Avatar

quarta-feira, 29 de maio de 2013

O Conto do Pote Vazio e Sua Lição: Somos todos Úteis e Capazes



O Pote Vazio - contada por Divaldo Franco:
Um homem contratou um servo para diariamente completar os seus depósitos com água.O servo comprou dois potes, como é comum na Índia, amarrou-lhes cordas à boca e prendeu em uma haste resistente para carregar, sobre os ombros, os dois potes de água.

Diariamente, ele ia à fonte, enchia os potes, trazia-os, completando os depósitos e era feliz com seu amo e com seu trabalho.
Um dia, um pote rachou e, a partir daí, sempre a água que o pote rachado levava derramava pelo caminho, perdendo a metade pela rachadura.
Perdendo-se água, o carregador dava mais uma viagem, retornando à fonte outra vez.

Um dia, o pote rachado disse:
- Meu rapaz, eu quero lhe pedir um favor: jogue-me fora, substitua-me. Eu sou motivo de cansaço para você. Pela minha rachadura perde-se muita água, e você tem que dar outra viagem!
O carregador lhe respondeu:
- Mas eu não estou me queixando.
- Sim, mas eu estou. Você é tão gentil comigo, preservando-me. Quebre-me, eu já estou na hora de ser abandonado, estou imprestável.

O homem que o carregava propôs:
- Olhe aqui, venha ver, por favor.
Carregou-o com cuidado, subiu o aclive e explicou-lhe
- Veja a distância daqui até a casa do amo. Note este lado como está verde, como está cheio de flores e note o outro, como está árido.


O pote olhou e confirmou:
- De fato, que se passa?
Ele esclareceu:
- Pois é, quando eu percebi que você ia derramar água, comecei a pensar que, você poderia ser-me útil. Então, eu semeei flores, atirei sementes, pólen e, diariamente, você se encarregava de molhá-los, poupando-me esse trabalho. As sementes germinaram, e aí está, deste lado eu tenho um jardim e sem nenhum trabalho; você o molha para mim todo dia.
- Mas que maravilha! Mas eu sou um transtorno na sua vida, porque o seu amo percebe o seu cansaço que resulta das duas viagens.

Ele concluiu:
- Mas meu amo gosta de mim, porque diariamente, quando eu lhe preparo o café, venho a este lado do jardim, tiro algumas flores que você umedece e coloco-as no jarro, embelezando a mesa onde meu amo alimenta-se. E ele, diante da mesa florida, fica muito feliz. Daí você me é de uma utilidade incomparável.
O pote rachado calou-se e o servo continuou conduzindo-o.


Esta estória contada por Divaldo Franco nos traz uma lição sobre nossas imperfeições assim como nos mostra que somos úteis mesmo nas ações que parecem tão pequenas, mas movidas ao bem e amparo.

"O milagre da vida chama-se amor." Joanna de Ângelis

Todos somos capazes e úteis, analisemos, quando Jesus  afirmou em sua parábola,: “O Reino de Deus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem tomou e semeou em seu campo. Na verdade, ele é a menor de todas as sementes, mas, depois de crescido, é maior que todos os legumes e torna-se uma árvore, de sorte que as aves do céu vêm habitar seus ramos”. (Mateus, 8, 31-32; Marcos, 4, 30-32; Lucas, 13, 18-19.)
Uma vez lançada ao solo, a semente tende a crescer. Na parábola do semeador, a semente cresce em função da qualidade do terreno. E, mesmo em terra boa, cada semente cresce de acordo com a sua potência: umas crescem rápido; outras demoram um pouco mais. O mesmo se pode falar do solo do espírito. A transformação acontece num evoluir, se Deus não quisesse nossa evolução não nos permitiria talentos,dons e possibilidades de crescimento.

“Todos nos achamos convocados a entregar a nossa cooperação pelo bem geral.Acontece, no entanto, que na criatura humana, o discernimento conquistado cria o problema da livre aceitação do dever de servir.

Todos nos reconhecemos indicados para oferecer o melhor de nós para que apareça o melhor dos outros em auxílio de todos.

Desfrutando, porém, do atributo divino de contribuir conscientemente na Criação Universal e não constando a violência da Obra de Deus, o homem, muitas vezes, quando se vê compelido pelas forças da vida a fazer o melhor de si a benefício do progresso comum, oferece ingredientes negativos à engrenagem do destino, que ele próprio se incumbe de suprimir depois do erro cometido, despendendo tempo e força para reajustar o que ele mesmo desequilibrou.

Consideremos a nossa parcela de trabalho na economia da existência.
Importa observar, entretanto, que qualidade de observação doamos de nós e o modo pelo qual entregamos a quota de serviço ao mundo, junta às pessoas e ocorrências que nos cercam, porque embora sejamos livres no espírito e responsáveis na ação, todos, na essência, somos canais vivos de Deus”. 
Autor: Emmanuel - Psicografia de Chico Xavier. Livro: Encontro de Paz

Somos constantemente convidados a nos melhorarmos e a atuarmos de acordo com nossas possibilidades, além de nós mesmos.Existem portanto inúmeras possibilidades de sermos úteis, para o Espiritismo a caridade é grande campo a ser explorado, à serviço do próximo.

Avaliemos nossa parte, nossas ações, ainda que pequenas, poderão favorecer e amparar se assim desejarmos. O mesmo acontece com as tribulações que enfrentamos, observe-as como um convite que poderá auxiliar mais adiante pois nos transformam internamente.

No Sermão da Montanha, do Evangelho de São Mateus temos tudo aquilo que é colocado como bem aventurado, se bem vivido, bem experimentando, o resultado final desse processo é a bem aventurança.

A proposta que Jesus passa para a nossa vida é a de chegar a bem aventurança por um processo de compreensão.

A reflexão das dores e do sofrimento, dos obstáculos e das dificuldades
encerram sempre uma lição. Muitos passam a buscar a reforma íntima quando 
enfrentam grandes desafios,assim como a compreensão de Deus e do 
espiritual.A transformação permite percepção.
  
O grão de mostarda serviu duas vezes para as comparações de Jesus: uma vez comparou-o ao Reino dos Céus; outra, à fé. O grão de mostarda se transforma em árvore; dá, depois, muitas sementes e muitas árvores e até suas folhas servem de alimento. Mas é necessária a fertilidade da terra, para que trabalhe a germinação, haja transformação, crescimento e frutificação do que foi semente; e é necessário, a seu turno, o trabalho da semente e da planta no aproveitamento desse elemento que lhe foi dado.      
   
Assim acontece com o Reino dos Céus na alma humana; sem o trabalho dessa "semente"; sem o concurso da boa vontade, que é a maior fertilidade que podemos proporcionar; sem o esforço da pesquisa, do estudo, não pode aumentar e engradecer-se em nós.

Façamos nossa boa parte, no terreno do possível, em nossos lares, em nossos pensamentos, onde trabalhamos; sejamos o bem que buscamos. As dificuldades continuarão a existir, os problemas ainda farão parte, mas veja-os como um meio de melhoramento íntimo; Deus nos encarrega do que podemos suportar sempre e nunca nos desampara, espera no entanto nossa ação para conosco e para com nossos irmãos.

Nada é vazio ou sem propósito, até nossas falhas servirão como lições, agora ou no porvir. Podemos servir, tanto o é que Deus deposita em nós inúmeras capacidades!