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segunda-feira, 6 de maio de 2013

SAÍDA DO CORPO - ESTUDOS E HISTÓRIA DA TAMBÉM DENOMINADA VIAGEM ASTRAL





Nota: é possível ler íntegra clicando no título ou em continuar leitura 
A prática e o estudo da Projeção da Consciência não é coisa nova. Historiadores relatam que na civilização egípcia da antiguidade se praticava na forma ritual de seus templos iniciáticos. A própria bíblia traz inúmeros relatos a respeito, e se hoje não é praticada por maior número de pessoas é porque durante séculos as religiões predominantes perseguiam os adeptos dos costumes espiritualistas, chamando-os de bruxos. Mais do que isso, queimavam-os nas fogueiras da inquisição. Em razão disso esse conhecimento se manteve escondido, quase desaparecendo, ficando, porém, suas sementes recolhidas nas tradições da velha Índia e do Tibet.
O yoga, o Budismo, a Cabala, enfim, as mais antigas tradições espirituais têm classificado e ensinado como esses corpos atuam, cada um em seu plano específico, porém, sempre de forma integrada.
No ocidente ela ressurgiu com o trabalho do sueco Swedenborg, em 1745, e voltou a popularizar-se quando do surgimento do Espiritismo, que na linguagem de Kardec tomou o nome de bicorporeidade e bilocação.
Daí para frente sua prática e as pesquisas de seu comportamento não mais pararam, e hoje vários ramos das ciências psíquicas se dedicam ao seu estudo.

Em relação aos estudos há alguns, como o realizado pelo Instituto do Sono, na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Os pesquisadores quiseram saber o que acontece com as funções vitais de quem diz ser capaz de se projetar e sair do corpo.
"A pergunta do Instituto do Sono era: 'Será que durante um procedimento onde há projeção existe alguma alteração do traçado eletroencefalográfico?'", diz o professor de psicobiologia da Unifesp Marco Túlio de Mello.
O interesse de cientistas pela espiritualidade em diversos contextos tem aumentado nos últimos anos. Dois pesquisadores vasculharam 1,2 mil trabalhos científicos sobre o tema em todo o mundo. Uma hipótese: diante do desconhecido, algumas pessoas seriam geneticamente mais pré-dispostas do que outras a crer e ter fé.
"Alguns cientistas já estão começando a falar que a gente deve ter herdado circuitos biológicos associados à fé. Agora, como todos os seres humanos são bem diferentes uns dos outros, talvez um ateu não tenha herdado esses circuitos e não esteja capacitado biologicamente a crer, a transcender, a perceber o divino", diz o fisiologista Marcelo Árias, do Centro Universitário Monte Serrat (Unimonte).
Entender essa "diferença" uniu pesquisadores em torno de um projeto: criar um centro de estudos da consciência. O lugar escolhido foi Foz do Iguaçu, no Paraná.
É onde mora, hoje, a pesquisadora Málu Balona, uma estudiosa do comportamento das pessoas que dizem sair do próprio corpo. A pesquisa feita por ela durou nove anos e foi batizado de "Síndrome do Estrangeiro".
"Eu tive algumas experiências bastante críticas de pessoas que me relataram que foram tratadas a vida toda, e chegaram a tomar eletrochoque ou uma medicação pesada. Mas a única queixa delas era a experiência fora do corpo. E as pessoas não apresentavam em outros dados de comportamento nada que indicasse um desequilíbrio", conta a pesquisadora.
Em 2002, um médico suíço descobriu, por acaso, que poderia fazer uma pessoa sair do corpo. Durante um teste em uma paciente com epilepsia, ele aplicou uma pequena carga elétrica na região do cérebro chamada de giro angular.
É no giro angular que o cérebro reúne toda a sensibilidade do corpo, como tato, equilíbrio e visão. É ali que o ser humano sabe se está sentado ou em pé, onde se situa no mundo. A surpresa veio quando o médico aumentou levemente a carga elétrica.
Como o post mencionou a Bíblia, eis as passagens das menções:

Mesmo na Bíblia, principal livro religioso do Ocidente, Paulo de
Tarso já relatava saídas do corpo de um cristão (pelo contexto, ele
mesmo), que é "levado" em espírito (ou seja, sem o corpo) a planos
espirituais. A ênfase no termo "fora do corpo" não é acidental:

"Se é necessário que me vanglorie, ainda que não convém, passarei às
visões e revelações do Senhor. Conheço um homem em Cristo que, há
catorze anos, foi arrebatado até o terceiro céu (se no corpo ou fora
do corpo, não sei, Deus o sabe) e sei que o tal homem (se no corpo ou
fora do corpo não sei, Deus o sabe) foi arrebatado ao paraíso e ouviu
palavras inefáveis, que não é lícito ao homem referir" (Coríntios II,
c 12, v 1-4)

