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segunda-feira, 29 de abril de 2013

VÍCIOS E VIRTUDES





Os vícios podem ser de natureza moral ou de natureza física (ou psicossomática), em que todo comportamento ou atitude repetida, se torna automática e vira um hábito.

Dentre os de natureza moral destaca-se o EGOÍSMO; dele derivam todos os demais vícios, como o Orgulho, a Vaidade, a Inveja, o Ciúme, a Avareza, a Vingança, a Maledicência, a Intolerância, a Impaciência, Cupidez, Apego ao Poder, Ociosidade, Negligência e todas as suas derivações: a Mentira, a Indolência, a Preguiça etc.

Nos de natureza física ou psicossomática, encontramos as de dependência: o Tabagismo, o Alcoolismo, a Toxicomania, a Gastrolatria (Gula ou Glutonaria), a Sexolatria, a Jogatina e de desvio de comportamento, como a Cleptomania, a Hipocondria, Transtornos Obsessivos, entre outros.

Entre os efeitos já conhecidos, temos a dificuldade nas relações familiares e as de relações sociais em geral, a degradação psíquica e moral, angústias, ansiedades, apreensões e um vasto quadro de doenças que se originam dos vícios.

Além dos efeitos mencionados há os de efeito espiritual, vindo a comprometer, substancialmente, o equilíbrio e a própria saúde do corpo perispiritual.

Ao pensarmos que o perispírito grava as tendências do vício, promovido pelo hábito, ao desencarnar, este mesmo espírito ainda conservará suas tendências e padrões vibracionais.

Assim encontramos os quadros obsessivos que atuam tanto nos encarnados quanto nos desencarnados, a necessidade do vício se mantem – aqui explica-se  o porque que dos relatos de viciados em escutar sugestões, em sentirem-se acompanhados ou induzidos.

O quadro obsessivo acontece pela necessidade de usufruir dos fluidos gerados pelo vício, sendo possível ao desencarnado ter a sensação de saciedade junto aquele que encarnado se encontra dominado pelo álcool, cigarro, drogas e remédios

O desencarne não finda as necessidades, sejam elas quais forem, o que permite o desapego é a mudança do padrão vibracional, bons pensamentos, busca pelo equilíbrio e da fé.

O mesmo se afirma em relação ao encarnado, a mudança dos hábitos, da vibração, da persistência e fé auxiliam no reajuste de suas faculdades físicas,mentais e espirituais – de certo que o acompanhamento médico se faz absolutamente necessário, econtrando apoio em terapias, passes e tratamentos espirituais, grupos de apoio.

O processo da dor é salutar, ela permite a busca pela mudança.

Na outra ponte as virtudes são também escolhas; o livre arbítrio permite mudanças físicas, morais e espirituais, sensação de alegria ainda que com problemas do cotidiano, fé, sensação de paz e equilíbrio interno.

Campos vibracionais são modificados, sintonias favoráveis são estabelecidas; o bem é acessível a todos, ainda que os vícios sejam de difícil lide existe a possibilidade de cura pela determinação, pela vontade, pelo livre arbítrio, pela paz que se busca encontrar, pelo apoio de amigos e familiares.


Na Doutrina Espírita, o espírito é o ser principal e utiliza-se do corpo físico em múltiplas existências corpóreas (em cada existência utiliza um novo corpo, especialmente para as finalidades daquela existência),e, através do corpo, nas diferentes experiências vividas na Terra, é que o espírito aprimora-se.

De princípio, muito primitivo, vai caminhando e libertando-se da ignorância para alcançar conquistas intelectuais, paralelamente às conquistas morais.

Essas conquistas morais é que lhe determinam as virtudes, que substituem os vícios e defeitos, adquiridos também nas mesmas experiências.


Portanto, em questão de vícios e virtudes, os arquivos estão no espírito, que imprime no corpo suas tendências, manias, comportamento, conduta e direcionamento de suas ações, uma vez que o corpo é instrumento do espírito.


Para o Espírito Emmanuel a virtude é sempre sublime e imorredoura aquisição do Espírito nas estradas da vida, incorporada eternamente aos seus valores, conquistados pelo trabalho no esforço próprio. (Pergunta 253 de O Consolador)
Virtudes são todos os hábitos constantes que levam o homem para o bem, quer como indivíduo, quer como espécie, quer pessoalmente, quer coletivamente.