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quarta-feira, 29 de maio de 2013

E o que não é Espiritismo? A Saber : Rituais, Magias, Pactos, Curanderismos não fazem parte da Doutrina


O imaginário faz parte do nosso mundo, nos acompanha desde tempos remotos e somente através de uma análise podemos desmistificar o que não compreendemos.

Sim, é preciso estudar, entender e refletir se quisermos participar de forma sadia nesta jornada, preconceitos não auxiliam em nada,ao contrário, são somente pontos de vista sem muito o que argumentar ou acrescentar.

O Espiritismo é colocado dentro deste contexto também,infelizmente, visto que se de um lado temos a ciência que descobre cada vez mais a ligação do homem com o espírito, do outro ainda há os que acreditam ser o Espiritismo uma realidade imponderada, então, sem qualquer análise, o contextualiza pelos preconceitos que carregam.

O intuito não é"levantar uma bandeira", mesmo porque isso o Espiritismo não faz, nem mesmo se apresenta como verdade absoluta pois acredita que a ciência ainda poderá ir além, a verdade se insere na observação não de superstições,mas de fatos concretos.

Difícil é falar sobre qualquer efeito espiritual sem discernimento algum, assim ainda temos céticos, que ignoram haver um Deus, mesmo que estejamos cercados de Suas obras, onde somos frutos indubitavelmente; fácil é seguir apenas, sem aquilo que Jesus pontuou na Bíblia - "ouvidos de escutar e olhos para ver".

Os fenômenos espirituais recebem este nome não por serem carregados de mistérios inexplicáveis, como algumas religiões desejariam; há outros fenômenos que nada têm de espiritual, como os físicos ou químicos por exemplo.Não deixam de ser fenômeno e são explicáveis.

O Espiritismo ainda não realiza qualquer ritual com animais, não interpreta sonhos como algumas revistas que acrescentam números para apostas, não pratica magia, não faz "macumba" ou "trabalhos de despacho", não devota a Satanás (mesmo porque este personagem não existe na doutrina), não estabelece qualquer tipo de pacto, não realiza curanderias, nem simpatias ou se encaixa na metafísica (embora o estudo seja próximo, assim como a física quântica que demonstra haver sim desde os universos paralelos até mesmo o processo de reencarnação pautadas na investigação científica).


A doutrina têm sim uma visão maior do chamado "céu", onde não estaremos repousando eternamente, mas sim, contribuindo para o bem e para a evolução até que chegue o momento de experimentarmos novas lições, assim a doutrina também tem muito cuidado com a palavra carma - pois o carma nada mais é do que uma lição benéfica pois se dá pela necessidade de evoluirmos ainda que seja através de problemas e dificuldades - assim Deus justo não estabelece carmas,mas sim experiências para nosso aperfeiçoamento individual.

Em relação ao "inferno", como já abordado no blog, também não existe uma área de penalizações eternas, situada no "subsolo" terrestre - mas parece mais "lógico" assim pensar, para alguns indivíduos. Havendo justiça, a base como as ações divinas se dão, fica um pouco difícil crer nisso por sí só; enfim, a doutrina entende que os erros, o materialismo e a necessidade de reajuste moral faz com que o desencarnado não esteja pronto para novas lições e contribuições como estão os que já conquistaram um certo entendimento de suas próprias obrigações como ser humano.

Assim é preciso rever, é preciso que suas energias (que são mantidas pelo perispírito) fluidicas se reajustem, é necessário observar as faltas cometidas e desejar a própria melhora conscientemente. Quer dizer então que se desejar evoluir já é o primeiro passo, então porque, sendo melhor, assim não procedem todos que desencarnam? Porque preferem estar próximos daqueles que amaram, insistindo na permanência da vida que já se esgotou; preferem continuar em processos de vingança aos que mal lhe fizeram; preferem atender aos vícios mantidos quando encarnados buscando a mesma satisfação que tinham ou por simples condição energética (sintonia). Para tanto, em todos os casos, o tempo opera nos reajustes, assim como as reencarnações.

A visão de um persona diabólico não existe, não há portanto o temido Satanás ou Diabo, há sim pessoas que realizam atrocidades, capazes de atos terríveis, que em nossos tempos são noticiados constantemente nas mídias televisivas e impressas - e impressionam tanto quanto o "Diabo" pelo mal que são capazes de realizar. Somos seres humanos, ainda que passíveis de atos escabrosos e permanecemos assim seja encarnados ou desencarnados - imagine então que estes, quando desencarnados, estarão aptos a exercer qualquer papel benéfico para si ou outrém? Não. Mas também não significa que estejam pactuados com uma entidade maléfica, mas com sua própria natureza e sintonia e vezes já que há sintonia, agrupados com outros seres desencarnados que muito se aproximam de seus ideais e pensamentos.Digo seres, seres humanos mesmo, que estando desencarnados recebem o nome de espírito, simplesmente isso, tudo mantêm-se na continuidade.