Em outras passagens, Paulo demonstra saber, também, da existência de
um "corpo espiritual" (expressão bíblica, portanto); cita
metaforicamente que há um "fio de prata" que se rompe quando a morte
física ocorre (dando origem a outra expressão que se pensa ser
ocultista, mas é de fato cristã); difere corpo, alma e espírito (três
diferentes veículos de manifestação); classifica alimentos de acordo
com sua densidade vibracional (peixes, aves e mamíferos, nesta
ordem) - revelando ser familiar com princípios projetivos e
bioenergéticos que alguns julgariam ser recentes e contrários ao
dogma cristão, mas que, de fato, são bíblicos:

"... que vosso espírito, alma e corpo sejam preservados íntegros e
irrepreensíveis ..." (Tessalonicences I, c 5, v 23)

"Semeia-se corpo natural, ressucita corpo espiritual. Se há corpo
natural, há também corpo espiritual" (Coríntios I, c 15, v 44)

"A palavra de Deus ... penetra até o ponto de dividir alma e
espírito ..." (Hebreus, c 4, v 12)

Além de Paulo, há outros autores na Bíblia que revelam práticas
projetivas e/ou mediúnicas, que são, portanto, também cristãs:

"Achei-me em espírito, no dia do Senhor, e ouvi, por detrás de mim,
grande voz ..." (Apocalipse, c 1, v 10)

"Então, o Espírito me levantou e me levou; eu fui amargurado na
excitação de meu espírito" (Ezequiel, c 3, v 14)

"Então, entrou em mim o espírito, quando falava comigo, e me pôs
depé, e ouvio que ele me falava" (Ezequiel, c 2, v 2)

No espiritismo de Allan Kardec, bastante popular no Brasil, o tema
também é tratado sem misticismos ou ressalvas, em sua própria
Codificação. Segundo Kardec, a alma emancipa-se durante o sono e
encontra-se com o mundo espiritual. Há todo um capítulo do Livro dos
Espíritos inteiranente dedicado ao tema, entitulado "EMANCIPAÇÃO DA
ALMA", começando na pergunta 400.

Dentre os espíritas o termo viagem astral não é aceito,  sendo mais usual em estudos da parapsicologia e espiritualistas em variadas vertentes. Na maioria dos centros espíritas muito pouco será dito sobre as viagens astrais ou saídas do corpo no estado invigilante (sono)exceto para médiuns, pois são mais objetos de estudo criterioso de desdobramento, suas aplicações e causas oferecem na visão espírita grandes oportunidades de aprendizado, constando de livros psicografados inclusive com o objetivo de elucidar a causas dos denominados sonhos lúcidos.

O enfoque das saídas do corpo, naturais a qualquer pessoa independem do crédulo e pode acontecer sendo o indivíduo médium ou não. Vez que ocorrem, poderão ser do tipo consciente ou inconsciente (sem recordação) – o que é imperioso ressaltar é a necessidade de realizar as saídas do corpo conscientes com orientação (não de forma a explorar outras diretrizes que não seu uso sério e responsável).

Convido aos interessados a explorarem mais sobre o assunto, bem como seus objetivos salutares através da internet, o post é apenas um resumo com objetivo de apresentar um pouco sobre o tema.

Assim poderão compreender um pouco mais sobre relatos de encontros com familiares durante o sono, mensagens recebidas por entes queridos, sensações de terem vivido um sonho lúcido cheio de detalhes para os quais não tinham qualquer resposta.

Relembro que a saída do corpo obedece sempre a sintonia, assim cada qual poderá ao sair do corpo de forma lúcida ou não experimentar sensações boas ou não; rumar a lugares bons ou não; lembrar de mensagens boas ou não; interagir de forma agradável ou não.

O que altera as experiências e as sintonias ruins são sempre a própria consciência em fazer o bem, em ter bons pensamentos, ser positivo, crer em Deus...há vários posts que comento sobre a sintonia e necessidade de reforma íntima e sim, independem do crédulo, mas sim das atitudes.

Há ainda livros sobre o tema, tanto de pesquisas científicas, de relatos como também religiosos – cito Waldo Vieira como um dos que mais estudam as viagens astrais como fonte de estudo (não é uma visão espírita os estudos por ele realizados, mas particularmente o creio bem gabaritado por ser ele próprio uma pessoa que realiza viagens astrais conscientemente e promove discussões a cerca do assunto).

 Acredito que o estudo deve permear as variadas vertentes, pois uma visão mais totalitária é sempre valiosa, por este motivo não apenas indico livros e artigos espíritas, mas como outros sérios, desde que estejam compromissados em analisar os fatos – assim procedem os cientistas quando muitas vezes colocam de lado seus próprios crédulos em benefício da humanidade, em seus estudos da espiritualidade.