

E os laços familiares? Porque o espírito só poderá aprender encarnado? Só poderá encontrar a pedra de toque justamente no momento que  tem seus sentidos todos limitados? Porque não quando os têm mais ilimitados, menos densos, mais libertos do véu de Isis?

Em que momento Kardec afirmou tamanha ingenuidade? 

Agradeceríamos aos leitores que nos apresentassem onde Kardec pontuou deste modo, tão exato. Os mundos transitórios não são portanto, amigos, exatamente os planos que existem, as muitas moradas conforme temos não apenas no Evangelho como na Bíblia, afirmada por Jesus? Que teríamos então?

Não necessitam de nada, então não há vínculo algum, apenas com o desencarne já nos situamos como espíritos independente do estado mental que seja, sem qualquer elo corpóreo como dos instintos primitivos e fisiológicos. Há uma operação que nos foge então que desintegra este vínculo, incluindo aí e porque não os suicidas?

Que foi feito então dos vínculos? Como então pontuar onde o espírito deve estagiar?
Deve estagiar de acordo com a opinião pessoal da autora do blog, e não exatamente Kardecista, em qualquer espaço desde que não haja bosques, edificações e cidades.

E detalhe, não foi apenas na obra Nosso Lar que nos elucidou sobre a existência de edificações, bosques, flores, etc.até mesmo em desdobramentos temos a mesma fonte de informação, e lembremos, estes desdobramentos não são feitos apenas por espíritas que leram a obra Nosso Lar, ou sequer espíritas, visto que o desdobramento é mais antigo que a própria doutrina, que aparece depois e de forma organizada.

Como nos diz Gerson Monteiro, do site ocosnolador.com.br:

É claro que, como são graduais as revelações dos Espíritos Superiores à humanidade, eles não poderiam em 1857 falar de comunidades de Espíritos errantes, isto é, de Espíritos que aguardam novas reencarnações até chegarem à perfeição espiritual, habitando cidades estruturadas em edificações de natureza sólida na atmosfera terrestre sobre terreno fértil à vegetação, e, em tudo, com estreita semelhança ao que conhecemos na crosta. Seria bem possível que os adversários do Espiritismo diante dessa revelação, e de tamanha heresia, mandassem reacender certamente uma fogueira inquisitorial para queimar Allan Kardec como herege.
Ora, se nos idos de 1980, quando estive pessoalmente com Chico Xavier, em sua casa em Uberaba, ele me contou que, quando estava psicografando o livroNosso Lar na década de 30, foi tachado de “médium fascinado”, e que ele mesmo ficou muito confuso com toda aquela situação.

Para que nos debrucemos com profundidade, seguimos com este outro texto retirado do site harmoniaespiritual.com.br, postado na íntegra:


Revista Espiritismo e Ciência

Um dos temas mais interessantes e complexos do Espiritismo é o das colônias espirituais. É um assunto que antecede o Espiritismo em milhares de anos, mas que ganhou uma amplitude inédita após as narrativas do livro “Nosso lar”.

O conceito de que nosso mundo é composto por várias e diferentes camadas de realidades não é novo. As mais antigas civilizações do planeta já se referiram a isso de diversas maneiras, com descrições que variavam de acordo com as crenças e as culturas que as elaboraram.

Da mesma forma, também foram diferentes as maneiras pelas quais as descrições de outros planos de existência chegaram até os encarnados: visões, revelações, sonhos, êxtases, encontros com entidades superiores, psicografias, canalizações.Os meios mudam, mas muitas vezes as descrições têm muito em comum.

No Espiritismo, as descrições das colônias espirituais – tais como a mais conhecidas de todas, “Nosso Lar” – têm lugar de destaque em muitas obras, sendo fornecidas pelos Espíritos para os médiuns.

O conhecido divulgador da Doutrina Espírita e autor Richard Simonetti concorda que essa realidade espiritual envolvendo colônias, cidades ou moradias, está presente nas informações prestadas por médiuns em todas as culturas.

Mas, ele diz, sempre de forma nebulosa e fantasiosa. Nunca de forma tão clara e precisa quantos nos ofereceu André Luiz, pela incomparável mediunidade de Chico Xavier.

