Avatar

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Falando sobre a Mediunidade - Debate entre Estudiosos e Médiuns


Agradeço a todos que gentilmente colaboraram com suas experiências e conhecimentos , o debate nos permite analisar muito da prática, uso e fins da mediunidade.

Ao longo dos anos,  ao trocar algumas experiências sobre a mediunidade, observo que além dos tipos – psicografia, psicofonia, pinturas mediúnicas, entre outras existem formas variadas de como acontecem estes fenômenos todos.

A mediunidade não é igual para todos, seja pelo contato, sintonia, percepção; assim convidei alguns amigos para debaterem o tema, considerando que seja de interesse de muitos que acompanham o blog.
  
Observo que existe ainda uma evolução na própria mediunidade, assim como em tudo que nos cerca.Pode haver ainda a estagnação da mediunidade e o período desta ausência de percepção e sintonia acontece de forma diferente para cada pessoa.

Há ainda o florescimento mediúnico, em qualquer idade, sendo que em todos houve uma programação para que assim acontecesse.

Vejamos o que nossos debatedores nos dizem sobre o tema Mediunidade:

Acredito que antes de qualquer discussão acerca de Fenômenos
Espirituais, também classificados hoje por alguns como Fenômenos Paranormais, necessitamos entender que existem duas classes de fenômenos espirituais, os Anímicos e os Mediúnicos.


Os da primeira classe, representam os fenômenos que não necessitam
da presença de um Espírito desencarnado(pessoa falecida) para sua
ocorrência, o agente principal do fenômeno é o Espírito Encarnado(a pessoa viva)que o realiza através de suas faculdades próprias, naturalmente desenvolvidasao longo caminhada através das inúmeras existências já vividas.Tais são os fenômenos de Clarividência/Clariaudiência, faculdade espiritual que permite ao seu portador observar a realidade espiritual, podendo ter contato visual com os Espíritos ou observer os fluidos sutis e as formas pensamentos modeladas com ajuda desses fluidos e criadas por  nós mesmos, como resultado do que somos.Outros exemplos são as Experiências Fora do Corpo, conhecidas também como Emancipações da Alma, onde a pessoa deixa o corpo temporariamente e entra em contato direto com o Plano Espiritual; Alguns tipos de fenômenos de efeitos físicos, como movimentação deliberada de objetos a distância e  A telepatia/telestesia que se caracteriza pela transmissão de pensamentos, emoções e sensações a pessoas distantes, entre outros.

A outra classe de fenômenos são os mediúnicos, que são caracterizados pela participação ostensiva ou não de pessoas já falecidas, com a ajuda de um agente sensitivo denominado Médium, responsável por intermediar o contato com os Espíritos.Esses fenômenos são mais conhecidos e alguns deles são: Psicografia e Psicofonia, que por alguns são  chamados de Channeling(Canalização), Escrita e Voz Diretas, Movimentação Espontânea de Objetos e Materializações de Espíritos ou Aparições Tangíveis.

Importante é perceber que a Mediunidade, bem como as faculdades Anímicas são faculdadesnaturais do ser humano, latente em todos nós, porém em alguns está mais desenvolvida do que em 
outros, assim como temos músculos mais ou menos desenvolvidos do que outros. Portanto, quanto maioro grau da sua faculdade mediúnica ou anímica, mais sensível às coisas do Plano Espiritual a pessoa é, mas isso não significa dizer que ela é melhor ou pior moralmente que outra, uma vez que trata-se de aspectos de fisiologia transcendental, assim como uma pessoa não é melhor, moralmente, que outra por possuir um músculo mais desenvolvido” Alexandre.


Intercâmbio mediúnico é toda comunicação dada entre o plano espiritual e o plano físico.A mediunidade é inerente ao ser humano e não aos espíritas se manifesta em todas as religiões e civilizações.
A mediunidade pode ser mais ou menos ostensiva.Kardec classifica como médium aquele que a tem de forma mais ostensiva.No dizer de Emmanuel o médium em sua maioria é aquele que se comprometeu muito em vidas passadas.
A mediunidade por si só não é boa nem ruim, tudo dependerá do uso que fazemos dela.No início do espíritismo a mediunidade de efeitos físicos era bastante utilizada, por haver uma necessidade dos fenômenos. Conforme fomos entendendo melhor esse processo tais fenômenos não cessaram mas diminuíram bastante.Jesus era o " Médium de Deus" Senhor dos espíritos pois todos nós encarnados e desencarnados somos tutelados Seus.
Os médiuns de efeitos físicos dispendem muito de seu fluido vital que são agregados com os fluidos dos desencarnados (independente do objetivo da manifestação)” Lúcia.
Gosto muito de debater a mediunidade de cura. Proponho, na maior parte das vezes, esse tema por ser de muito interesse a quem me procura. Digo isto, por ser terapeuta acupunturista , e utilizar junto minha mediunidade intuitiva e sensitiva no tratamento. Porém, ainda existe o preconceito, que médico é uma coisa, e médium outra. Ou seja, não podemos misturar as coisas. O paciente, também, influencia. Ou seja, através de sinais em meu corpo como: arrepios, sonolência, irritação, euforia, tonturas, etc...consigo distinguir se é uma presença boa ou não. Na maioria das vezes, estabeleço um tratamento antes ,  que na hora , mudo tudo sem saber porque e como. Durante o tratamento recebo intuições claras , portanto, sei que não são minhas. Já tive a experiência de recusar pacientes através de intuções claras.

