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sexta-feira, 7 de junho de 2013

O Amor


Dentre as Leis que temos no Espiritismo, uma delas é a do Amor, somos frutos dele, filhos de Deus, sendo que todos nós nascemos com esta capacidade ainda que as vezes deturpemos seu sentido, que é amplo.

Refletir sobre o amor nos leva a refletirmos a falta de amor igualmente, e o que temos presenciado, através de tantas notícias que nos chegam pelas mídias, é o reflexo desta ausência de amor pela vida, por sí mesmo, pelos demais, pelos animais, pelo abuso do poder e da própria natureza.

Nosso papel não está em criticar o sistema simplesmente, visto que fazemos parte da coletividade, assim temos muito a acrescentar, em nós mesmos e naqueles que nos cercam.

Como estamos interagindo? Como estamos educando nossos filhos ou amparando nossos pais e irmãos? Estamos presentes? Que lições passamos ou recebemos?Que energias emanamos?

A lista de reflexão é grande, pois o amor permeia a tudo que nos cerca, falemos então sobre ele...

Segundo Leon Denis, o amor é a celeste atração das almas e dos mundos, é a potência Divina que liga e governa os universos, o amor é o olhar de Deus. 

Para Platão, o amor é o mais antigo, o mais nobre e o mais poderoso dos Deuses e o principal autor e inspirador da virtude nesta vida e da felicidade depois da morte. Já Leocadio José Correa, diz que o amor constitui a possibilidade infinita.

Mas, não podemos designar com tal nome a ardente paixão que atiça tão somente os desejos carnais. Esta não passa de uma imagem, de uma grosseira aparência do amor. O amor é o sentimento superior em que se fundem e se harmonizam todas as qualidades do coração, é o coroamento das virtudes humanas, da doçura, da caridade, da bondade, é a manifestação na alma de uma força que nos eleva acima da matéria.


A liberdade humana será sempre limitada e não poderá atingir sua plenitude se não pelo amor, e esse amor só será autêntico quando transforma a nossa vida em participação, em alegria, levando-nos a descobrir que, além de nós, existem os outros. E nesta convivência, só é capaz de amar, aquele que sabe: 1) Dar-se aos outros em espírito e verdade; 2} Renunciar sem manter a revolta em seu interior; 3} Esquecer ofensas, limitando-se a aceitar antes de reclamar; 4} Desprender-se das futilidades terrenas, sabendo controlar a emoção, a sensibilidade, a sensualidade e a mentira.

A vida é sol, terra, cosmos, é tudo o que o criador nos oferece para alcançarmos pelo trabalho, compreensão, caridade, fé, tolerância, prudência e pelo amor, que é a evolução inteligente. Portanto, quando nos inclinamos a dizer: Chega, cansei, vou mudar, vou ser ruim, vou dar o troco, vou viver a minha vida, estamos apenas demonstrando a nossa pequenez e inferioridade, pois amar não cansa, ao contrário nos traz mais disposição, alívio, força, porque o amor representa compreensão, dedicação, tolerância, construtividade do mundo, preocupação com os deveres, que por sua vez representam a vida do próximo, mas acima de tudo representa objetividade não apenas na evolução própria, mas também na evolução coletiva.

Joana d`Angelis nos alerta que sempre que estivermos tristes, angustiados, deprimidos, enfim com qualquer tipo de problema, lembremos do amor. Quando estivermos sendo perseguidos, ou quando estivermos perseguindo, lembremos do amor, e com certeza teremos todos os problemas resolvidos.

Somente haverá maior aproximação entre os homens, quando houver realmente uma aproximação dentro do grupo biológico - a família – porque o amor deve ser desenvolvido dentro do lar, onde geralmente estão reunidos os espíritos que precisam de reconciliação, de acertos, e para isso, é necessário varrer o ódio de seu íntimo, do seu coração.

Leon Denis lembra, que algum dia nos encontraremos, quer neste mundo, quer nas existências vindouras, quer em esferas mais elevadas ou na imensidão dos espaços. Devemos pois saber que somos destinados a nos influenciarmos no sentido do bem e a nos ajudarmos na ascensão comum, pois somos todos filhos de um mesmo Deus, e todos os seres foram criados para amar.

Fontes:Gilberto Luiz Tomasi
Depois da Morte (Leon Denis)
Mensagens de Amor (Mauri Rodrigues, Leocadio José Correa)
Grandes e Pequenos Problemas (Angel Aguarod)
O Espírito na Criação (Arsênio Ravolieri)