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terça-feira, 25 de junho de 2013

Estudo:Experiência com Doentes Terminais e as Muitas Lições - Dra.Elisabeth Kubler-Ross


Elisabeth Kübler Ross, a psiquiatra pioneira no tratamento dos desenganados e na preparação para a morte, maior trabalho científico e prático de Kübler Ross representou há quatro décadas uma inovação para a medicina ocidental e uma quebra do tabu sobre a morte: o uso de técnicas para que o fim da vida seja mais ameno para os doentes, os médicos que os atendem e os familiares que os cercam.

A publicação em 1969 de seu livro mais bem-sucedido "On Death and Dying" (Sobre a morte e o processo de morrer) marcou o rumo de seu trabalho, que depois foi enriquecido com contribuições de vários especialistas a uma área específica da profissão médica, a tanatologia.

Nesse livro, Kübler Ross, nascida em 1926 em Zurique (Suíça), identificou períodos definidos no processo da morte, e métodos para que médicos, enfermeiros e familiares acompanhem e ajudem a pessoa em seus últimos dias.Outro notável livro escrito pela Dra.Elisabeth, “A Roda da Vida” igualmente nos convida a um novo olhar sobre a morte – neste suas experiências com pacientes terminais a levaram a compreender não apenas a lição que a morte também nos oferece, como ainda que existe sim uma continuação.
Abaixo texto do livro:
“Aos setenta e um anos, posso dizer que vivi de verdade. Depois de começar como "uma coisinha insignificante de menos de um quilo" que não se esperava que sobrevivesse, passei a maior parte de minha vida lutando contra as forças gigantescas, do tamanho de Golias, da ignorância e do medo. Os que conhecem o meu trabalho sabem que, na minha opinião, a morte pode ser uma das maiores experiências da vida…Nos últimos dois anos, devido a uma série de derrames, tenho dependido totalmente de outras pessoas para os cuidados mais básicos…
…Meu único desejo tem sido deixar meu corpo, como uma borboleta deixa para trás seu casulo, é finalmente me fundir com a grande luz. Minhas entidades reafirmaram a importância de fazer do tempo meu amigo. Sei que no dia em que minha vida terminar sob esta forma, neste corpo, será o dia em que terei aprendido essa espécie de aceitação.
A única vantagem dessa lenta aproximação da passagem final da vida tem sido o tempo que oferece para meditação. Suponho que, depois de aconselhar tantos pacientes terminais, seja apropriado eu ter tempo para refletir sobre a morte quando é a minha própria que está diante de mim. Há poesia nisso, uma leve tensão, como uma pausa num drama de tribunal em que o acusado tem a oportunidade de confessar. Felizmente, não tenho nada de novo para confessar. Minha morte virá para mim como um abraço caloroso. Como disse há muito tempo, a vida num corpo físico é uma parcela muito pequena da existência total de uma pessoa.
Depois de passar por todas as provas para as quais fomos mandados a Terra como parte de nosso aprendizado, podemos então nos formar. Podemos sair de nosso corpo, que aprisiona a alma como um casulo aprisiona a futura borboleta e, no momento certo, deixá-lo para trás. E estaremos livres da dor, livres dos medos e livres das preocupações... livres como uma linda borboleta voltando para casa, para Deus... em um lugar onde nunca estamos sós, onde continuamos a crescer, a cantar, a dançar, onde estamos com aqueles a quem amamos e cercados de mais amor do que jamais poderemos imaginar.