Percebo que , as vezes, tenho espíritos diferentes se revezando durante o tratamento . Japoneses ligados ao reiki, pretos velhos, familiares..etc. Entenda que não vejo, ou escuto , apenas sinto com o meu corpo. Tenho sinais. Quando sigo, esses sinais, me dou muito bem. Quando não, eu danço. Mas insisto que para tudo isso acontecer. Alegria e estar bem é fundamental” Silvana.

“Abordar a mediunidade é realmente importante!Sou médium ostensiva e desde criança já percebia a presença de amparadores. No início do desenvolvimento mediúnico alguns contratempos são observados em alguns médiuns, estou neste contexto.Tive que me orientar através da doutrina e aconselho o mesmo a todos os que têm este dom, sem orientação não existe equilíbrio.
Minha capacidade de interação acontece em momentos que não espero, como dizia Chico, o “telefone” realmente toca de lá para cá; difícil portanto a conexão quando não se tem um objetivo relevante, não dá para “sairmos por aí” respondendo perguntas de pessoas, como fazem cartomantes.Isto não acontece, este tipo de consulta ao bel prazer.Desconfiem se este contato se der deste modo, amparadores são ocupados e visam amparo, o bem, tratamentos, restabelecimentos e não responder inúmeras questões. As respostas que buscamos de questões triviais devem ser dadas por nós mesmos, pela reflexão, são de foro íntimo, processo de nossa consciência” – Marina.
“No início trataram minha mediunidade como resultante de depressão, com o aumento das percepções e recebimento de mensagens passaram a acreditar que seria uma profeta. A religião de minha família acreditava que os que profetizam (recebem mensagens) são seres que já nascem com esta missão.Não obtive nenhum amparo no entanto em relação às minhas perguntas e, assim que mudaram as mensagens, sendo de pessoas com sofrimento, na igreja disseram que não mais profetizada,mas precisava de tratamento para o “diabo” que estava próximo a mim. Não era,claramente, uma entidade, pois além de ouvir e falar eu também via – me lembro de um caso, aquele senhor que me falava sobre seu sofrimento apenas queria uma explicação do que estava acontecendo com ele e buscava a Deus, consciente dos seus erros. Foi então que depois de tantos “tratamentos” sem efeito, que busquei por conta própria a doutrina, e entendi finalmente o que era a mediunidade” Ângelo Andrade.
Como podemos observar a mediunidade acontece de forma diferente, a amiga Lúcia observa ainda:  “A comunicação se dá de perispírito a perispírito.A mediunidade hoje é estudada a nivel científico”.
Alguns estudos científicos podem ser lidos aqui no blog, vide marcações “ciência”.


No tocante a mediunidade de cura a amiga Silvana acrescenta o texto de Rosane Agustoni – “É uma faculdade que alguns médiuns possuem para curarem moléstias. Ocorre de forma espontânea. Podem realizar curas, provocando reações reparadoras de tecidos e órgãos do corpo humano, através de um toque de mãos, pelo olhar ou por um gesto.

Não podemos confundir mediunidade de cura com magnetização. A magnetização é um tratamento contínuo, regular e metódico; ao passo que a cura realizada por um médium curador ocorre espontaneamente e de forma instantânea.O médium curador além do magnetismo próprio, tem o Dom de captar, condensar, e dinamizar os fluídos cósmicos (substância cósmica fundamental) e transmiti-los para a zona doente de forma ordenada .

Os fluídos transmitidos possuem propriedades e efeitos que variam de acordo com a fonte geradora, de vibração específica, como por exemplo o sentimento do médium durante a emissão dos mesmos.Nos fenômenos de cura os fluídos são sutis, radiantes e próprios para alterar as vibrações existentes.

