Avatar

terça-feira, 21 de maio de 2013

Associação Médico-Espírita (AME) e Alguns Estudos Realizados


O post de hoje, solicitado por email pelo amigo Sérgio, apresenta um pouco mais sobre pesquisas e estudos médicos associados ao espiritismo, também aprecio muito a questão, sendo um tema recorrente no blog (vide marcações "ciência" e "estudo").

Muitos estudos estão sendo feitos, com maior destaque em Portugal e Estados Unidos, seguidos por Brasil , Inglaterra e Itália - em termos numéricos. Embora agora esteja mais em pauta, relembro que as pesquisas sempre existiram.

Como o amigo solicitou um vasto material, encaminhei uma listagem por email, mas deixo algumas fontes aqui para quem também desejar acompanhar o que tem sido discutido ao longo dos anos, por médicos de diferentes especialidades, em diferentes épocas.

O material foi extraído da amebrasil.org, existem outros meios de estudo complementar, convido a navegar pelo blog. Algumas AMEs possuem pesquisas científicas em andamento, e outras já concluídas, devidamente publicadas em revistas indexadas no Brasil e no exterior . 

Hoje, mais de dois terços das universidades norte-americanas têm a disciplina de Medicina e Espiritualidade, quer como matéria opcional, quer como parte integrante de sua grade curricular. Em nosso país, iniciou-se, desde 2004, o primeiro curso opcional de Medicina e Espiritualidade, na Universidade Federal do Ceará, sob a direção da ilustre prof. Dra. Eliane Oliveira. E, desde então, vários outros cursos foram fundados, no Brasil, sob a orientação das AMEs. 

Vale lembrar o da Universidade Monteiro Lobato, em Porto Alegre, o da Faculdade Federal de Medicina de Uberaba, o da Universidade de Taubaté (Unitau), de Taubaté (SP), o das Universidades de Minas Gerais e do Espírito Santo, o da Universidade Santa Cecília, em Santos.



PRÁTICA CLÍNICA
( Revista de Psiquiatria Clínica - VOLUME 34 • SUPLEMENTO 1 • 2007http://www.hcnet.usp.br/ipq/revista/)
Núcleo de estudos de problemas espirituais e religiosos (Neper)
(Revista de Psiquiatria Clínica VOl. 27, n.2,  Março/Abril de 2000 - Alexander Moreira de Almeida / Hyong Jin Cho / Jorge W. F. Amaro / Francisco Lotufo Neto)
Ciências médicas abrem espaço para inclusão da espiritualidade
(COM CIÊNCIA, Revista eletrônica de jornalismo científico da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência)
A Construção da Espiritualidade na Medicina
(Dra. Marlene Rossi Severino Nobre)
Espiritualidade Baseada em Evidências
(Revista Acta Fisiátrica - Dr. marcelo Saad / Dr. Danilo Masiero / Dra. Linamara Rizzo Battistella)
Relação entre bem-estar espiritual e transtornos psiquiátricos
menores: estudo transversal 

(Rev. Saúde Pública - Dra. Sandra Maria Alexandre Volcan / Dr. Paulo Luis Rosa Sousa / Dr. Jair de Jesus Mari / Bernardo Lessa Horta)
Estresse e Espiritualidade
(Dra. Marlene Rossi Severino Nobre)


NEUROCIÊNCIAS
Diretrizes metodológicas para investigar estados alterados de consciência
(Revista de Psiquiatria Clínica - Dr. Alexander Moreira de Almeida / Dr. Francisco Lotufo Neto)
A mediunidade vista por alguns pioneiros da área mental
(Revista de Psiquiatria Clínica - Dr. Alexander Moreira de Almeida / Dr. Francisco Lotufo Neto)
Melatonina e doenças neurológicas
(Dr. Mario F. P. Peres)
Corpo mental, uma expressão clínica da mente
(Dr. Revista de Ciências Médicas de Campinas - Nubor Orlando Facure)

Para finalizar, posto esta relevante entrevista feita pela Folha Espírita com o 
Professor titular da cadeira de Fisiologia da Universidade Santa Cecília, de Santos (SP), Dr.Décio Iandoli Júnior, datada de 2005 (os estudos têm sequência nos dias de hoje, também numerosos, alguns abordados no blog).

