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terça-feira, 26 de maio de 2015

FAQ 3: Escolha de Famílias, Reencarnação, Mundo de Provas e Expiações. Como acontecem e o que são

Amigos, bom e abençoado dia a todos!

Continuando com a série proposta de Perguntas e Respostas que conta com a participação de alguns leitores, hoje abordaremos mais temas.


Agradecemos a todos pelas participações, desejando participar, nos envie por email ;) Abraços fraternos!




1.-Como acontecem as escolhas diante da reencarnação?

Porque nascemos em determinadas famílias? Conforme o "Evangelho Segundo o Espiritismo", de Allan Kardec, "Os Espíritos, cuja similitude de gostos, identidade do progresso moral e a afeição fazem com que se reúnam, formam famílias. Esses mesmos Espíritos, nas suas migrações terrestres, se procuram para se agruparem, como o fazem no espaço, nascendo daí as famílias unidas e homogêneas. Se, nas suas peregrinações, momentaneamente eles são separados, mais tarde se reencontram, felizes com os seus novos progressos. Porém, como não devem trabalhar somente para si mesmos, Deus permite que Espíritos menos adiantados venham encarnar entre eles, para receberem conselhos e bons exemplos, com vistas ao seu adiantamento. Muitas vezes, tais Espíritos tornam-se a causa de perturbações naquele meio, mas é isso que constitui a prova e a tarefa que os outros têm que desempenhar". 

"Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena. Mas, também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros esses Espíritos, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo antagonismo, que aí lhes serve de provação."Não são os da consangüinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de idéias, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações. Segue-se que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito, do que se o fossem pelo sangue. Podem então se atrair, buscar-se, sentir prazer quando juntos, ao passo que dois irmãos consangüíneos podem repelir-se, conforme se observa todos os dias: problema moral que só o Espiritismo podia resolver pela pluralidade das existências. (Ver Cap. IV, n.13, mesmo livro).



Em algumas obras que falam sobre a reencarnação, como as do Dr. Ian Stevenson por exemplo - na qual relatou em livros estudos com crianças de alguns países que se recordavam de sua existências anteriores, temos casos em que a reencarnação não se deu por grau de parentesco.

Estas crianças retornaram em lares bem distintos da vida anterior, na Índia por exemplo, país onde existem as castas, estas estudadas por Stevenson reencarnaram em castas diferentes das anteriores e as famílias não se conheciam previamente, mantendo na maior parte das vezes com a descoberta laços. Há ainda um filme, já postado no blog, "Minha vida em outra vida" que também segue mesmo princípio.

Assim percebemos que não há um padrão necessário para o regresso.Embora, pensamos haver laços de união, lembrando que não exclui de modo algum o regresso na mesma família, como outros estudos também nos mostram.

Deste modo, analisando, somos todos irmãos; reflita e verá. Em alguns depoimentos que já recebemos ou tivemos ciência, incluindo nossa própria experiência, é bem comum que as crianças narrem que escolherem seus pais.

Os relatos são variados nas formas, mas têm como base a mesma narração.

"Mamãe, papai, eu que os escolhi" não é uma frase tão incomum, as vezes sendo seguidas de outras observações - exemplos: os vi antes de retornar; me recordo de onde estava antes de vir; nos encontramos e conversamos antes de reencarnar.

Prosseguimos com mais dados de obras. 



Joanna de Angelis no livro "Estudos Espíritas" nos diz que "a família é um grupo de espíritos normalmente necessitados, desajustados, em compromisso inadiável para a reparação, graças à contingência reencarnatória.” No livro "SOS Família", diz Joana, na página 23 que "a família é, antes de tudo, um laboratório de experiências reparadoras, na qual a felicidade e a dor se alternam, programando a paz futura".

Organização da família - Habitualmente somos nós mesmos quem planifica a formação da família, antes do renascimento terrestre, com o amparo e a supervisão dos instrutores beneméritos. 

Comumente chamamos a nós antigos companheiros de aventuras infelizes, programando-lhes a volta em nosso convívio, a prometer-lhes socorro e oportunidade, em que se lhes reedifique a esperança de elevação e resgate, burilamento e melhoria. 


De todos os institutos sociais existentes na Terra, a família é o mais importante, do ponto de vista dos alicerces morais que regem a vida (Emmanuel, Vida e Sexo, cap. 17). 

O colégio familiar tem suas origens sagradas na esfera espiritual. 

