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quinta-feira, 19 de março de 2015

O desafio do autodidatismo no estudo de temas espirituais


Todo aquele ou aquela que deseja obter conhecimentos em determinado campo do saber humano e cujo o desejo de saber é superior à velocidade com que as informações chegam "mastigadas" a si - seja no colégio, na faculdade, na igreja, no centro espírita, na mesquita, no terreiro e etc -  certamente encontra-se a caminho do autodidatismo na matéria que o instiga à busca pelo saber. 

Este indivíduo, desde que intelectualmente honesto e consciente, acaba de entrar na caverna escura do incerto. Ele tem duas opções: Olhar para frente e enxergar a escuridão que causa insegurança, mas que após dissipada, pela luz do conhecimento, desaparece; ou olhar para trás e permanecer sentado em uma pedra contemplando a digestão dos seus conhecimentos adquiridos. Para a primeira escolha, quando a digestão atingir o seu termo, a fome virá e  o indivíduo será obrigado a entrar na caverna escura. Para a segunda, a única segurança do indivíduo é a sua consciência e perspicácia que permitirão livra-lo dos erros e das imprecisões.   

Para assuntos de ordem geral as perguntas pulam na mente do autodidata: essa fonte de informação é confiável ? O quão completa ela é ? Há outras fontes de informação ? 

Restringindo-nos ao estudo de assuntos voltados a espiritualidade, o cenário parece ainda mais assustador, além das perguntas feitas anteriormente, surgem mais algumas: o quão intelectualmente honesto é o autor do texto ? A ele interessa apenas a busca da verdade ou à defesa da sua visão de mundo, para ele tida como verdadeira ? Qual a natureza das argumentações usadas para defender a sua tese ? Baseia-se em fatos ou em especulações de ordem filosóficas ou teológicas(exegese de textos "sagrados") ?

Ao longo da caminhada pela caverna, quando vai dispondo de uma luminosidade cada vez mais intensa, o autodidata começa a aprender a discernir o lúcido do não lúcido, a especulação do fato e aquilo que deve merecer uma análise posterior, por falta de dados para julgar de forma correta.

No nosso meio, há o hábito de ler bastante, nada mais natural, uma vez que uma das formas de divulgação são os livros psicografados. Neste ponto, hoje em dia temos uma massificação de livros pseudo-psicografados, será que há a devida análise crítica durante a leitura desses livros ? Sobre isso, fala com muita propriedade Raul Teixera:




Que sejamos mais rigorosos quanto ao que absorvemos para que não nos prejudiquemos mais na frente.


Alexandre e Flávia