Queridos leitores, em continuidade ao nosso trabalho de Entrevistas com Renomados do Espiritismo, tivemos a oportunidade de entrevistar o estimado Alamar Régis Carvalho - diretor de tv,analista de sistemas e divulgador do Espiritismo.Para lista completa de entrevistados,verifiquem post anterior.
Muitos de nós já tivemos contato com seus vídeos e livros que em muito auxiliam na divulgação do Espiritismo, nos quais aborda sempre a discussão de variados temas com renomados e atualidades.
É uma pessoa querida e de fácil contato, zeloso com seu trabalho, um divulgador que está sempre pronto a nos conduzir a boas reflexões com informações de qualidade - somos gratos em tê-lo no blog e no site!
Esperamos que gostem e que também reflitam, pois como bem sabemos nossa construção espiritual se dá também pelo conhecimento e auto conhecimento.
"ninguém acende uma candeia e a esconde num jarro ou a coloca debaixo de uma cama. Ao contrário, coloca-a num lugar apropriado, de modo que os que entram possam ver a luz" - Lucas.
ENTREVISTA COM ALAMAR RÉGIS CARVALHO
1) Como se deu, no início, seu interesse pelo espiritismo e como observou a necessidade de divulga-lo ao grande público nacional e internacional?
Quando eu tinha 15 anos, vivia em conflito com a igreja católica, onde fui coroinha, por ter sido expulso pelo padre Francisco Licarião por perguntar demais, por pedir explicações demais sobre as coisas da igreja. Eu era músico, tocava trompete numa pequena orquestra que era convidada de vez em quando para tocar nas festas realizadas pelo Centro Espírita Fé Esperança e Caridade, dirigido pelo velho Aurelino, em Vitória da Conquista, Bahia, e naquele momento já surgia simpatia pelo Espiritismo, ao mesmo tempo em que eu já observava que os vizinhos espíritas eram pessoas melhores na rua onde eu morava. Foi a fase do ensaio.
Mas ali não foi o início, ainda. Quando eu tinha os meus 20 anos, era terceiro sargento da Aeronáutica, vivendo em Belém do Pará, recebi o primeiro “Evangelho, segundo o Espiritismo” de presente do meu amigo Agostinho do Espírito Santo Freire de Alencar, acompanhado de José Bonifácio Silva, ambos também sargentos, mais antigos, que sugeriram-me o Espiritismo, já que eu também questionava demais alguns métodos adotado pela vida militar, sobretudo a prepotência dos que se achavam superiores. De vez em quando eu ia a um centro. Esta foi a primeira fase.
Depois, aos 24 anos, como diretor de televisão afiliada da Globo, ainda em Belém, eu andava empolgado demais, até namorando atriz famosa, entrei num processo de vaidade excessiva, quando fui chamado pelo cinegrafista da televisão, Milton Mendonça, meu subordinado, mas que me deu uma esculhambação, como um pai, e levou-me a conhecer o trabalho que ele havia construído em Belém, a Sociedade Espírita Emmanuel, num bairro pobre da cidade, que era uma escola e um centro. Esta foi a segunda fase. Mas ali era um Alamar apenas freqüentador de centro espírita, com mais assiduidade, escutador de palestras e tomador de passes.
Foi quando surgiu a outra fase, já com 32 anos, quando fui surpreendido pelo suicídio da minha linda esposa, com apenas 21 anos de idade, o que levou a um desespero enorme. Foi quando Jacinto Ferreira de Brito informou-me da necessidade de ESTUDAR o Espiritismo.
Depois que tomei conhecimento do que verdadeiramente era o Espiritismo, não apenas um ritual igrejeiro como a maioria faz, entrei num processo de revolta imenso. Já não pelo suicídio da Zeny, mas pelo fato dos espíritas não divulgarem algo tão maravilhoso que, se eu soubesse antes, teria condições e argumentos para evitar o terrível ato que a vitimou.
Foi daí que surgiu o desafio, para mim mesmo, de partir com garra para a divulgação, a partir do momento que eu consolidasse e firmasse bem o meu conhecimento.
Aí ninguém me segurou mais, parti para a realização de eventos destinados ao grande público, já que eu era conhecido de toda a imprensa era convidado para entrevistas em rádios e televisões e criei a maior coluna espírita no mais destacado jornal da Amazônia, O LIBERAL, que chegou a ser a sua segunda coluna mais lida.

