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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Série de Estudo dos Fenômenos Mediúnicos:Transfiguração e Bilocação

Pintura daTransfiguração de Jesus
Bom dia amigos! Hoje veremos sobre a transfiguração, que é o fenômeno caracterizado pela modificação da aparência do médium,durante transe.

Pode ser parcial ou total. No primeiro caso, o rosto e às vezes as mãos e braços do médium são as partes mais sujeitas a alterações.Já na transfiguração total, todo o corpo do médium apresenta-se com outro aspecto. Ambas são raras.

Temos alguns estudos feitos, como de Kardec, no qual averigou o peso de uma médium antes e durante o transe, nos anos de 1858 e 1859, de comprovada autenticidade.Vejamos um trecho deste caso mencionado:
"Uma mocinha, de mais ou menos 15 anos gozava de singular faculdade de se transfigurar, isto é, de tomar em dados momentos, todas as aparências de certos desencarnados.Tão completa era a ilusão, que os que assistiam ao fenômeno julgavam ter diante de si a própria pessoa, cuja aparência ela tomava, tal a semelhança dos traços fisionômicos, do olhar, som da voz e até, da maneira particular de falar.

Este fenômeno se repetiu diversas vezes sem que houvesse interferência dela.Tomou em várias ocasiões a aparência de seu irmão, que morrera anos antes. Reproduzia-lhe não somente o semblante, mas também o porte e a corpulência. Um médico do lugar, testemunha, querendo certificar-se de que não havia naquilo ilusionismo, fez uma experiência, a então mencionada medição do peso da menina antes e durante o transe, além de ter averiguado diferença de estatura e compleição."(Livro dos Médiunspáginas 122 e 123)

As transfigurações parciais têm sido mais documentadas, pela sua singularidade.É o caso, por exemplo, de uma reunião realizada com a médium sra Bullock, em 1931, relatada pelo respeitável Rev.Will J.Erwood , da The National Spiritualist, Chicago. No espaço de uma hora e meia, aconteceram nada menos que cinquenta fenômenos de transfiguração. Relatou: "era como se a face da médium fosse de material plástico, sendo rapidamente moldado de uma forma para outra..rostos orientais, indianos, calmos, sérios..uma das mais notáveis foi a personificação de uma menina paralítica a quem eu tinha conhecido nos Estados Unidos."

O mais comum são casos de semitransfiguração em que a mudança não chega a ser radical, como por exemplo contrações musculares, tornando a fisionomia mais envelhecida ou mais jovial.No filme a ser lançado em julho, como mostramos no trailler aqui no blog, aparece a chamada transfiguração, lembrem-se ao assistirem.

A transfiguração ainda é uma área que demanda mais estudos e análises, assim como mais informações vindas do plano espiritual - não é conhecido ainda como este processo se dá, há os que acreditam se tratar de uma semimaterialização (Teoria da Mediunidade, Zalmino Zimmermann)

Após estas considerações sobre o tema, sabemos que por ser verdadeiro, evidentemente o encontraremos além da doutrina espírita, como ocorre com os demais fenômenos por sinal. Não é um fenômeno espírita, mas sim espiritual, assim são que os fenômenos são observados desde a Antiguidade, constando igualmente da Bíblia e outras obras de cunho espiritual.

No espiritismo o estudamos igualmente, eis aí onde observamos as semelhanças, até porque sendo algo natural e verdadeiro, não poderia estar presente apenas em  nossa doutrina, no blog procuramos evidenciar tal fato como forma de estudarmos na totalidade, assim sempre que possível trazemos vídeos, anotações, imagens ou textos que incluem outras civilizações, religiões ou estudos mundo afora.É vital vermos o todo, se não estaremos presos a uma única parte, a uma única fonte, o que é desnecessário discutirmos, já que buscamos a compreensão em níveis mais globais sempre, e se não pensaram nisso antes, sugerimos que façam, aliás a própria doutrina já nos assegura a mesma necessidade.

Prosseguindo após esta breve reflexão, temos no livro A Gênese, de Kardec:
A GÊNESE (Allan Kardec)




CAPÍTULO XIV (Aparições - Transfigurações), item 39:

39. - Podendo o Espírito operar transformações na contextura do seu envoltório perispirítico e irradiando-se esse envoltório em torno do corpo qual atmosfera fluídica, pode produzir-se na superfície mesma do corpo um fenômeno análogo ao das aparições. Pode a imagem real do corpo apagar-se mais ou menos completamente, sob a camada fluídica, e assumir outra aparência; ou, então, vistos através da camada fluídica modificada, os traços primitivos podem tomar outra expressão. Se, saindo do terra-a-terra, o Espírito encarnado se identifica com as coisas do mundo espiritual, pode a expressão de um semblante feio tornar-se bela, radiosa e até luminosa; se, ao contrário, o Espírito é presa de paixões más, um semblante belo pode tomar um aspecto horrendo.

Assim se operam as transfigurações, que refletem sempre qualidades e sentimentos predominantes no Espírito. O fenômeno resulta, portanto, de uma transformação fluídica; é uma espécie de aparição perispirítica, que se produz sobre o próprio corpo do vivo e, algumas vezes, no momento da morte, em lugar de se produzir ao longe, como nas aparições propriamente ditas. O que distingue as aparições desse gênero é o serem, geralmente, perceptíveis por todos os assistentes e com os olhos do corpo, precisamente por se basearem na matéria carnal visível, ao passo que, nas aparições puramente fluídicas, não há matéria tangível.


TRANSFIGURAÇÃO NA BÍBLIA

Conforme mencionamos, eis o famoso episódio bíblico, iniciado com uma possível contra argumentação, para nossa análise:


  Outra indagação fazem os hermeneutas: como teriam os discípulos reconhecido Moisés, que viveu 1500 anos antes e Elias que viveu 900 anos antes, se não havia nenhum retrato deles coisa terminantemente proibida (cfr.Êx. 20:4; Lev. 26:1; Deut. 4:16, 23 e 5:8)? No entanto, ninguém afirmou que os discípulos os "reconheceram". Lucas, em sua frase informativa, diz que "viram dois homens"; depois esclarece por conta própria: "que eram Moisés e Elias". Pode perfeitamente deduzir-se daí que o souberam por informação de Jesus (que os conhecia muito bem, como YHWH que era). Essa dedução tanto pode ser verídica que, logo depois, ao descerem do monte os quatro a conversa girou precisamente sobre a vinda de Elias antes do ministério de Jesus. Como poderia vir, se ainda estava "no espaço"? E o Mestre lhes explica o processo da reencarnação.
        Também em Lucas encontramos outra indicação preciosa, que talvez lance nova luz sobre o episódio.

        Diz ele que "os discípulos estavam oprimidos pelo sono, mas conservando-se plenamente despertos" (tradução de diagrêgorêsantes, particípio aoristo de diagrêgoréô, que é um verbo derivado de egrêgora, do verbo egeírô, "despertar").  Quiçá explique isso que o episódio se passou no plano espiritual (astral, ou talvez mental). Eles estavam em sono, ou seja, fisicamente em transe hipnótico (mediúnico), com o corpo adormecido; mas se mantinham plenamente despertos, isto é perfeitamente conscientes nos planos menos densos (astral ou mental); então, o que de fato eles viram, não foi o corpo físico de Jesus modificado, mas sim a forma espiritual do Mestre e, a seu lado, as formas espirituais de Moisés e Elias. Inegavelmente a frase de Lucas sugere pelo menos a possibilidade dessa interpretação. Mais tarde, na agonia, é também Lucas que chama a atenção sobre o sono desses mesmos três discípulos(Luc.22:45). (Fonte:site:guia.heu.nom.br)

SOBRE AS CAUSAS DA TRANSFIGURAÇÃO
Podemos observar três possíveis causas sintetizadas, apresentadas abaixo:

Primeira causa: corpo físico
A primeira causa foi descrita por Kardec, no item 123 de O Livro dos Médiuns [3], como sendo “simples contração muscular, capaz de dar à fisionomia expressão muito diferente da habitual, ao ponto de tornar quase irreconhecível a pessoa”.

Segunda causa: perispírito
A segunda causa para a transfiguração foi apresentada pelo Codificador em O Livro dos Médiuns [3], ainda no item 123, e também em A Gênese [4]: trata-se da teoria do perispírito ou a irradiação fluídica do perispírito.

