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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Devemos Matar o Ego: mais um Guia Descabido e Prático para a Evolução


Vamos falar um pouco sobre uma teoria que vem sendo publicada sobre "matar o ego" para evoluir; em primeiro lugar, falemos um pouco sobre o ego e sua importância:


 A existência do ego é fundamental ao espírito, visto que sua manifestação direta no mundo sem esse intermédio tornar-se-ia impossível dada a natureza de sua essência.

Segundo Jung, o ego é o sujeito da consciência e surge constituído de disposições herdadas e de impressões adquiridas inconscientemente. Jung também considerava o ego um complexo. Creio também que o ego, por representar o self, também traz um modelo dele oriundo.

É a consciência emprestada ao mundo pelo espírito, dando-lhe a feição material. Torna-se sua manifestação de identidade ao se apresentar ao mundo.
Mesmo durante o sono, nos estados de coma, na idade infantil, ele está presente, ainda que temporariamente inibido. No sono, face ao entorpecimento do corpo, ele se encontra mais livre dos condicionamentos da matéria carnal. Nos estados de coma, bem como no período de preparação reencarnatória permanece vigilante em face da possibilidade de deixar ou entrar no corpo. Na criança, logo após o nascimento, inicia-se nova fase de agregação de valores, emoções, conhecimentos e experiências para a estruturação de um novo ego. 

Por que, então, ouvimos tanto que devemos “destruir o ego”? O ego não é o mal em si mesmo, o problema é perma­necer centrado no ego. Precisamos nos libertar das atitudes egoístas e egocêntricas que ainda predominam na natureza humana, estas sim, responsáveis por inúmeros conflitos e problemas pessoais, sociais e morais. Enquanto estivermos sob este domínio encontrar-nos-emos presos às paixões, o que nos manterá na condição de infância psicológica, retardando o desenvolvimento das infinitas capacidades que jazem em nosso Ser. 

Como recorda Joanna de Ângelis: “Característica iniludível de imaturidade psicológica, do indivíduo, é a sua preocupação em projetar o próprio ego. Atormentado pela ausência de valores pessoais, quão inseguro no comportamento, apega-se às atitudes afligentes da autopromoção, passando a viver em contínua inquietação, porque sempre insatisfeito.”

Creio que a busca pela evolução consiste em nos conhecermos primeiro, aprimorando o que nos compete aprimorar, realizando o que nos é possível realizar e para tanto devemos analisar de perto tantas questões que nos chegam como verdadeiras; qual o fundamento de propostas como esta de matar o ego entre outras tantas?

Me parece amigos mais uma saída incalculada, o que evidencia a busca através do menor esforço: quer evoluir? Mate seu ego! Quer se tornar melhor? Coiba as ações do seu ego! Pesquisemos antes a importância do ego, como somos, como podemos nos tornar melhores, mantendo bons atos e pensamentos, cultivando o estudo como meio de compreendermos as causas e efeitos que se desenrolam diante de nós.

Não precisamos de atitudes drásticas, nem de rituais libertadores, nem de rótulos como "crianças índigo ou cristal" (consta no blog um post sobre esta idéia de "crianças especiais" para quem desejar ler), precisamos refletir antes de aceitar, e, a reflexão também faz parte da evolução, se não for a primeira.

A noção do que é certo e do que é errado, do bem e do mal existe em todos nós, a consciência sempre nos alerta para aquilo que devemos fazer diante das circunstâncias, ninguém nasce sem este amparo divino.
Abraços de Luz!