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terça-feira, 18 de junho de 2013

Intolerância, Homossexualidade e Uma Reflexão que nos Cabe

Embora o tema já tenha sido exposto no blog, importante e recente notícia deve ser analisada.


Comento aqui  a proposta feita pela Comissão de Direitos Humanos, o que significa um retrocesso e quase inacreditável que seja proposto por uma Comissão que diz ser de Direitos Humanos - sim, porque homossexuais fazem parte dos seres humanos até onde sei.

Infelizmente, parece que apenas o Espiritismo não se coloca contrário a Homossexualidade, ou melhor, aos seres humanos homossexuais, se pensarmos nas demais religiões. A questão toda é exatamente esta, enquanto não nos vermos como iguais, com iguais direitos, com iguais necessidades e com iguais propósitos não seremos de fato um todo.

Julgue como melhor desejar, amigo leitor, o que abaixo posto, sobre a triste realidade abordada  e imposta num cenário religioso - o Espiritismo não condena nenhuma religião, e  nem é este o ponto, condenar qualquer religião, mas sejamos conscientes, sempre que envolver escolhas. Esta é uma delas, sem dúvida, concluam e reflitam por si, seriam estes os ensinamentos de Jesus? 

"Presidida pelo deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), a Comissão de Direitos Humanos da Câmara aprovou nesta terça-feira (18) projeto que permite aos psicólogos promover tratamento com o objetivo de curar a homossexualidade.

A "cura gay" ainda tramita como proposta e terá que passar por outras duas comissões da Casa: Seguridade Social e Constituição e Justiça. Se aprovada em ambas, segue para o plenário da Câmara.Durante o debate na comissão, houve discussão entre o presidente do grupo e o deputado Simplifico Araújo (PPS-MA), autor de requerimento que pedia, no início de junho, a retirada de pauta da matéria.
O projeto de decreto legislativo, de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), suspende dois trechos de resolução instituída em 1999 pelo CFP (Conselho Federal de Psicologia). O primeiro trecho sustado afirma que "os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades."
A proposta aprovada hoje anula ainda artigo da resolução que determina que "os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica."
Na justificativa do documento, Campos afirma que o conselho "extrapolou seu poder regulamentar" ao "restringir o trabalho dos profissionais e o direito da pessoa de receber orientação profissional". A votação é uma vitória da bancada evangélica, que tenta avançar com o projeto há dois anos" Fonte: