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sábado, 4 de maio de 2013

PARÁBOLA SEPARANDO O JOIO DO TRIGO, AINDA MUITO ATUAL


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"O Reino dos Céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo. Mas enquanto os homens dormiam, veio um inimigo dele, semeou joio no meio do trigo e retirou-se. Porém, quando a erva cresceu e deu fruto, então apareceu também o joio. Chegando os servos do dono do campo, disseeram-lhe: Senhor, não semeaste boa semente ao teu campo? Pois onde vem o joio? Respondeu-lhe: Homem inimigo é quem fez isso. Os servos continuaram: Queres, então, que vamos arrancá-lo? Não, respondeu ele; para que não suceda, que tirando o joio, arranqueis juntamente com ele também o trigo. Deixai crescer ambos juntos até a ceifa, e no tempo da ceifa direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio e atai-o em feixes para os queimar, mas recolhei o trigo no meio celeiro". (M, 13:24-30)

Ensinamento da parábola:

O homem tem sido, em todos os tempos, o eterno inimigo da verdade.A todos os jatos da sua luz, opõe uma sombra para obscurecê-la ou desnatura-la.O joio está para o trigo, assim como o juízo humano está para as manifestações superiores.

O que vimos no passado segue no presente em relação as diversas interpretações humanas dos ensinamentos de Jesus.

Independente do credo, as interpretações não podem se pautar no ódio, raiva, manipulação ou captação de dinheiro; pois estes não são ensinamentos de Jesus – não consta de nenhuma parábola ou passagem da Bíblia ou do Evangelho Segundo o Espiritismo.Pelo contrário, Jesus defendeu pobres, aflitos, intercedeu junto a uma prostituta e não julgou, nem condenou, absolvendo e curando tantos quantos cruzaram seu caminho.

Exemplificando a parábola do Joio e do Trigo, encontramos enganos que têm servido para discriminar, abusar e perverter a moralidade em nome da “fé”.

Sabemos que o governo do Irã faz com o povo daquele país, manipulado que é pelo poder da religião dos Aiatolás. 

Lá os casamentos coletivos de homens adultos com meninas crianças, de até menos de 10 anos de idade, uma verdadeira pedofilia oficializada, porque a religião deles determina assim.

É a religião quem dá respaldo a isto, sim. Segundo eles, Alá quer isto.

Em outra parte encontramos o conservadorismo norte-americano que encontrou terreno fértil na sofrida África para espalhar o preconceito. Não deixe de assistir ao documentário, The Gospel of Intolerance, publicado no site do New York Times. Está legendado em português. É simplesmente assustador. Convido aos leitore a acessarem o video pelo YouTube, basta digitar Gospel of Intolerance para assistir a reportagem dublada.

Resumindo o teor do video temos Roger Ross Williams, um cineasta novaiorquino, ele mesmo vítima de preconceito da igreja protestante que sempre frequentou por ser gay, fez uma descoberta aterradora: dinheiro doado por evangélicos norte-americanos está sendo utilizado por fundamentalistas para semear a intolerância contra homossexuais nos países africanos.

A situação já é gravíssima em Uganda, onde pode ser aprovada dentro de poucas semanas uma lei anti-gay que prevê até mesmo a pena de morte para quem se relacionar com pessoas do mesmo sexo. Os políticos são pressionados a todo momento pelos pastores evangélicos pela aprovação do projeto (isso faz você lembrar de alguma coisa?).

E no Brasil não pensem que é diferente, encontramos indivíduos como Marco Feliciano que afirmam que africanos são amaldiçoados. O pastor argumentou que essa maldição tem sido curada com a conversão de africanos ao cristianismo, aos “caminhos do Senhor”
Em defesa protocolada no STF (Supremo Tribunal Federal), o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) reafirmou que paira sobre os africanos uma maldição divina e procurou justificar a fala com uma afirmação que, publicamente, tem rechaçado: a de que atrelou seu mandato parlamentar à sua crença religiosa.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara é alvo de inquérito no STF por preconceito e discriminação por uma declaração no microblog Twitter.

Em 2011, ele escreveu que “a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime, à rejeição”.

Na época, Feliciano também postou que africanos são amaldiçoados pelo personagem bíblico Noé. “Isso é fato”, escreveu no microblog. O post depois foi deletado.

Feliciano é acusado de induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, sujeito a prisão de um a três anos e multa. Não existe tipificação penal para homofobia.
Em sua defesa no STF, protocolada no dia 21, Feliciano diz que não é homofóbico e racista. Reafirma, porém, a sua interpretação de que há a maldição contra africanos.
“Citando a Bíblia [...], africanos descendem de Cão [ou Cam], filho de Noé. E, como cristãos, cremos em bênçãos e, portanto, não podemos ignorar as maldições”, afirmou, na peça protocolada em seu nome pelo advogado Rafael Novaes da Silva.

Deduzimos por tudo que aqui foi postado que infelizmente sim, estamos num mundo de provas e expiações, que sim, temos muito a evoluir, que sim países como Uganda e outros da África (palco de tantas dores e miséria) são ainda necessários como meio de aprendizado daqueles que muito feriram a humanidade – expiam os males causados ao mesmo tempo que recebem a oportunidade de se redimirem e evoluírem como todos que cá estamos.

Reflitamos na parábola tão atual do joio e do trigo, na discriminação que sempre promoveu horror, desde antes de Cristo – quanto evoluímos?

Por fim menciono o Advento de Elias: os discípulos de Jesus lhe perguntaram:
Por que pois, dizem os escribas ser preciso que,antes, venha Elias?

Jesus lhes repondeu:
É certo que Elias tem que vir e que restabelecerá todas as coisas.
Mas, eu vos declare que Elias já veio e eles não o reconheceram; antes o trataram como lhes aprouve.

É assim que farão morrer o Filho do homem – então seus discípulos entenderam que era de João Batista que ele lhes falara.

A leitura da Bíblia nos mostra que profecias, que o dom de ver, de falar com espíritos, o próprio conceito da imortalidade, da reencarnação (Elias/João Batista), das provas e expiações e outros tantos adventos sempre existiram; assim como do outro lado o horror causados desde a Antiguidade.

Porém cada religião a professa de uma forma, seja ela qual for, que nossa percepção não se limite ao simples aceite, mas à investigação e estudo minucioso sobre o que nos falam – religiões, governantes, amigos,familiares e até vizinhos; avalie!

Ao meu ver, como espírita, seguir o exemplo de Jesus é grande lição para todos os dias, na caridade, no amor, no estudo, no conforto, no não julgamento (refletir não é julgar, mas usar do bom senso).

Posts como este me faz lembrar do saudoso Chico Xavier – nunca usufruiu financeiramente daquilo que gratuitamente distribuiu, nunca usou suas palavras para a divisão ou destruição de qualquer classe social, etnia, credo ou opção sexual.

Serviu,consolou, doou-se. Saudades Chico, saudades suas!!!