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domingo, 21 de junho de 2015

Gilberto Arruda: Um Relato Compartilhado, por Wagner Assis - diretor e roteirista do Filme Nosso Lar

Boa tarde amigos, hoje compartilhamos um relato público de despedida escrito por Wagner de Assis, diretor e roteirista do Filme Nosso Lar, dedicado ao médium recém desencarnado Gilberto Arruda.
Os detalhes servem para nossa reflexão, esperamos que gostem como nós da possibilidade de conhecer um pouco mais sobre o brilhante trabalho do médium e seus orientadores espirituais.
Ao final da publicação deixamos dois links de posts sobre Peixotinho e fenômeno mediúnico como interação para estudos.
As materializações,embora raras mostram claramente a conexão entre os planos, de forma indubitável e feliz.


Luz e paz a todos, ótimo domingo e início de semana.
Relato:
"Um dia, durante as filmagens do Nosso Lar, recebemos a visita do Gilberto Arruda no set de filmagens. Ele pouco saía do Lar de Frei Luiz por conta dos compromissos quase diários no tratamento das pessoas, mas naquele, em especial, um dos produtores, Luiz Augusto de Queiroz, levou o Gil lá.

Eu o recebi com a alegria de quem estava sendo privilegiado por vê-lo fora do Lar. Já o conhecia há alguns anos, há tinha sido tratado por ele, já tinha visto espíritos de diversos brilhos e matizes se materializarem através de seu ectoplasma para fazer o bem àqueles que sofriam.
Vi operações diversas, células troncos espirituais sendo implantadas, isolamento de tumores, retirada de nódulos, limpeza de miasmas, a lista é longa.
Vi luzes, imagens, seres amorosos. Senti perfumes, remédios, coisas aparecerem "do nada" para ajudar as pessoas. Vi também ele passar por riscos grandes, quando espíritos que não aceitam a bondade tentavam sufocá-lo ou coisas parecidas - mas cujo desfecho sempre fora pacífico.
Não dá pra listar. Ele, e um outro médium que ainda vive e cujo nome preservo aqui, são avis raras, são pessoas únicas, cuja missão trouxe para nós fluidos absolutamente especiais e capazes de fazer QUALQUER COISA.
O Gil sentou-se ao meu lado e olhou o video assist. Expliquei-lhe um pouco da parafernália de um set de filmagens. Ele sorria que nem criança. A atriz Ana Rosa estava em cena e ele logo viu algumas luzes perto dela e depois transmitiu um recado do plano espiritual.
- mas nem aqui você consegue descansar?, perguntei brincando.
Ele riu. Não tinha escapatória. Brincamos e contamos piadas. Eles mexeram comigo, fizeram piadas dizendo que se eu não fizesse o filme direito não teria sequer a entrada autorizada na cidade espiritual, foi um dia incrível.


Num dos intervalos, no entanto, o estúdio esvaziou um pouco. Ele disse "Luiz, querem dar um presente pro Wagner".
Coração palpitante... ele levantou-se e foi caminhando pelo set - por dentro da "casa da família de Laura e Lísias". Imediatamente, algumas luzes começaram a espocar ao nosso redor - como acontecia nas reuniões.
Além da taquicardia, agora eu estava também todo energizado, o corpo todo tremendo. Ainda tive a pachorra de brincar "não vai me queimar as lâmpadas" e ele sorriu.
Pegou minha mão e colocou sobre a mão dele. Pegou a mão do Luiz Augusto e colocou sobre as nossas.
Mais luzes...uma corrente elétrica percorrendo o corpo... ele fechou os olhos... eu senti uma pontada na palma da mão e uma pressão maior ainda...
O Gil, controlado, sentiu um último tremor pelo corpo, soluçou como se engolisse algo (sabemos que é o ectoplasma "retornando") e levantou a mão.
Sobre a minha mão, estava uma ametista de uns 10 centímetros reluzente, com faces lisas e brilhantes.
"Pra você, dos amigos espirituais", ele me disse tranquilamente, corriqueiro.
Segurei o choro. Luiz Augusto sorriu e, como deve ter feito umas dez milhões de vezes, abraçou o Gil com um amor fraterno.
Eu também e ficamos ali uns segundos.
Depois, ele me disse "agora volta a trabalhar!", e voltamos.
A pedra virou um símbolo secreto meu e dele. Mostramos para algumas pessoas da equipe, claro. Mas não queria fazer disso um motivo de alarde ou de algum tipo de marketing. Preservamos ao máximo qualquer coisa que não fosse apenas cinema.
Naquele mesmo dia, Nestor Masotti, presidente da FEB, veio ao set de filmagens mais tarde. Sem pestanejar, mostramos a pedra para ele. Que ficou tão feliz e encantado que... ganhou a pedra de presente.
O presente estava completo então.
Ele, "seu" Nestor, tão fundamental na existência do filme, recebia a nossa gratidão mais uma vez com um presente dado pela espiritualidade, a quem agradecemos com gratidão também.
Enfim, é só pra homenagear o Gilberto Arruda, que foi embora do mundo ontem. Vou procurar a foto desse dia e ver se temos o registro da presença dele...
Que Deus e os amigos de Nosso Lar também possam protegê-lo Gil. E que o seu Nestor lhe dê um abraço carinhoso".
...
Aos amigos que desejarem mais material sobre materialização, já postados no blog, deixamos abaixo dois links, um documentário sobre o médium Peixotinho e outro sobre o fenômeno mediúnico :