Na segunda causa do fenômeno de transfiguração, a teoria do perispírito ou a irradiação fluídica do perispírito. Em O Livro dos Médiuns [3], Capítulo VII, item 123, o Codificador esclarece:
Livro de Ernesto Bozzano
“Está admitido que o Espírito pode dar ao seu perispírito todas as aparências; que, mediante uma modificação na disposição molecular, pode dar-lhe a visibilidade, a tangibilidade e, conseguintemente, a opacidade.”
Da mesma maneira que nós, num laboratório, podemos manipular as substâncias e dar-lhes propriedades diferentes das que tinham antes, o Espírito pode modificar o perispírito, dando-lhe visibilidade, ou seja, tornando-se visível, de acordo com as modificações que o Espírito faça no seu perispírito. Pode também tornar-se tangível, isto é, passível de ser tocado, e pode tornar-se opaco, não deixando que possamos ver através dele.

Ainda no mesmo texto, Kardec nos diz:
“Figuremos agora o perispírito de uma pessoa viva (...) irradiando-se em volta do corpo, de maneira a envolvê-lo uma espécie de vapor. (...) Perdendo ele a sua transparência, o corpo pode desaparecer, tornar-se invisível, ficar velado (...)”       
Quando Kardec refere-se a “uma pessoa viva”, entendemos “um encarnado”. O perispírito do encarnado começa a se irradiar, porque ele não está confinado no corpo físico. Essa irradiação forma, por comparação, uma “nuvem de vapor”, e não conseguimos mais ver o corpo físico, que desaparece no meio daquela “nuvem”.

Continua o Codificador, ainda na mesma referência já citada:
“Poderá então o perispírito mudar de aspecto, fazer-se brilhante, se tal for a vontade do Espírito e se este dispuser de poder para tanto.”
Assim, o fenômeno de transfiguração que tem por causa a irradiação fluídica do perispírito ou a teoria do perispírito se processa da seguinte forma: o perispírito de alguém encarnado se expande, se irradia, cobre o seu corpo físico de modo a deixá-lo invisível e, dependendo da vontade do Espírito e do seu grau evolutivo, o Espírito (mesmo estando encarnado) pode torná-lo brilhante, pois, quanto mais evoluído o Espírito, tanto maior o seu poder para operar modificações no perispírito.

Ainda sobre a teoria do perispírito ou irradiação fluídica do perispírito, Kardec explica, em A Gênese [4], capítulo XIV, que trata dos fluidos, item 39:
“Pode a imagem real do corpo apagar-se mais ou menos completamente sob a camada fluídica, e assumir outra aparência; ou então, vistos através da camada fluídica modificada, os traços primitivos podem tomar outra expressão.”
O corpo físico é envolvido por uma camada fluídica – e utilizamos aqui a comparação com a camada de vapor, e pode assumir outra aparência ou os traços primitivos podem assumir outra expressão, quando olhamos através daquela camada fluídica.

Terceira causa: perispírito, com atuação de outro Espírito
Em o Livro dos Médiuns [3], no Capítulo VII, que fala da Bicorporeidade e da Transfiguração, no item 122 Kardec narra um fato, ocorrido em Saint-Etienne, de 1858 a 1859 (mencionado no início do post, da menina médium) Fonte : licoesdosespiritos.blogspot.

Indicação de Obras:

A TRANSFIGURAÇÃO DE JESUS, FEB:
http://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2013/01/Mod-6-Rot-4-A-transfiguracao-de-Jesus.pdf

A MORTE E SEUS MISTÉRIOS, Ernesto Bozzano
http://docs2.minhateca.com.br/7746726,BR,0,0,Ernesto-Bozzano---A-Morte-E-Os-Seus-Misterios.doc

BICORPOREIDADE

Os dois temas são geralmente postos em conjunto, pois ambos são fenômenos são variedades de manifestações visuais, embora sejam diferentes. Analisemos a bicorporiedade, também denominada de bilocação ou desdobramento.

Neste caso é a faculdade que tem o espírito de separar-se do corpo e deslocar-se, tornando-se também visível, guardando no entanto a forma da organização física.

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Como mencionamos, observamos o fenômeno desde tempos remotos e foi objeto de estudo de investigadores ingleses, como Robert Crookall, Carlos A. Alvarado, Charles T.Tart, William Dement, Karlis Osis, Robert Monroe, para citarmos alguns.