Marcel Mariano, vice-presidente da FEEB (Federação Espírita do Estado da Bahia), também destaca a importância da obra “Nosso Lar” (1944, FEB). Ele diz que devemos entender as colônias espirituais como os aglomerados urbanos situados fora do plano material no qual se encontram os encarnados.

Esses núcleos estão para os espíritos desencarnados como as grandes cidades estão para nós. Sempre ouvimos essa ou aquela referência a essas colônias, até porque quem nelas esteve e morou quando na erraticidade traz vaga lembrança, desejoso de para ela voltar quando da desencarnação.

Alguns livros do século 19, de natureza mediúnica, já se referiam a tais adensamentos de seres desvestidos do corpo, mas foi tão somente com a obra de “Nosso Lar”, de autoria espiritual de André Luiz, pelo médium Chico Xavier, que o assunto ganhou uma dimensão doutrinária em nosso movimento.

Allan Kardec a elas se referiu sutilmente, conforme se pode observar pela questão proposta por ele aos Espíritos Codificadores, na questão 234 de “O Livro dos Espíritos”. O dirigente baiano também disse que existe diferença entre as colônias espirituais citadas no Espiritismo e cidades espirituais semelhantes mencionadas por outras doutrinas ou religiões.

A diferença existe, diz Mariano, e gira em torno do desdobramento, de onde esta se situa, e como funciona, o que foi feito magistralmente por André Luiz na obra já referida. As muitas citações deixam claro que elas existem, diferindo apenas pelo canal por onde vazam esses informes, que podem ser genéricos ou específicos.

Na questão 234 de “O Livro dos Espíritos”, à qual Marcel Mariano se referiu, Kardec pergunta se existem de fato mundos que servem de estações ou pontos de repouso aos Espíritos errantes. A resposta é que eles existem, mundos particularmente destinados aos seres errantes, mundos que podem servir-lhes de habitação temporária, campos nos quais possam descansar de uma erraticidade demasiada longa.

São, entre os outros mundos, posições intermediárias, graduadas de acordo com a natureza dos Espíritos que a elas podem ter acesso e onde eles gozam de maior ou menor bem-estar.

O pesquisador, escritor e médium Eurípedes Kuhl entende que pode haver alguma semelhança entre as cidades citadas pelo Espiritismo e aquelas, por exemplo, da Grande Fraternidade Branca. Não posso afirmar categoricamente que as colônias espirituais citadas na literatura espírita sejam as mesmas referidas em outras fontes, diz Kuhl.

No entanto, nada me objeta refletir e deduzir que sim, de alguma forma assemelham-se, em parte, como a citação de esferas (degraus) espirituais, na psicosfera terrena, nas quais habitam espíritos bons e maus.

As diferenças existentes decorrem da diversidade, não só da forma de expressão humana para REGISTRAR acontecimentos, quase sempre eivada de animismo, mas principalmente em razão da cultura dos diversos povos, ao longo da história, além dos fundamentos de cada corrente do pensamento religioso.

Via de regra proclamando existência terrena única e “juízo final”, ao passo que a Doutrina dos Espíritos, e não apenas ela, professa a reencarnação – vidas sucessivas – como forma individual (por merecimento) de alcançar o progresso moral e a felicidade.

Baseando-se no livro “Colônias Espirituais”, de Lúcia Loureiro, Eurípedes levanta exemplos na história de referência a colônias espirituais – também chamadas cidades ou moradas espirituais,entre outras designações.

Os Egípcios (por volta do ano 2100 a.C.) consideravam que os mortos seriam julgados diante de Osíris (deus do mundo infernal e juiz dos mortos); daí, os bons iriam para locais venturosos e os maus, para lugares tenebrosos, sem luz e sem alimentos, para sempre. Os Persas (1500 a.C.) proclamavam mais ou menos as mesmas condições dos egípcios, com a diferença de que no fim até os maus se salvariam.

Para os Gregos (500 a 400 a.C.), os bons – os deuses – estavam no Olimpo; quanto aos demais, após a morte haveria um julgamento presidido por “Hades” (um dos 12 deuses do Olimpo, senhor das profundezas subterrâneas, os infernos); os bons iriam para os “Campos Elíseos”, mansão dos bem-aventurados; os ímpios eram atirados ao “Tártaro” (lugar de expiação).

