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sábado, 20 de abril de 2013

NÓS E A FELICIDADE




A felicidade é sem dúvida um dos objetivos que buscamos e isso remonta a longa data, o estudo sobre a felicidade e seu significado é encontrada desde a Antiguidade.

"O homem não são as suas roupas, o seu invólucro, mas o seu espírito"- Sócrates

No mundo atual nos deparamos com o consumo, o qual propaga-se como meio de se atingir a felicidade, assim a aquisição de bens variados acabam sendo vistos como uma ferramenta de bem estar momentâneo e por assim ser, igualmente volátil.

Já no contexto espiritual temos a felicidade baseada na consciência e no emprego desta, através da boa conduta e da reforma íntima.

Situando no "amar ao próximo como a si mesmo" a pedra fundamental da felicidade, o Cristo condiciona a existência humana ao supremo esforço do labor do bem em todas as direções e latitudes da vida, dirigido a tudo e todos, e elucida que cada um possui o que doa. 

A consciência nos faz refletir sobre nossos atos e atitudes, se estão direcionados ao bem (nosso e de outros) ou se estão dirigidos de modo egoísta (de posse, de apego, de melindres, manipulação, imposição...); pois a felicidade não reside no atendimento de nossas necessidades egoístas.

Bentham retomava como fundamento da moral a fórmula de Beccaria: ‘A maior felicidade possível, no maior número de pessoas’, (...) acentuando cada vez mais o seu caráter social. (...) [Para esses autores] a felicidade, por depender de condições e circunstâncias objetivas além das atitudes do homem, não pode pertencer ao homem em sua individualidade, mas só ao homem como membro de um mundo social. E, embora relacionem felicidade com prazer, distinguem os vários tipos de prazer, admitindo a identificação apenas com os prazeres socialmente partilháveis.”
(Abbagnano, 2007:506)


Já o filósofo Kant , considerando a felicidade parte do bem supremo, não a considera possível neste mundo, só sendo possível em “um mundo inteligível, que é ‘o reino da graça’, por intervenção de um princípio onipotente” (KANT, segundo Abbagnano, 2007: 506). 

Na doutrina espírita temos a seguinte visão: "Vive o homem incessantemente em busca da felicidade, que também incessantemente lhe foge, porque felicidade sem mescla não se encontra na Terra. 

Entretanto, malgrado às vicissitudes que formam o cortejo inevitável da vida terrena, poderia ele, pelo menos, gozar de relativa felicidade, se não a procurasse nas coisas perecíveis e sujeitas às mesmas vicissitudes, isto é, nos gozos materiais em vez de a procurar nos gozos da alma, que são um prelibar dos gozos celestes, imperecíveis; em vez de procurar a paz do coração, única felicidade real neste mundo, ele se mostra ávido de tudo o que o agitará e turbará, e, coisa singular! 

O homem, como que de intento, cria para si tormentos que está nas suas mãos evitar".(Kardec, 2008)

Se pretendemos a felicidade, devemos considerá-la num amplo contexto, os vários estudos, seja na filosofia, na teologia ou na ciência nos demonstram que de fato não é possível sermos felizes sozinhos, sem desempenharmos os papéis que nos cabem.

Parece lógico que muito devemos realizar neste contexto, pois nossa felicidade não se pauta somente em nós mesmos, mas em nossos entes queridos e para com as pessoas que nos cercam, em todas as situações que vivemos.