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sábado, 13 de abril de 2013

PITAGORAS, SÓCRATES, PLATÃO E A EXISTÊNCIA



Embora o Espiritismo não se baseie nos estudo dos filósofos ou filosóficos, é relevante o conhecimento dos grandes pensadores em questões muito próximas as do Espiritismo; com caráter analítico, podemos observar os pensamentos e estudos da Antiguidade no tocante a reencarnação, espírito (alma) e Deus.

Os preceitos do Espiritismo estão fundamentados pela codificação de Allan Kardec que nos revela variadas questões acerca do espírito (encarnado/desencarnado), descorre sobre valores morais, apresenta Leis( do progresso, da justiça, entre outras), nos apresenta a mediunidade, nos conscientiza sobre como ocorre a reencarnação, entre outros ensinamentos que já conhecemos (alguns postados no blog, se desejar pesquisar utilize os marcadores).

Assim, o post não é sobre o espiritismo, mas sobre questões espirituais; invariavelmente notamos que a ciência desde a Antiguidade têm uma ótica, uma ligação com o que se crê no espiritismo(que surgiu muito depois)  - o da continuidade; pois ao questionarem sobre a continuidade, sobre a justiça divina e sobre o papel do homem acabaram por muitas vezes entendendo que a reencarnação é lógica, que o homem e a natureza são obra de uma força maior e que esta força maior não nos destinaria a uma única existência(pois é fonte de pouco aprendizado). 

O processo da consciência os fez ver e questionar ainda sobre o que realmente deve ter valor para o homem, daí encontramos a preocupação com a moral, paz, amor, fé... Nem todos os pensadores concluiram da mesma forma; mas o que ressalto no post, é que a questão da existência, pela ótica da filosofia e pela ótica da ciência indubitavelmente se deparam com os desígnios de Deus. 

Para análise seguem pensamentos de Pitagoras, Platão e Sócrates , outros poderiam somar a lista, incluindo os que assim não pensavam, mas busquei postar estes, de grande expressão até os dias de hoje:



Em580-500A.C., nasceu em Samos o filósofo e matemático Pitágoras (sim, o mesmo da hipotenusa), considerado o pai de todos os pensadores da Antiguidade onde passou a ter conhecimento da reencarnação e comunicação com espíritos.

Aprofundou seus estudos sobre o espírito e concebeu a ideia de que Deus criou o mundo utilizando a matemática, razão de Sua perfeição; sendo este o mesmo pensamento de outro grande filósofo, Platão.

Seu pensamento influenciou o Judaismo e a Cabala, por consequência, a Bíblia.

Ainda temos Sócrates, outro grande pensador, que ensinava o processo da reencarnação através da chamada maiêutica - através de perguntas cujas respostas os aprendizes deviam refletir e buscar em seu íntimo.

Para Sócrates a ordem cósmica  é obra de um Espírito inteligente e não do acaso; em relação a alma, entendia que ela participa da natureza divina e é dada por Deus ao homem; a vida não depende do corpo, depende da alma.

Através da união da alma ao corpo, a alma se macula, e só reconquista sua pureza pela libertação do corpo.

Para Platão o homem é a união da alma e do corpo. A alma é a essência do corpo, e tem a natureza das idéias. Alma é o princípio do movimento e da vida, portanto imortal.
Classifica-a em:
Alma racional – alma-cabeça;
Alma passional – alma-peito;
Alma apetitiva – alma-ventre.


Para Platão, se a alma, quando penetra o corpo, não busca manter sua pureza, quando morre o corpo, não retornará ao mundo das idéias, mas estará sujeita à transmigração para outro corpo.


Os conceitos da Antiguidade apresentados demonstram que a ciência sempre buscou explicações para Deus, Alma e Vida, através de estudos filosóficos e/ou matemáticos instruiam seus aprendizes à reflexão, devendo esta ser íntima, um processo individual. 



O Espiritismo também afirma que a reforma íntima é o meio para nossa própria evolução.

Nossa evolução é necessária e independe da fé que professamos (se católica, espírita, judaica...) pois em todas as religiões encontramos o mesmo chamado; uns crendo de um modo, outros sob outra ótica, porém voltadas à um mesmo Deus.

Como o espiritismo mesmo crê, não existe religião certa ou errada, mas diferentes graus de entendimento, onde colhemos conforme nossas obras; sendo que para o Espiritismo  existe uma continuidade, sem que laços de amor se desfaçam, onde todos podemos evoluir, onde o que hoje é lição difícil amanhã será benção - pois aprendemos sempre e, toda lição, tem seu proveito espiritual.

Acredito que se todos acreditassem na vida após a morte (independente da religião), ou seja, que o que se iniciou aqui não termina com a própria existência, refletiria melhor sobre seu papel diante de suas próprias escolhas - crendo na consequência dos atos praticados, crendo haver uma ligação entre o que se colhe com o que se planta, crendo que é possível evoluir e continuar o homem talvez repensasse suas escolhas.

Infelizmente no mundo das aparências, distante dos questionamentos, a maioria crê que o sistema que impera é o da vantagem, do aqui e agora, do ganhar a qualquer custo, da falta de justiça e da certeza da impunidade; resultando num cenário superficial para a própria existência.

Talvez seja exatamente essa a idéia que os grandes filósofos queriam nos passar, o da continuidade, do chamado, de que tudo é criação divina e opera segundo uma ordem que cabe o nosso aprendizado através de várias existências - pois não poderíamos aprender, sendo nós dotados de tantas deficiências tudo em uma única jornada.