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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Rumo às Estrelas - Herbert Dennis Bradley - Verdade: A arma dos deuses

Olá amigos, tudo bem ? Iniciamos, hoje, uma série de postagens que tem o intuito de reproduzir o livro Rumo às Estrelas de Dennis Bradley. Tal obra é um relato forte da experiência de um ex-materialista e sua descoberta da realidade espiritual. Começaremos com uma pequena biografia do autor e em seguida passamos para a introdução do livro. Um grande abraço a todos.

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"Eu não creio, eu sei!" - Herbet Dennis Bradley
H.Dennis Bradley nasceu no dia 30 de janeiro 1846 em Clapham na Inglaterra. Foi filho de Charles Bradley, um evangélico pregador, e Emma Linton. Bradley foi educado no Cheltenham College e Marlborough College e, Em 1865 entrou no University College, Oxford. Durante sua vida, foi um dos mais respeitados filósofos sobre as ilhas britânicas e a Ele foram concedidos honorários graus muitas vezes. Ele foi o primeiro filósofo britânico que recebeu o Diploma da Ordem do Mérito.

Era famoso pela sua não-pluralista abordagem à filosofia. Em suas perspectivas viu um monístico de unidade, transcendendo divisões entre lógica, metafísica e ética. 

Bradley fez um minucioso relato da mediunidade de voz direta de George Valiantine, o conhecido médium americano.Conseguiu vozes no seu próprio Grupo Doméstico, sem médiuns profissionais. É impossível exagerar os serviços que o trabalho dedicado e de auto-sacrifício de Mr. Bradley prestou à ciência psíquica.  [Autores Espíritas Clássicos - Dennis Bradley]

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Ergue-se a cortina para o prólogo de um drama mental. Ação muito pouca, com as principais figuras permanecendo invisíveis. No palco, nenhuma decoração que atraia os olhos, nem o tema da peça exige movimento físico. Mas a cada cena desdobrada, novos campos de conhecimentos se abrem, que arrastam o investigador para novos rumos do pensamento. O cenário está limpo. Mefistófeles, disfarçado em materialismo, foi varrido para o monte de lixo. Seus miasmas foram recalçados para as regiões mais baixas do pensamento. 

Os arranjos de invenção foram desprezados, a Verdade faz sua entrada em cena com a maior simplicidade e de todo despida de ornamentos. Nada que lembre o carnaval da vida. Trata-se da maravilhosa realidade: a exploração dos mais ocultos recessos de uma colossal verdade. Embora sejam as cenas que vão transcorrer mais espantosas que quaisquer outras ainda imaginadas, nem a ilusão, nem a imaginação tomaram parte nelas. 

As palavras que os personagens invisíveis vão dizer não brotaram de mim. Também não é minha a filosofia que essas palavras encerram. Por isso, para ressalva do meu eu, não assumo nenhuma responsabilidade pelo que for dito, e como não quero impô-lo também não desejo que o desnaturem. Não exijo que aceitem minhas observações. Minhas são; só minhas; produtos da minha personalidade - e a minha personalidade, seja ela uma herança ou uma criação individual, é tudo quanto possuo.

No incompreensível plano da vida é insignificante à parte de cada pessoa. Tudo que podemos fazer não vai além de sintonizar-nos de modo a sermos sensíveis às mais delicadas vibrações da emoção. Minha filosofia não é a de um asceta a viver na solidão dos seus sonhos, sim a da marionete no remoinho de uma grande metrópole, que subitamente vê abrir-se diante de si um imenso abismo; daí o salto que dá no Desconhecido. Só na amplidão do pensamento a magnificência da realidade pode ser concebida. Materialismo é morte. Todas as coisas palpáveis e que imaginamos reais são transitórias e perecíveis. Tudo que é material não vive. 

O frágil, embora devastador, materialismo ameaça a nossa civilização. Mostra-nos a humanidade como um ajuntamento de loucos. É sanguissedento em todos os sentidos. Com os seus instintos de animalidade inferior, antagonista do progresso mental. Só a força das altas inteligências que o contrabatem evitará que esse rebanho de loucos - fidalgos e campônios - se destruam a si próprio. 

A onipotência está no espírito, não na matéria - temos que aceitar isto. Muitos considerarão loucura esta filosofia, e minhas idéias serão apresentadas pelos materialistas como argumentos favoráveis as suas teses, filhas de uma imbecilidade fatal. As etapas pelas quais tem que passar o gênero humano são fatais - decorrem do desígnio de poderes superiores. A cada homem é dado o poder de afeiçoar o seu próprio destino. Eis a democracia estabelecida pelos deuses. Mas quando um descalabro material ameaça a existência do homem, sobrevém a intervenção. 

O grande plano do universo não poderia nunca ser baseado numa mentira ou numa ilusão. Quem olha para as estrelas compreende a insignificância da terra. Se pudéssemos nos deslocar para além da zona em que atua a força da gravitação do nosso planeta, então alcançaríamos a esfera do pensamento. Nos instantes de solilóquio a ação do drama se suspende, mas o drama continua em repouso sobre a pétrea solidez da verdade. Verdade - a arma dos deuses. Para lhe compreendermos a força, temos de lhe analisar as qualidades. A verdade é a única trilha para o conhecimento ou descoberta da beleza eterna.

É devastadora a verdade porque arranca da face do mundo a hipocrisia dos séculos. É a única arma que destrói de um golpe os dogmas do evangelho do medo, criado para a escravização das criaturas; que desmascara a burla das leis feitas para a opressão; que denuncia as mentiras da referência tradicional, inventadas para retardar o progresso; e que destrói os mitos religiosos, impostos pelas castas, a fim de proteger seus credos.

Verdade - arma suprema que ousa combater os carunchosos ideais do passado. Vede a Europa: um deserto em que o mais rígido materialismo figura de deus supremo. Como oferendas, recebe sacrifícios de sangue e os tesouros da arte e da ciência. A bárbara dança da guerra perpetua-se diante dos seus olhos. 

Esse deus carnívoro devora a alma do homem. É ele, na verdade, um meio para alcançar um fim, mas esse fim é morte, porque o materialismo vale pelo beco sem saída da vida; é uma ilusão, porque seus frutos apodrecem antes de colhidos. 

O mundo, em geral, aceita ou deseja a verdade? A grande maioria considera a verdade uma crueza ou uma extravagância? Pode qualquer dos governos existentes revelar aos tristes e mal conduzidos governados quais os seus verdadeiros desígnios? Não são todas as formas de governo baseadas no dogma do medo, falsa doutrina que está levando todos os países à bancarrota?

O intelecto se tornou suspicaz, porque só vê a verdade como mentira pragmática, ajeitada para manter as maiorias sob o entorpecente da estupidez. E tanto assim, que quando uma grande Verdade é descoberta recebem-na com ceticismo, e muitos anos se passam antes que ao rebanho seja permitido entrar-lhe no conhecimento. E se essa Verdade, embora tenha a seu favor todas as provas, se apresenta em condições de perturbar o equilíbrio das forças sociais, religiosas e políticas, todos os esforços são empregados para deturpá-la ou suprimi-la.

Este livro contém em si a Verdade. Logo depois de entrado no drama mental que ele descreve, minha filosofia me arrasta a não esconder o asco que sinto pelos dirigentes da terra e seus estúpidos dirigidos.

Minhas palavras eu as lanço à gente viril da nova geração. Tenho repugnância à decadência dos espíritos gastos. Para estes, só o chicote do meu desprezo. Trago uma nova luz para as inteligências livres. Uma nova revelação. Uma grande Verdade. A Verdade - eis a arma dos deuses.