Onde então a mistificação? Onde operam então as chamadas "mágicas" do Espiritismo? Se somos seres humanos, continuaremos a ser havendo a continuidade,correto? Então onde está o Diabo na doutrina?
Está na mente humana, está na necessidade de projetar o mal como algo incontrolável, de construir um ambiente onde o fogo arde e os castigos imperam sem cessar para que nós não cometamos pecados.

A doutrina acredita que a reflexão e o entendimento, a boa conduta, o bom uso das palavras e livre arbítrio pautados na moral e no buscar desta moral nos distancia dos "pecados" que são na realidade erros, vezes hediondos, sim, mas erros que infringem as Leis Divinas. Para que se desfaçam os erros, eis que somos chamados a expiá-los. Sem entendimento os erros viram pecados, os pecados viram destinação para um céu ou inferno e estes viram a busca que permeia nossos atos, visto que desejamos "ir para um bom lugar", ainda mais quando são abordados como eternos e sem qualquer oportunidade de "transferência" de um para o outro. Terrível mesmo! Mas não...a doutrina não entende a morte neste prisma. Existe a evolução em tudo e para todos, por mais que demore em alguns casos, pois se justas as Leis nada tem de cruel; se perfeita nada tem de imutável; se sábia nada tem inaproveitável, assim somos parte destas Leis, que, por incluir o livre arbítrio nos permite escolher sempre, e, sim, haverá somada aqui a Lei de Causa e Efeito sem dúvida para cada escolha.

Se o Espiritismo assim pensa e realiza suas atividades promovendo a reflexão e entendimento, convidando a quem desejar a compreensão do que nos cerca, como poderia a doutrina se atrelar a "macumba" ou "despachos"? Totalmente descabida a afirmação de que um resume o outro, somente possível aos que não conhecem absolutamente NADA do Espiritismo! Se lesse apenas um livro, se ouvisse apenas uma palestra perceberia a distância, pois não encontraria na doutrina nenhuma associação. Um fato, aliás, curioso é que participam da doutrina pessoas de várias fés, sejam católicos, judeus, budistas exatamente porque o espirito é analisado por estas como algo que transcende a carne, assim como cientistas, como sempre posto no blog, mesmo os céticos que uma hora ou outra se esbarram na continuidade, nos processos de cura, nos fenômenos que existem e anseiam por estudar e fornecer explicações científicas.

O Espiritismo aborda exatamente estas questões, como tudo se dá seja neste nosso plano como no outro plano, a ligação acontece através do médium, chamados de profetas noutros tempos. Nada há de feitiçaria, seja em relação aos médiuns, profetas bíblicos, Jesus; como negar um sem negar a todos? Como não colocar a todos no mesmo julgo sendo que apenas buscam o bem, o entendimento e uma análise coerente que deve acontecer no íntimo de cada um? Sim, há como sempre houve os que nada têm de moral e que nada querem além de guardar economias as custas do espiritual, e isso observamos em várias religiões, como já disse, ainda somos seres humanos, ainda devemos separar o joio do trigo e o correto do errado.

Sempre que estivermos abertos à compreensão, desejosos de entender questões como "quem somos, para onde vamos, o que devemos aprender aqui, qual meu papel, o que está por vir, questões que envolvem a si, entes queridos e existência, entre outras como mediunidade, curas, fenômenos o estudo se faz necessário - estude, reflita, veja o que lhe diz o seu íntimo, pense a partir de si mesmo, não ouso querer persuadir ninguém, mas como sempre, deixo uma reflexão e alguns esclarecimentos sobre a doutrina, necessárias, de como o Espiritismo aborda as várias questões que nos cercam.

Para tanto achei relevante lembrar também tudo aquilo que não faz parte da doutrina, poderia ter incluído outras considerações da doutrina Kardecista, como o Candomblé, Umbanda, Quimbanda por exemplo, mas deixarei para um outro post pois requer sejam bem discutidas as questões, para que não causem mais dúvidas.

Em relação as menções finais postadas (acima mencionadas)  apenas elucido que não integram o Espiritismo Kardecista e seria necessário discorrer de cada qual, tornando o post gigante, guardo para uma próxima oportunidade.