Conhecidos nomes como René Descartes (1596-1650) depois de três desprendimentos sucessivos, durante o sono teve a percepção de um novo método para a organização da filosofia.Carl Gustav Jung descreveu em minúscias uma experiência que teve durante um ataque cardíaco no qual, ao desprender-se, alcançou o estado de desdobramento.William Crookes, notável físico inglês, igualmente estudou cientificamente os desdobramentos através da médium Eva Day.Bozzano escreveu dezenas de casos comprovados e analisados, sendo talvez a mais marcante a ocorrida com o médium William Stainton Moses - na obra "Fenômenos de Bilocação" (para download ou leitura vide nossas indicações de obras no final do post).

Somamos outros nomes como Raymond Moody Jr. que estudou mais recentemente e ainda prossegue com seus estudos nos Estados Unidos sobre o fenômeno e outros.Empregando o rigor científico, suas obras percorrem o mundo. A fundação SPR inglesa também realiza pesquisas envolvendo o tema, como pudemos mostrar na entrevista cedida pela organização inglesa que nos foi cedida e postada no blog.Farto são os materiais deste fenômeno.

Para o desdobramento temos as seguintes variações: espontâneo ou induzido. Quando espontâneo poderá ser mediúnico ou anímico, consciente ou não, tangível ou intangível. No induzido poderá ocorrer através do emprego do magnetismo ou por via hipnótica, assim também sendo mediúnico ou anímico, consciente ou não, tangível ou intangível.

A imagem de Francisco de Assis, Santo Antônio e demais são outras fontes de constatações do fenômeno, asseguradas pelas doutrina e pela religião católica.Também os vemos em relatos da maçonaria que são acessíveis em pesquisas pela internet, presente entre os gnósticos, cultura indiana, espiritualistas e cientistas ao longo dos tempos.Vem desde as chamadas iniciações no período Antigo, o culto ao kha do antigo Egito, o homo duplex descrito pelo escritor francês Honoré de Balzac, até a recente denominação, ainda mísitica, conhecida por desdobramento ou projeção astral.No islamismo temos nos relatos de Moisés, apenas para darmos alguns exemplos, além das passagens bíblicas, com maior presença nas passagens de Ezequiel.

Dispomos de um famoso relato, retirado do site da aascj.org : Padre Alberto que conheceu padre Pio em 1917 contou: "Eu vi padre Pio que se levantou em frente a 
FOTO16.jpg (5587 byte)uma janela enquanto eu estava olhando para a montanha. Eu cheguei para beijar a mão dele, mas ele notou minha presença. Eu notei que o braço dele estava rígido. Naquele momento eu ouvi que ele estava concedendo a absolvição a alguém. Depois de um tempo ele se sacudiu como se ele estivesse saindo de um sono. Ele me viu e me falou:” Você estava aqui, e eu não o notei!".Alguns dias depois um telegrama foi recebido de Torino (Itália). Naquele telegrama alguém agradeceu o superior do convento porque ele tinha enviado padre Pio a Torino (Itália) para ajudar uma pessoa que estava morrendo. Eu percebi que o homem estava morrendo no mesmo momento no qual padre Pio estava o abençoando em San Giovanni Rotondo. Obviamente o superior do convento não tinha enviado padre Pio a Torino (Itália) ele tinha estado lá em bilocação.

O fenômeno continua a ser apresentado pela igreja, que destaca os seguintes nomes:São Severo, São Francisco de Assis, Santo Antonio de Pádua, São Francisco Xavier, São Martinho de Porres, São José de Cupertino, Santo Afonso Maria de Ligório, São João Bosco, São Pio de Pietrelcina.

Neste site http://www.aascj.org.br/home/2012/06/15/voce-sabe-o-que-e-bilocacao/ narram como ocorreram, pertence a associação apostolado do sagrado coração de Jesus.

Indicação de Obras:
FENÔMENO DE BILOCAÇÃO, Ernesto Bozzano
http://www.nossolarcampinas.org.br/revistas/Ernesto%20Bozzano%20-%20Fen%F4menos%20de%20Biloca%E7%E3o%20(Desdobramento).pdf

METAFÍSICA HUMANA, Ernesto Bozzano
http://www.aeradoespirito.net/Livros3/ErnestoBozzanoMetapsquicaHumana.pdf

ANIMISMO E ESPIRITISMO, Alexandre Aksakof
http://www.autoresespiritasclassicos.com/autores%20espiritas%20classicos%20%20diversos/Alexandre%20Aksakof/Alexandre%20Aksakof.htm