O médium curador capta os fluídos leves e benignos da natureza ( através da concentração mental, com o pensamento firme no intuito de fazer a reparação dos tecidos doentes) e irradia-os sobre o doente. Quando está vibrando em ressonância com o Cristo, gera forças de alto poder curador que vertem sobre o doente que também está em vibração de fé e desejo de cura”.

Ainda neste texto é lembrada a questão cármica – “ Porém, as moléstias de ordem cármica só podem ser curadas se houver merecimento do doente, mas mesmo assim sempre haverá benefícios para o mesmo.

Para que a cura seja efetiva, o médium curador deve orientar o doente para a reeducação da sua atitude mental, afastando a causa do desequilíbrio patológico, através de pensamentos positivos, fé e esperança”.

Para compreensão dos tipos de fenômenos mediúnicos, vide marcação “mediunidade”, existem vários tipos catalogados pela doutrina, lembrando que independente do tipo a sintonia e percepção não acontecem do mesmo modo.

Algumas considerações pertinentes enviadas pelo amigo Alexandre,
“Como sempre, apesar de haver excessões para cima ou para baixo, a mediunidade aflorando na época da puberdade. Há excessões no caso de bebês com mediunidade ostensiva, assim como gente após a época púbere desenvolvendo a mediunidade. No Almateca, na parte relativa a Percepção Extra-Sensorial, cito alguns casos de jovens desenvolvendo alguma mediunidade(ou antes sensibilidade) na época púbere:  http://www.almateca.tk/site/efeitosfisicos.html#pes nos casos estudados por Césare Lombroso, em Mediunidade e Hipnotismo”.

Sobre a utilização de remédios, quando alguns médiuns  acabam sendo diagnosticados como depressivos ou com outras patologias, recebendo medicações,  o amigo observou que “ De acordo com o tratamento a que o medium foi submetido devemos lembrar que se fez uso de remédios, é sabido que alguns remédios inibem o processo mediúnico/anímico ou mesmo facilitam. Se eu não me engano em algum livro André Luiz fala sobre isso. Waldo Vieira comenta um pouco sobre isso no seu livro "Projeções da Consciência", onde diz, nas páginas 114/115 :

"Muitos agentes catalíticos podem atuar na projeção do psicossoma, tanto drogas como fatores de outras origens, porém, não os recomendo e indico somente o mais poderoso e seguro: a vontade decidida do projetor"

Alexandre acrescentou outro dado: “Rupert Sheldrack, um dos cientistas da geração atual a pesquisar sobre Vida Após a Morte, tem um livro que talvez se enquadre nessas sensações percebidas pelo físico como dores, sensação de frio ou outras:A sensação de estar sendo observado".

Marina comentou que por sua experiência e observação alguns fenômenos mediúncos são manifestados com algumas sensações que o medium pode vir a experimentar, em seu caso observa a presença de tonturas quando se depara com sintonias mais baixas e sua atitude é de buscar elevar seu padrão vibratorio através de uma oração e mentalização em Jesus.

Para Ângelo o pentateuco (obras de Allan Kardec) podem oferecer completo entendimento sobre a mediunidade e demais questionamentos a cerca da doutrina.

"No final do Século XIX e início do Século XX, a grande discussão travada por alguns Espíritas da época e Materialistas se dava na tentativa de cada grupo querer reduzir todos os fenômenos 
a uma das classes acima citadas. Aqueles queriam a todo custo reduzir todos os  fenômenos à Mediunidade e os Materialistas, na tentativa de manter suas convicções sobre a extinção da Consciência após a morte, reduziam todos os fenômenos ao Animismo, que tentavam justificar baseados na ideia de Subconsciente/Inconsciente.Hoje, essas discussões não fazem mais sentido e qualquer estudioso sério do assunto sabe que Animismo e Espiritismo, juntos, explicam o conjunto dos fatos." - Alexandre.

Muitas outras experiências e perguntas podem ser levantadas, se desejar, aproveite este espaço e deixe seu comentário ou questionamento; a idéia do grupo foi a de transmitir informações sobre o tema, visando sua utilidade.

Informo os blogues mantidos pelos amigos debatedores, ou sugestões que nos deixaram de blogues, sites,  bibliografias  e textos:
Alexandre – http://www.almateca.tk

Ângelo – Federação Espírita Brasileira

http://www.youtube.com/watch?v=Oue1K0iLWYs ( programa transição com Divaldo Franco) Obs: vários videos.
http://www.youtube.com/watch?v=9hwsfO9lgH4 (depressão , ansiedades e fobias)
-Pentateuco Kardequiano
-Diretrizes de segurança : José Raul de Teixeira e Divaldo Franco
-Nos domínios da mediunidade ( André Luiz)
Missionários da Luz (André Luiz)


-O livro dos médiuns - Allan Kardec