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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

O Ceticismo Dogmático

Olá, amigos do blog Luzes do Bem ! Reproduzimos aqui um post do blog "A Era do Espírito", chamado "O Ceticismo Dogmático" um excelente post de autoria de Ademir Xavier. Esse post resume muito bem a atitude de alguns céticos que mais se parecem com fanáticos religiosos. Boa leitura :)



"Até que um dia percebi que seu ceticismo não era uma postura de busca da verdade, mas uma filosofia que se usava para manipular os dados conforme suas crenças. Essa filosofia era de natureza pseudo intelectual e costumava desacreditar e invalidar quem quer que propusesse uma evidência. Infelizmente esses céticos pensam que podem fazer uso da semântica e regras de sua filosofia para apagar a evidência da realidade! Pensam que podem invalidar eventos objetivos da vida real de natureza paranormal colocando rótulos sobre eles ou citando teoremas e axiomas do tipo 'evidências anedóticas não são válidas', 'apelo à autoridade', 'argumento da falácia ad populum' dentre outros. De fato, tentam usar a semântica para apagar a realidade objetiva. Infelizmente para eles, a natureza não funciona desse jeito." (Wiston Wu,
none;">www.australianparanormalsociety.com). 



Palestra de Rupert Sheldrake sobre o verdadeiro pensamento científico




Como já são bem conhecidas as táticas que fundamentam o ceticismo dogmático, recomendamos a leitura do post 'Pseudo-skeptical arguments of the Paranormal' disponível emwww.australianparanormalsociety.com. Abaixo fazemos uma tradução adaptada para nossa discussão.

1) "Isso não pode ser, portanto, o fato não é verdade!" Ignorar fatos ou evidências que não se enquadram em suas crenças ou concepções pré-estabelecidas do mundo. Isso é feito sem modificação ou atualização das crenças para que se conformem os fatos, o que é mais lógico. Esse processo é conhecido como racionalização por dissonância cognitiva.


2) Tentar forçar falsas explicações para explicar um evento paranormal, independentemente de se encaixarem ou não aos fatos. Em essência, céticos dogmáticos preferem inventar falsas explicações ao invés de aceitar as que se lhe são apresentadas e que sugerem a transcendentalidade das causas associada aos fenômenos espíritas ou paranormais. Por exemplo, o uso sistemático da hipótese da "leitura fria" (cold reading) para explicar a precisão surpreendente da informação trazida por médiuns quando se sabe que tal explicação não dá conta dos fatos e circunstâncias em que os fenômenos ocorrem. 

3) Mudança frequente nas regras que estabelecem os critérios de evidência que o ceticismo dogmático deseja que seja cumprido. Exemplo: um cético dogmático exige experimentos controlados e não o que chamam de 'evidências anedóticas' (esse termo tem caráter claramente pejorativo). Quando isso é feito, ele muda novamente as regras e exige que os experimentos sejam repetidos por outros pesquisadores. Quando isso é feito, o cético dogmático passa a atacar a integridade dos pesquisadores e o seu caráter, atacar os métodos ou exige relatórios dos mais pormenorizados detalhes do experimento. Caso contrário, rapidamente passa a considerar uma evidência de falta de controle como resultando na 'explicação' para o fenômeno. Sempre achará uma desculpa que valida seu ponto de vista pre-estabelecido. Surgiu uma evidência extraordinária ? mude as regras das evidências que elas deixam de ser...

4) Usar 'dois pesos e uma medida' para considerar as evidências. Não aceitam o que chamam de 'evidência anedótica' para fenômenos psíquicos, pois as consideram não confiáveis. Surpreendentemente, porém, aceitam de braços abertos quando tais evidências suportam seus pontos de vista. Também as aceitam se tais evidências circunstanciais depõem contra os fenômenos (um marca inquestionável de postura tendenciosa). Exemplo: 'ninguém nunca reportou nenhum fenômeno paranormal por aqui', ou 'ele/ela disse outra coisa'. Quando um experimento feito em laboratório mostra de forma clara a transcendentalidade da evidência eles não a aceitam. Mas se algum experimento mostra apenas uma probabilidade para essa explicação, então eles tomam o experimento como claramente contrário à evidência;

5) Atacando a personalidade das testemunhas ou a credibilidade das evidências por elas fornecidas quando não há como aceitar essas evidências. A tática se assemelha a dos políticos que, ao perceberem que não poderão ganhar uma eleição, recorrem a afirmações descabidas contra o adversário. Quando uma evidência tem como origem uma testemunha chave que não podem ser desprezada ou refutada, os céticos dogmáticos encontram uma maneira de desacreditar a mesma seja através da contra caracterização de suas personalidades, seja exagerando ou distorcendo eventuais erros triviais que elas tenham cometido. 

6) Desconsiderando todas as evidências para os eventos, seja considerando-os anedóticos (um termo claramente pejorativo), não testáveis, irreplicáveis ou sem controle. Céticos que se fecham para qualquer evidência, mesmo depois de perguntarem por ela de forma irônica, tendem a agir desse modo, conforme as posturas descritas acima. Ainda que a evidência seja na forma de experimento bem feito, eles a descartarão considerando-a irreplicável ou fora controle.
As características que definem o ceticismo dogmático ou pseudoceticismo revelam na verdade forças psicológicas que não são distintas do estado de fanatismo em que muitos crentes convictos se apresentam. Por incrível que pareça, é como se as mesmas forças operassem tanto dentro do fanático como do pseudocético. Mas, entre o ceticismo dogmático mais tenaz e a postura de prudência que nós devemos ter ao se deparar com anomalias relatadas em primeira mão, existe uma infinidade de estados.

Certamente o ceticismo é necessário - não temos dúvida disso - para a vida diária. De certa forma, o ceticismo é como um remédio que deve ser ingerido na dosa certa, pois, se tomado em excesso, intoxica. Mas, antes de analisar com mais detalhe a questão do ceticismo e sua postura diante dos fatos espíritas, convém estudarmos também um pouco dos fundamentos da ciência, como ela opera e sobre qual autoridade repousam seus fundamentos.

Será que a autoridade da ciência repousa na autoridade dos cientistas? Será que cientistas, enquanto homens fora de sua área específica estão autorizados a emitir julgamentos a respeito de fatos que não conhecem?