Em seus laços, reúnem-se todos aqueles que se comprometeram, no Além, a desenvolver na Terra uma tarefa construtiva de fraternidade real e definitiva (Emmanuel, O Consolador, pergunta 175).



2.-Reencarnação, quais materiais temos na doutrina sobre o assunto?

Há inúmeros estudos sobre a reencarnação, científicas inclusive.

Já postamos uma matéria dedicada ao tema minuciosamente, para acessar, clique no link abaixo:

http://luzesdobem.blogspot.com.br/2013/12/a-reencarnacao.html

Apenas acrescentamos um dado sobre o regresso - O Espírito pode abreviar o momento da sua reencarnação, solicitando-o pelo seu anseio, e pode também retardá-lo. 

Quando a reencarnação é autorizada, o Espírito é sempre designado com antecedência. "Escolhendo a prova que deseja sofrer, o Espírito pede para se encarnar; ora, Deus, que tudo sabe e tudo vê, sabe e vê com antecedência que tal alma se unirá a tal corpo" (O Livro dos Espíritos, 332 e 334).

3.-Por que a doutrina nos diz que a Terra é ainda um planeta de provas e expiações?

No trabalho de Kardec temos respostas que nos orientam quanto a questão.Vejamos estas, após postamos dois vídeos que debatem o assunto (parte 1 e 2).
264. O que orienta o Espírito na escolha das provas?
Ele escolhe as que podem servir de expiação, segundo a natureza de suas faltas, e fazê-lo adiantar mais rapidamente. Uns podem impor-se uma vida de misérias e provações para tentar suportá-la com coragem outros querem experimentar as tentações da fortuna e do poder, bem mais perigosas pelo abuso e o mau emprego que se lhes pode dar e pelas más paixões que desenvolvem; outros, enfim, querem ser provados nas lutas que terão de sustentar no contato com o vicio.
265. Se alguns dos Espíritos escolhem o contato com o vício como prova, há os que o escolhem por simpatia e pelo desejo de viver num meio adequado aos seus gostos, ou para poderem entregar-se livremente às suas inclinações materiais?
Há, por certo, mas só entre aqueles cujo senso moral é ainda pouco desenvolvido; a prova decorre disso, e eles a sofrem por tempo mais longo Cedo ou tarde, compreenderão que a satisfação das paixões brutais tem para eles conseqüências deploráveis, que terão de sofrer durante um tempo que lhes parecerá eterno. Deus poderá deixá-los nesse estado até que eles tenham compreendido suas faltas, pedindo por si mesmos o meio de resgatá-las em provas proveitosas.
266. Não parece natural que os Espíritos escolham as provas menos penosas?
Para vós, sim; para o Espírito, não. Quando ele está liberto da matéria, cessa a ilusão, e a sua maneira de pensar é diferente
Comentário de Kardec: O homem, submetido na Terra à influência das idéias carnais, só vê nas suas provas o lado penoso. É por isso que lhe parece natural escolher as que, do seu ponto de vista, podem subsistir com os prazeres materiais. Mas na vida espiritual ele compara os prazeres fugitivos e grosseiros com a felicidade inalterável que entrevê, e então, que lhe importam alguns sofrimentos passageiros? O Espírito pode escolher a prova mais rude, e em conseqüência a existência mais penosa, com a esperança de chegar mais depressa a um estado melhor, como o doente escolhe muitas vezes o remédio mais desagradável, para se curar mais rapidamente. Aquele que deseja ligar o seu nome à descoberta de um país desconhecido, não escolhe um caminho coberto de flores, pois sabe os perigos que corre, mas sabe também a glória que o espera, se for feliz.
       A doutrina da liberdade de escolha das nossas existências e das provas que devemos sofrer deixa de parecer extraordinária, quando se considera que os Espíritos, libertos da matéria, apreciam as coisas de maneira diferente da nossa. Eles antevêem o fim, e esse fim lhes parece muito mais importante que os prazeres fugidios do mundo. Depois de cada existência, vêem o progresso que fizeram e compreendem quanto ainda lhes falta em pureza, para o atingirem. Eis porque se submetem voluntariamente a todas as vicissitudes da vida corpórea, pedindo eles mesmos aquelas que podem fazê-los chegar mais depressa. Não há, pois, motivo para nos admirarmos de que o Espírito não dê preferência à existência mais suave. No seu estado de imperfeição, ele não pode desfrutar a vida sem amarguras, que apenas entrevê. E é para atingi-la que procura melhorar-se.