Felizmente, cheguei a um ponto em que não preciso mais voltar atrás para aprender mais lições, mas, infelizmente, não estou satisfeita com o mundo de onde estou partindo pela última vez. O planeta inteiro está em dificuldades. Esta é uma época muito frágil da história.
A Terra foi muito maltratada durante um período longo demais sem que se considerasse a possibilidade de graves conseqüências. A humanidade deu livre curso à devastação dos frutos do jardim de Deus. Armas, ganância, materialismo e gosto pela destruição tornaram-se o novo catecismo da vida, o mantra de gerações cuja meditação sobre o sentido da vida está perigosamente distorcida.
Acredito que a Terra vá em breve corrigir esses erros…de que outra maneira fazer as pessoas despertarem? Qual é a outra maneira de ensinar o respeito à natureza e a necessidade de espiritualidade?
Assim como meus olhos viram o futuro, meu coração vai para aqueles que ficam para trás. Não tenham medo. Não há motivo para isso, se lembrarem que a morte não existe. Procurem ao contrário conhecer a si mesmos e encarar a vida como um desafio em que as escolhas mais difíceis são as mais elevadas, as que terão uma ressonância de honradez e retidão e que lhes darão forças e a percepção de Deus, o Superior dos Superiores. A maior dádiva de Deus para nós é a livre escolha. Nada é por acaso. Tudo na vida acontece por uma razão positiva. Se protegermos os canyons dos vendavais, nunca veremos a beleza de seus relevos.
Preparando-me para passar deste mundo para o próximo, sei que o céu ou o inferno são determinados pela maneira como as pessoas vivem suas vidas no presente.
A única finalidade da vida é crescer. A suprema lição é aprender como amar e ser amado incondicionalmente. Há milhões de pessoas no mundo que estão passando fome. Há milhões sem um teto. Há milhões que sofrem de AIDS. Há milhões de pessoas que sofreram violências. Há milhões de pessoas que padecem de invalidez. Todos os dias, mais alguém clama por compreensão e compaixão.
Escutem o som de suas vozes. Escutem como se o chamado fosse música, uma linda música. Posso garantir que as maiores recompensas da vida inteira virão do fato de vocês abrirem seus corações para os que estão precisando. As maiores bênçãos vêm sempre do ajudar aos outros.
Creio firmemente que minha verdade é uma verdade universal - acima de todos os credos, pontos de vista econômicos, de raça ou de cor -, e pertence à experiência da vida que é comum a todos.
Todas as pessoas vêm da mesma fonte e retornam à mesma fonte.
Todos precisamos aprender a amar e ser amados incondicionalmente.
Todas as dificuldades por que passamos na vida, todas as tribulações e pesadelos, todas as coisas que vemos como castigo de Deus, são na realidade como dádivas. São uma oportunidade para crescer, que é a única finalidade da vida.
Não podemos curar o mundo sem nos curarmos primeiro.
Se você está preparado para as experiências espirituais e não tem medo, você as terá. Não precisa de nenhum guru ou Baba para dizer-lhe o que fazer.
Todos nós, quando nascemos da fonte a que chamamos de Deus, fomos dotados de uma faceta de divindade. É isso que nos dá o conhecimento de nossa imortalidade.
Devemos viver verdadeiramente até a hora da morte.
Ninguém morre sozinho.
Todos são amados além do que são capazes de compreender.
Todos são abençoados e guiados.
É muito importante que você faça apenas aquilo que gosta de fazer.
Pode ser pobre, pode estar passando fome, pode estar morando num lugar miserável, mas estará vivendo integralmente. E, no fim de seus dias, abençoará sua vida porque fez o que veio fazer no mundo.
A lição mais difícil a aprender é o amor incondicional.
Não há por que ter medo da morte. Pode ser a experiência mais deslumbrante de toda a sua vida. Depende de como você viveu.
A morte é apenas uma transição da vida para uma outra existência onde não há mais dor nem angústia.
Tudo é suportável quando há amor.
Meu desejo é que você dê mais amor a mais pessoas. A única coisa que vive para sempre é o amor”.
Para download do livro “A Roda da Vida” acessem este link: http://almateca.tk/biblioteca/kluber-ross/ARodadaVida-ElisabethKubler-Ross.pdf

Sugiro que além das reflex ões, ofereça este livro a quem estiver passando pela situação da morte que se aproxima ou que já aconteceu.