FE - As pesquisas focadas no paradigma espiritualista vêm crescendo?
Décio Iandoli Júnior - 
Vem crescendo muito. O Medline, que é o maior banco de dados de 
pesquisas da área da Saúde, aumentou seu acervo em quatro vezes nos últimos cinco anos, 
enquanto as pesquisas que desenvolvem temas espiritualistas cresceram 20 vezes.
FE - O que isso significa? Há um novo conceito no meio acadêmico?
Iandoli - Acredito que sim, apesar da natural resistência que sempre ocorre na mudança de 
um paradigma. Nesse caso, a resistência é ainda maior porque se pleiteia a mudança 
para o paradigma espiritualista, com todas as implicações religiosas nela envolvidas. 
Mas as evidências e os indícios científicos existentes são muito grandes e já obrigam as 
universidades a discutirem e estudarem o tema. Com o tempo, mesmo de forma lenta 
e truncada, este novo conceito acabará sendo introduzido no meio acadêmico.
FE - A reencarnação está atrelada a estas pesquisas?
Iandoli - Eu diria que o estabelecimento do paradigma espiritualista, dentro das Ciências 
Biológicas, se dará através da constatação da reencarnação como lei biológica, coisa que 
só não se estabeleceu ainda por puro preconceito existente entre os cientistas.
FE - O que muda na prática com o conceito da reencarnação?
Iandoli - Talvez seja melhor dizer o que não muda, pois é uma grande revolução científica 
e moral. Creio, no entanto, que as mudanças mais significativas ficarão a cargo do 
conceito de vida e, consequentemente, de morte, estabelecendo normas éticas mais claras e 
seguras em relação aos grandes avanços da genética.
FE - A idéia da reencarnação como lei biológica abre novos caminhos? Quais?
Iandoli - Muitos caminhos vão se abrir para a pesquisa e o desenvolvimento humano. 
O mais imediato deles deve ser a abertura, para o estudo e a compreensão do perispírito e de 
seus mecanismos de atuação sobre a matéria física, trazendo novas possibilidades terapêuticas
 e descortinando novas tecnologias para a “fabricação de órgãos” em laboratório, a partir de 
uma célula do próprio paciente e sem a necessidade de clonagem.
FE - Pesquisas com células-tronco e avanços da Medicina Fetal trarão mudanças? Quais?
Iandoli - Acredito, cada vez mais, que o conhecimento profundo da fisiologia das 
células-tronco adultas, somado ao conhecimento do perispírito como Modelo 
Organizador Biológico, vão revolucionar a Medicina, permitindo terapêuticas de reconstrução 
tecidual e transplantes autólogos com excelentes resultados. Quanto à Medicina Fetal, 
que hoje é muito mais competente no diagnóstico do que na terapêutica, deverá se 
beneficiar muito com as intervenções genéticas e perispiríticas, além do desenvolvimento 
de técnicas de cirurgia 
intra-uterina, que já estão em curso.
FE - Quais os perigos que rondam a Medicina, agora e no futuro no campo moral e bioético?
Iandoli - Creio que são os mesmos que nos têm assombrado desde o início dos tempos: o 
desrespeito à vida. Com o estabelecimento seguro do conceito de vida, o entendimento da 
lei da reencarnação e suas consequências, a Medicina e a Bioética poderão ser conduzidas de 
maneira segura para o nosso inevitável futuro de evolução.
FE - A ciência porá fim aos dogmas? Por quê?
Iandoli - A ciência, em sua essência e princípio, não pode aceitar os dogmas. Ela é 
aberta, curiosa e não se conforma com respostas prontas e imutáveis que não permitem 
uma explicação racional que possa ser confirmada. Assim, eu diria que o fim da ciência, 
em si mesma, é gerar conhecimento e extinguir os dogmas e preconceitos.