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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Entrevistamos: Ana Rosa Corrêa - Espiritismo

Nossa entrevistada de hoje é a querida atriz Ana Rosa Corrêa, um ícone brasileiro da dramaturgia, espírita, que nos acostumamos a acompanhar na televisão com seus inúmeros papéis - é impossível não destacarmos a doçura que nos remete seja na televisão,no palco ou nesta entrevista, gentilmente cedida para o blog Luzes do Bem e site Almateca.
Imagem:Revista Quem

Deixamos nossos sinceros agradecimentos não apenas pela entrevista em si, mas por todo trabalho realizado.


ENTREVISTA COM ANA ROSA CORREA

1-Ana, os brasileiros se habituaram a vê-la como espírita, devido a participações em filmes, e peças de teatro e depoimentos em outras entrevistas. Acha que em algum momento sofreu algum preconceito em razão de sua declaração?

R-Não. Se houve, nunca me dei conta.

2) Dos papéis que fez envolvendo o espiritismo, há algum que lhe marcou?

R-Quase todos. Cada um tratava de um determinado ponto dentro da doutrina espírita. Mas sem dúvida foi o da avó de Patrícia em “Violetas na janela” que mais me marcou.

3) Como se deu seu primeiro contato com a doutrina espírita? É leitora de obras espíritas?

R-Meu primeiro contato com o espiritismo foi aos 13 anos. Li ‘Renúncia’, psicografado pelo Chico e ditado pelo Emmanuel. Hoje sou leitora assídua, sim.

4) Em algumas matérias cedidas afirmam que a senhora e tornou espírita após o desencarne de sua filha e filho, mas em outras foi noticiado que já era espírita, qual das versões está correta? Que mensagem poderia dar aos pais que perderam seus filhos? 


R-Eu tinha 18 anos quando meu primeiro filho, Mauricio, com um ano e dois meses, desencarnou, vitima de leucemia. Eu não era espírita. Augusto César Vanucci (diretor da Globo, já falecido) me deu para ler ‘O Evangelho Segundo o Espiritismo’.
Em 1977, gravando ‘O Profeta’ com o ator Carlos Augusto Strazzer, (já falecido também) ele me aconselhou: Ana, vai lá no centro com o Guilherme, as crianças, toma um passe, ouve uma palestra, é bom.” Eu fui e aí nós começamos efetivamente a estudar. Foi lá que eu tive um contato mais direto com as obras básicas de Allan Kardec: ‘O Evangelho’, ‘O Livro dos Espíritos’, ‘O Livro dos Médiuns’, ‘O Céu e o Inferno’ e ‘A Gênese’.  Posso dizer que a partir dai a gente se tornou espírita de carteirinha. Minha filha Ana Luísa desencarnou em 1995 com 19 anos e, felizmente já éramos espirita.


Cena do Filme Nosso Lar
5) Como foi trabalhar para o filme NOSSO LAR em conjunto com outro filme, sobre Chico Xavier?

R- Me senti realizada. Além de fazer o que sei e gosto que é representar, ainda por poder   passar a  mensagem dos espíritos nessas obras.






6)Como foi trabalhar no E a Vida Continua?

Cena do Filme E A Vida Continua
R- Foi muito prazeroso. Direção segura, elenco ótimo com colegas muito queridos.
  
 7) Em 2005, escreveu e publicou o livro Essa Louca TV e Sua Gente Maravilhosa, que revela bastidores de gravações, como surgiu a ideia de escrever o livro?

R-Desde que comecei a fazer novelas em 1964 na extinta TV Tupi, as pessoas tinham a curiosidade de saber como era um estúdio de TV e sempre me perguntavam como acontecia uma gravação. Então tive a ideia de escrever um livro sobre isso. Comecei a fazer anotações das gravações, fatos pitorescos, passagens interessantes. Quando completei quarenta anos de telenovelas, resolvi comemorar essa data com o lançamento do livro.

8) A senhora é a  atriz que fez o maior número de novelas no Brasil. Com a participação em 54 produções, a recordista é um ícone da televisão brasileira e constou do Guinness inclusive, chegou a pensar que seus trabalhos em obras espíritas poderia lhe ser prejudicial, em se tratando de sua carreira?

Atuação na peça Violetas na Janela
R-Cabe uma correção: Hoje já participei de 59 novelas.
Sempre achei que em política, religião e futebol cada qual tem sua escolha sem necessidade de alardes. Mas com o sucesso de “Violetas na Janela” todo jornalista que me entrevistava, perguntava se eu era espírita. Ora, alardear sem finalidade é uma coisa, esconder é outra. Hoje não tenho o menor constrangimento em falar disso.

9)Como a senhora observa o espiritismo no Brasil? Que obras indicaria aos leitores?

R-O Brasil, segundo Humberto de Campos é a Pátria do Evangelho. E como tal, uma luz para o resto do mundo. Os mais de 400 livros psicografados pelo Chico Xavier foram publicados em vários idiomas. Divaldo Pereira Franco viaja até hoje pelo exterior proferindo palestras. Temos vários médiuns conhecidos internacionalmente como João de Abadia, só para citar um nome.
Livros, além das obras básicas de Kardec, existe toda a série ditada por André Luiz, começando com “Nosso lar”. Há romances como “Renúncia”. Tem “Violetas na janela” da Petit editora, etc. Só eu tenho uma biblioteca com mais de 150 livros espíritas.

10)Para finalizar, poderia deixar uma mensagem aos leitores do blog e site? 
R- Claro. Um abraço a todos. Espero ter respondido satisfatoriamente as suas perguntas.
Ana Rosa

Alguns vídeos que selecionamos para os queridos leitores, os quais queremos aproveitar este post para agradecer mais uma vez pelo carinho dos votos, compartilhamentos e comentários, sem dúvida o que muito nos incentiva a seguir adiante! Abraços a todos!



Entrevista cedida a TV CEI 

Ana Rosa declamando poema de Brasil,de Olavo Bilac - Brasil, a Pátria do Evangelho

Prece de Cáritas por Ana Rosa