Sócrates e Platão filosofavam (intuíam) que as almas, após permanecerem por algum tempo no Hades, retornariam à vida terrena (antecedentes da reencarnação). Jesus declarou sumariamente a existência de “muitas moradas na Casa do meu Pai”.

Dante Alighieri (1265–1321), de acordo com o pensamento da idade Média, afirmou, na “Divina Comédia”, que na semana Santa do ano de 1300, desdobrou-se espiritualmente e, após atravessar os nove círculos do inferno, viu como é a vida no mundo do Além.

Emmanuel Swedenborg (1688-1772), sueco de grande cultura, precursor do Espiritismo, narrou ter recebido revelações espirituais. Numa delas, descreveu a visão que teve do mundo espiritual, citando, entre tantos detalhes, a existência de cidades, palácios, casas, livros, etc.

Eurípedes também se referiu ao fato de Kardec ter tocado levemente no tema das colônias ou cidades espirituais. Allan Kardec, de fato, foi econômico quanto a citações referentes a cidades espirituais, diz Kuhl, no entanto, relacionando ainda outra questão de “O Livro dos Espíritos”, a de número 86, na qual os Espíritos informam claramente que “... é incessante a correlação entre o mundo espírita (espiritual) e o mundo material.

Segundo Kuhl, infere-se daí que no plano espiritual há cidades e tudo o mais que temos aqui. “Sem pieguismos, minha ilação é que lá tem muito mais do que aqui.”

Por fim, destacamos o texto do site bomespirito.com, do qual parece-nos mais lógico:

“acredito fortemente que o espiritismo evolui sempre, suas concepções e definições, embora fortemente embasadas, vão evoluindo de acordo com a nossa capacidade de aprendizado e entendimento. Jesus pregou nos levou até um certo ponto, Kardec ampliou este ponto e hoje estamos crescendo ainda mais.

As obras de André Luiz são um exemplo de "complemento" e ampliação das verdades espíritas - como serão as obras daqui a 20 ou 30 anos? certamente mais esclarecedoras, em virtude nossa mais ampliada capacidade de percepção e compreensão”.

Por fim amigos, se acreditamos que o progresso é lei, como poderemos nos apegar somente a conceitos, fechando os olhos a própria evolução? Se assim fosse, então Jesus já deveria ter nos dito e adiantado muito mais e sem uso de parábolas, de preferência.

Ou passamos a observar o todo ou nos perderemos nos conceitos fixos, impassíveis de transformações... sinceramente, pensamos num dado: Kardec retornando, tentando retomar com novas luzes o entendimento do espiritismo, seria ele também tachado de fascinado? Poderia ele mesmo trazer novas informações sem ser desdito? Provavelmente por uns que se apegam a ideias e dizeres estacionados no tempo sim. Alias é o que nos difere de algumas religiões inclusive, como poderemos conviver um dia como um todo, como irmãos que somos de fato, se continuarmos  a ver as partes e estas imodificáveis? Alguém terá que abrir mão de seu ponto de vista...

Como nos disseram dois mentores, há pouco inclusive, em reunião mediúnica, que assim comunicou : "A  união dos povos só será possível de fato quando se erguerem dos conceitos, quando perceberem que Deus está acima de todos os conceitos sempre tão humanizados e taxativos, os mentores não se apresentam apenas como espíritas e nem assim poderia ser. Apresentam-se como espíritos elevados, afinizados ou não com o espiritismo, ou com hinduísmo ou catolicismo ou qualquer outro crédulo, pois o que trazem é a mesma fonte divina. Um só Deus, uma só verdade. Até o tempo em que o ser humano entender esta questão, separados estaremos uns dos outros, imersos nos muitos conceitos enraizados, nos afastando do progresso, já que entendem que nada de novo vem a somar".

Agradecemos aos que se detiveram a seguir conosco neste estudo mais aprofundado, não desejamos de qualquer modo trazer a vocês um único e  determinado ponto de vista, mas para sermos sinceros e justos, inserimos não apenas as duas faces de opiniões e análises, assim inserimos as nossas igualmente, já que nos propusemos à seriedade, impossível é fugir de nossas próprias opiniões.


Abraços a todos e boas reflexões!